A Bíblia é a revelação de Deus

01 – A Bíblia é a infalível palavra de Deus

“Não se aparte da tua boca o livro desta Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque, então, farás prosperar o teu caminho e, então, prudentemente te conduzirás.” (Js 1.8)

Josué foi discípulo de Moisés, o profeta que o Senhor Deus levantou para dar ao Seu povo os dez mandamentos. Moisés não só entregou os dez mandamentos como também foi responsável pela elaboração de diversas leis complementares, tanto no âmbito sacerdotal quanto governamental e social. O objetivo da lei era de fazer com que o povo conhecesse a Deus como Senhor, conforme está escrito:

“E eu apareci a Abraão, e a Isaque, e a Jacó, como o Deus Todo-poderoso; mas pelo meu nome, o SENHOR, não lhes fui perfeitamente conhecido.” (Ex 6.3)

A promessa feita para Josué está de acordo com o caráter de Deus, que é santo, onipotente, onisciente e onipresente. Por ser Deus ser santo, cabia a Josué agir em santidade, refletindo em seu caráter, a palavra de Deus. Um exemplo desta prontidão em zelar pela santidade de Deus foi a batalha de Ai. Josué havia vencido o poderoso exército de Jericó, tomando uma cidade cercada por muralhas inexpugnáveis. Contudo, ao enfrentar o fraco exército de Aí, os guerreiros de Israel foram derrotados. Foi quando Josué buscou a face do Senhor, ao que ouviu da parte de Deus:

Então, disse o SENHOR a Josué: Levanta-te! Por que estás prostrado assim sobre o teu rosto? Israel pecou, e até transgrediram o meu concerto que lhes tinha ordenado, e até tomaram do anátema, e também furtaram, e também mentiram, e até debaixo da sua bagagem o puseram. Pelo que os filhos de Israel não puderam subsistir perante os seus inimigos; viraram as costas diante dos seus inimigos, porquanto estão amaldiçoados; não serei mais convosco, se não desarraigardes o anátema do meio de vós. Levanta-te, santifica o povo e dize: Santificai-vos para amanhã, porque assim diz o SENHOR, o Deus de Israel: Anátema há no meio de vós, Israel; diante dos vossos inimigos não podereis suster-vos, até que tireis o anátema do meio de vós. Amanhã, pois, vos chegareis, segundo as vossas tribos; e será que a tribo que o SENHOR tomar se chegará, segundo as famílias; e a família que o SENHOR tomar se chegará por casas; e a casa que o SENHOR tomar se chegará homem por homem. E será que aquele que for tomado com o anátema será queimado a fogo, ele e tudo quanto tiver, porquanto transgrediu o concerto do SENHOR e fez uma loucura em Israel. (Js 7.10-15)

A Bíblia é um livro para ser meditado, compreendido e obedecido. Deus falara a Israel que na batalha de Jericó nada poderia ser tirado desta cidade como despojo, contudo um dos guerreiros furtara um objeto para si. O resultado foi trágico, pois na batalha seguinte Israel fora derrotado e a vitória só poderia vir após identificar o anátema e sentenciá-lo à morte. Esta passagem demonstra que Deus é o supremo soberano do universo, Ele é o Senhor. Está escrito:

“Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, e o meu servo, a quem escolhi; para que o saibas, e me creiais, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá.” (Is 43.10)

Todo contexto do relacionamento de Israel com Deus foi pautado pela palavra de Deus com o objetivo de fazê-lo conhecido ao homem. E Deus é imutável no Seu modo de agir. A ninguém lhe seria concedido ser bem sucedido naquilo que viesse a fazer se a santidade de Deus não viesse a ser preservada, se a glória de Deus não fosse o objetivo último da ação do homem. Se considerarmos o mundo como ele é, sabemos que a trajetória natural da humanidade após a queda é a de nascer, viver e morrer, todavia após a morte vem o juízo (Hb 9:27). Mesmo Josué, tendo recebido a palavra de que poderia ser próspero, esta promessa estava intimamente associada à sua fidelidade para com Deus, bem como à sua obediência à Deus.

Assim, a Bíblia não é um livro que coloca o homem no centro de tudo, mas exalta Deus como o Senhor supremo, fazendo-nos conhecer quem Deus é e o que faz, bem como qual a Sua bendita personalidade. Todas as histórias bíblicas são narradas na perspectiva divina, o que podemos concluir que Deus mesmo é o único autor das escrituras, conforme está escrito:

“porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.” (II Pd 1.21)

Por meio da Bíblia Deus revela seu próprio caráter, bem como o de Satanás e dos homens. Pelas escrituras podemos conhecer o plano salvítico e o fim de todas as coisas. A Bíblia se divide em dois grandes grupos de livros: o Velho Testamento, formado por 39 livros e o Novo Testamento, composto por 27 livros. A Bíblia se constitui na prova inconteste que Deus se comunica com o homem, se revelando a ele e conduzindo-o à Sua bendita presença. O objetivo das escrituras foi retratada por Paulo nos seguintes termos:

Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra. (II Tm 3.16,17)

Aprouve a Deus comunicarmos Sua bendita palavra com o propósito de nos moldar visando não só nos tornar perfeitos, como também fazer com que todas nossas obras reflitam esta perfeição, razão porque em nossa obediência à voz de Deus haveremos de prosperar em nossos caminhos e sermos prudentes em todas as nossas atitudes (Js 1:8). Esta comunicação se deu por meio do povo judeu, o que fez o Senhor Jesus asseverar esta verdade com a seguinte declaração: “… a salvação vem dos judeus” (Jo 4.22). Assim, todos os escritores da Bíblia, a exceção de Lucas, foram judeus. E, por a palavra de Deus, ela foi preservada por todos os séculos de sua existência, chegando até nós com a mesma exatidão dos textos originalmente escritos. Suas histórias são verídicas e dignas de toda confiança, sua mensagem é pessoal e aplicável em todas as facetas de nossa vida. Por meio das escrituras podemos conhecer Deus e gozar de Sua bendita presença.

Fonte e base para os estudos: Mcllwain, Trevor. Everson, Nancy. Alicerces Firmes: da Criação até Cristo. Anápolis, Missão Novas Tribos do Brasil, 1997

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“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

 

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