Destaques, Textos seriados

01 – Jerusalém: a velha, a atual e a nova

Orai pela paz de Jerusalém! Sejam prósperos os que te amam. (Sl 122.6)

Estive participando do 16° Congresso Internacional Sobre a Palavra Profética – Jerusalém: a velha, a atual e a nova, promovido pelo Ministério Chamada da Meia Noite, em Águas de Lindóia, no Estado de São Paulo, nos dias 22 a 25 de outubro de 2016. Nesta série de textos estarei compartilhando minhas anotações, interagindo com elas com outros insights bíblicos e observações pessoais. Os preletores foram Dr. Teol. Roger Liebi, da Suíça;  pastor Meno Kalisher, de Israel; Diretor da Chamada da Meia-Noite Internacional Norbert Lieth, da Suíça; pastor Jamil Abdalla Filho, do Brasil. O congresso teve abertura e encerramento feito por Reinhold Federolf, um dos diretores do Ministério Chamada da Meia Noite.

Este congresso faz coro a palavra dada pelo profeta Isaías, no qual diz: “Por amor de Sião, me não calarei e, por amor de Jerusalém, não me aquietarei, até que saia a sua justiça como um resplendor, e a sua salvação, como uma tocha acesa” (Is 62.1), observando que “se Deus não Se omite em falar sobre Sião, nós também não devemos fazê-lo”. Eu, particularmente, fiquei profundamente impactado com tudo quanto ouvi neste congresso. Quando se analisa a palavra de Deus com foco em uma temática, com profundidade e contextualização, não há como não se impressionar com a exatidão, acuidade e visão sistêmica do plano de Deus para todas as eras.

Este congresso teve as seguintes palestras, além de momentos para perguntas e respostas dirigidas por Reinhold Federolf:

1.   Um Recomeço em Jerusalém (Esdras 3) — Norbert Lieth.

2.   Jerusalém – O Centro Geográfico do Plano de Salvação de Deus – Parte 1 — Roger Liebi.

3.   Jerusalém – "A cidade do grande Rei" (Sl 48.1-2; Mt 5.34-35) — Jamil Abdalla Filho.

4.   Jerusalém Antes da Volta de Cristo – Zacarias 12 e 14 – 1ª parte — Meno Kalisher.

5.   A Jerusalém do Coração (Habacuque) — Norbert Lieth.

6.   Jerusalém Antes da Volta de Cristo – Zacarias 12 e 14 – 2ª parte — Meno Kalisher.

7.   Jerusalém – O Centro Geográfico do Plano de Salvação de Deus – Parte 2 — Roger Liebi.

8.   Jerusalém Depois da Volta de Cristo – Zacarias 8 — Meno Kalisher.

9.   Jerusalém – O Centro Geográfico do Plano de Salvação de Deus – Parte 3 — Roger Liebi.

10.   O Caminho Para a Nova Jerusalém (Habacuque) — Norbert Lieth.

Quando assistimos congressos como este, temos a tendência de pensarmos conosco mesmo porque outros cristãos não estavam presentes. Em geral nos vêm a mente líderes específicos que, entendemos, têm influência no meio cristão e, com o conteúdo de congressos como estes, poderiam mudar a história do cristianismo no Brasil. Este tipo de percepção não leva em conta a soberania divina, pois se o Senhor Deus entendesse que esta mensagem deveria ser ouvida por toda a cristandade, por certo teria meios para fazê-lo. O que deve nos nutrir em participar de congressos como este é o sentimento de gratidão por Deus ter nos permitido estar presente e, na medida de nossas forças, devemos compartilhar com aqueles que estão em nosso entorno e raio de influência, tudo quanto ouvimos falar.

Para compreendermos este raciocínio, pensemos na multidão que ouviu, por exemplo, o sermão do monte. Provável estiveram naquele evento próximo de 5.000 homens, mais mulheres e crianças. Este público, comparado com a população na época, não era um número significativo. Importantes diálogos feitos pelo Senhor praticamente não tiveram testemunhas, como a conversa com Nicodemos e com a mulher samaritana. Se ficamos sabendo do que se passou, foi porque alguém contou a outro, que contou a outro e, por este mecanismo, a palavra de Deus foi se propagando. Nos é impossível dimensionar o poder de propagação que o Senhor pode empreender por pessoas simples, que ouvindo a palavra de Deus, passe ela adiante com a devida fidelidade.

Há uma história que muito me impressiona nas escrituras, retratando este poder propagador da palavra de Deus visto à luz da soberania divina. Talvez um dos ministérios mais curtos do Novo Testamento tenha sido o de Estevão. No livro de Atos dos Apóstolos, capítulo 6, no verso 5, vemos Estevão encabeçando a lista dos escolhidos para diáconos da igreja primitiva em Jerusalém. Dele é dito ser um homem cheio de fé e do Espírito Santo. Estevão era um homem extremamente atuante, pois “… cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo” (At 6.8) e a palavra de Deus nos revela que “… não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito, pelo qual ele falava” (At 6.10). Assim foi até que Estevão teve de testemunhar diante de uma liderança irada no Sinédrio de Israel. Os líderes judeus da época não aceitavam que o evangelho fosse propagado, trazendo Estevão a juízo, sob acusação de falsas testemunhas (At 6.13).

Estevão fez uma brilhante exposição histórica da trajetória de Jesus Cristo, iniciando desde os dias de Abraão, passando por Moisés, pelos reis Davi e Salomão e por todos os profetas. Ao final a multidão enfurecida o apedrejou, não sem antes ele clamar em alta voz: “… Senhor, não lhes imputes este pecado! Com estas palavras, adormeceu” (At 7.60). O fato que quero chamar atenção é que, naquele dia, morto Estevão apedrejado, suas vestes foram jogadas aos pés de um jovem líder judeu chamado Saulo (At 7.60).

Saulo, mais tarde conhecido como apóstolo Paulo, saiu daquele evento disposto a prender, torturar e matar todo discípulo de Jesus Cristo por entender que eles atentavam contra a fé dos judeus dada por Deus a Moisés. O próprio Senhor havia profetizado que Seus discípulos passariam por tais tribulações, dizendo: “Eles vos expulsarão das sinagogas; mas vem a hora em que todo o que vos matar julgará com isso tributar culto a Deus” (Jo 16.2). O que Estevão jamais imaginou é que seu ministério tão curto impactou profundamente o coração de um dos maiores homens de todos os tempos, o apóstolo Paulo, porquanto no caminho de Damasco Saulo teve um encontro pessoal com Jesus Cristo, vindo a se converter, continuando o ministério prematuramente interrompido na vida de Estevão. Sob esta ótica é impossível precisar o impacto de um evento como o 16° Congresso Internacional Sobre a Palavra Profética. Jamais devemos menosprezar o poder multiplicador promovido pelo Espírito Santo, muito distantes de nossos olhos naturais. Deus é soberano, Ele sabe o que faz, confiemos pois, nos Seus propósitos eternos.

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pensador

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“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

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