A Bíblia é a revelação de Deus

02 – A Bíblia é o guia para o céu

Salmo de Davi para o cantor-mor]

Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. Sem linguagem, sem fala, ouvem-se as suas vozes em toda a extensão da terra, e as suas palavras, até ao fim do mundo. Neles pôs uma tenda para o sol, que é qual noivo que sai do seu tálamo e se alegra como um herói a correr o seu caminho. A sua saída é desde uma extremidade dos céus, e o seu curso, até à outra extremidade deles; e nada se furta ao seu calor.

A lei do SENHOR é perfeita e refrigera a alma; o testemunho do SENHOR é fiel e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro e alumia os olhos. O temor do SENHOR é limpo e permanece eternamente; os juízos do SENHOR são verdadeiros e justos juntamente. Mais desejáveis são do que o ouro, sim, do que muito ouro fino; e mais doces do que o mel e o licor dos favos. Também por eles é admoestado o teu servo; e em os guardar há grande recompensa.

Quem pode entender os próprios erros? Expurga-me tu dos que me são ocultos. Também da soberba guarda o teu servo, para que se não assenhoreie de mim; então, serei sincero e ficarei limpo de grande transgressão. Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, SENHOR, rocha minha e libertador meu! (Sl 19.1-14)

Deus é o criador dos céus e da terra, bem como do homem que habita na terra. Todavia, ainda que o ser humano aprecie a criação e tenha grande estima por si mesmo, a queda lhe cegou os olhos para conhecer o Deus que habita nos céus na luz inacessível (I Tm 6:16) e que se assenta no trono de Sua santidade (Sl 47:8). Ainda que muitos reconheçam a existência de Deus, intuem que é preciso haver um Criador pela análise da complexidade do universo, este conhecimento intuitivo não leva o homem a adorar a Deus, antes:

tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. (Rm 1.21,23)

Para restabelecer Sua glória no coração humano e afastá-lo de sua insensata loucura de aproximar-se de Deus por meio de ídolos, Deus nos faz conhecer a verdade mediante a Sua bendita palavra, a Bíblia. Não é sem razão que a primeira revelação feita a nós seja a de que no “princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1). É com base nesta revelação que o salmista volta seus olhos aos céus para perceber nele a manifestação da glória de Deus (Sl 19:1) e louvá-Lo por todos os Seus feitos (Sl 92:4), proclamando-o a todas as gentes (Sl 77:12).

Se a Bíblia, como a palavra de Deus, foi capaz de dar a conhecer ao coração que Deus é o Criador dos céus e da terra, esta mesma palavra se constitui em um refrigério para a alma (SL 19:7), porquanto tira-a de sua cegueira espiritual (II Co 4:4) para fazê-la contemplar a glória de Deus (Sl 19:1), levando-o a adorar a Deus. Assim, a Bíblia se constitui em um guia para todos os assuntos, quer sejam da alma, quanto do relacionamento interpessoal, bem como de quaisquer fatos pertinentes ao destino eterno do ser humano. Assim, por meio da palavra de Deus:

  1. Podemos conhecer o que Deus fez para resolver o problema do pecado e da queda do homem, com o objetivo de lhe salvar da morte;’
  2. Podemos saber o que Deus faz para libertar o homem do controle do pecado sobre suas vidas;
  3. Podemos saber o que Deus fará para livrar completamente o homem da presença do pecado por toda a eternidade.

Somente a Bíblia tem autoridade para declarar ao homem como ele deve preparar-se para encontrar-se com o seu Deus (Am 4:12), mesmo porque o que o Senhor declarou ao rei Ezequias é extensivo a todos os homens: “Ordena a tua casa, porque morrerás e não viverás” (II Rs 20.1). Isto porque Deus não muda, se outrora Ele dissera a Adão que, em comendo do fruto proibido, ele haveria de morrer (Gn 2:17), ainda hoje o juízo de Deus se confirma sobre o pecado, pois “como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram” (Rm 5.12).

Foi com esta percepção que o salmista clamou ao Senhor para que pudesse entender seus próprios erros e ser livre deles, bem como da soberba, para que ele pudesse ficar limpo de todas as suas transgressões (Sl 19:12), mesmo porque a palavra de Deus declara: “por causa do seu orgulho, o ímpio não investiga; todas as suas cogitações são: Não há Deus” (Sl 10.4). Não é sem razão que o maior anseio do salmista é ter um novo coração, capaz de fazê-lo externar tão somente louvores a Deus, porquanto se não houver esta mudança interior com nossa língua “bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus” (Tg 3.9).

Assim, a Bíblia é a palavra de Deus, apta a lidar com nosso interior, bem como com nossas percepções, fazendo-nos perceber que o mesmo Deus que criou todas as coisas se propõe a criar em nós um novo coração e um novo espírito aptos a estarem na presença de Deus (Ez 36:26). Para conhecer a Sua mensagem precisamos considerá-la como um único livro, em que pese o fato de ser composto por 66 livros, escritos por mais de 40 autores em um período de 1.600 anos. Composta pelo Velho e Novo Testamento, o Velho Testamento relata a preparação feita por Deus para a vinda de Jesus Cristo e o Novo Testamento testemunha a Sua manifestação em carne (Jo 1:14), sua morte e ressurreição, bem como o significado de Sua vida para cada um de nós (Rm 4:25).

Estudando a Bíblia com base nos eventos cronologicamente apresentados, aprendemos que Deus se revela através de Seus atos, principalmente por meio da história de Israel, o povo de Deus no Antigo Testamento. As intervenções divinas na história de Israel tinham o propósito de fazer conhecidos Seus feitos, atos poderosos e ação libertadora não só para a geração que vivenciava o evento, como também em forma de relato para todas as gerações futuras, conforme podemos ler:

Portanto, guardai isto por estatuto para vós e para vossos filhos, para sempre. E acontecerá que, quando entrardes na terra que o SENHOR vos dará, como tem dito, guardareis este culto. E acontecerá que, quando vossos filhos vos disserem: Que culto é este vosso? Então, direis: Este é o sacrifício da Páscoa ao SENHOR, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios e livrou as nossas casas. Então, o povo inclinou-se e adorou. (Ex 12.24-27)

Israel, quando rememorava a sua própria história, reforçava sua fé no Deus vivo e verdadeiro. Assim também nós precisamos conhecer a história conforme registrada na Bíblia para que nossa fé não se apóie em conceitos subjetivos, mas em realidade objetiva, historicamente comprovada. Quando conhecemos a Bíblia como um relato histórico e cronológico das interveniências da parte de Deus então compreendemos o que o apóstolo Paulo escreveu:

Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem; e todos passaram pelo mar, e todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar, e todos comeram de um mesmo manjar espiritual, e beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo. Mas Deus não se agradou da maior parte deles, pelo que foram prostrados no deserto. E essas coisas foram-nos feitas em figura, para que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram. Não vos façais, pois, idólatras, como alguns deles; conforme está escrito: O povo assentou-se a comer e a beber e levantou-se para folgar. E não nos prostituamos, como alguns deles fizeram e caíram num dia vinte e três mil. E não tentemos a Cristo, como alguns deles também tentaram e pereceram pelas serpentes. E não murmureis, como também alguns deles murmuraram e pereceram pelo destruidor. Ora, tudo isso lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos. (I Co 10.1-11)

Fonte e base para os estudos: Mcllwain, Trevor. Everson, Nancy. Alicerces Firmes: da Criação até Cristo. Anápolis, Missão Novas Tribos do Brasil, 1997

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“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

 

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