A Bíblia é a revelação de Deus

03 – A Bíblia revela quem Deus é

“No princípio, criou Deus os céus e a terra.” (Gn 1.1)
Nossa existência é tão insignificante no tempo e no espaço que temos a tendência de considerar que o mundo, tal como o percebemos, sempre foi do jeito que o conhecemos. Aliás, um dos argumentos corrente entre o povo negando o apocalipse era o de que “desde que os pais dormiram todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação” (II Pd 3.4). Na verdade o argumento científico no qual nega a existência de Deus como Criador decorre pelo fato de não ser possível produzir provas de Sua existência com base nas coisas criadas, mesmo porque “aquilo que se vê não foi feito do que é aparente” (Hb 11.3). Mesmo entre aqueles que crêem em Deus, sua fé não gera adoração, pois está escrito que “tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu” (Rm 1.21). Portanto asseverar que Deus criou todas as coisas humilha o ser humano e o coloca no seu devido lugar, um ser criado que deve honrar e obedecer ao seu Criador.
Como a Bíblia foi escrita por homens inspirados pelo Espírito Santo (II Pd 1:21), por certo não faria sentido algum seu primeiro livro iniciar fazendo provas da existência de Deus, por isso a primeira frase das escrituras revela Deus em Sua bendita ação criadora. Como é Deus quem está escrevendo a história por meio do homem através da Bíblia, a revelação se propõe a demonstrar que “as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder como a sua divindade, se entendem e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas…” (Rm 1:20). Assim, as escrituras nos convidam a conhecer a natureza e o caráter de Deus, como de pode ler nas palavras do profeta Jeremias:
Assim diz o SENHOR: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas. Mas o que se gloriar glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o SENHOR… (Jr 9.23,24a)
Se a existência tem um princípio, então o que havia antes de tudo ser criado? O salmista revela-nos que antes que qualquer coisa houvesse, Deus existia (Sl 90:2). Acerca de Deus Filho o apóstolo Paulo declara: “E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” (Cl 1.17). Em outro lugar está escrito: “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”, o que nos faz entender que na eternidade passada, antes de qualquer coisa existir co-existiam juntos Deus, o Pai e Deus, o Filho. No entanto lemos que só há um único Deus (Jo 17:3, Rm 16:27, I Tm 1:16, Jd 1:25) e que Deus é amor (I Jo 4:8), portanto não poderia existir dois Deuses, no entanto, por Deus ser amor, não poderia existir uma única pessoa. Se houvesse duas pessoas, teríamos dois Deuses, como só existe um único Deus e como Deus é amor, então Deus só poderia existir de forma triuna, isto é, três pessoas, contudo um único Deus, porquanto Deus é Espírito (Jo 4:24). Assim, a trindade divina é formada por Deus, o Pai; Deus, o Filho e Deus, o Espírito Santo, o que se faz entender a existência de três pessoas, contudo um único Deus, ou seja, uma única substância co-existindo em três pessoas.
Podemos perceber a evidência da trindade em dois versos do primeiro capítulo de Gênesis, primeiro no nome hebraico dado a Deus – Elohim (Gn 1:1), que é uma palavra plural que significa “os Elevados” ou “Deuses”, contudo é usado para indicar uma única divindade, portanto “Deus”. Por fim, na expressão “Façamos o homem” (Gn 1:26) fica implícito a participação do Pai, do Filho e do Espírito Santo na criação do homem, obviamente só compreendido porque a palavra de Deus nos revela a participação conjunta e distinta da trindade em toda a obra da criação e da redenção.
Se a trindade no primeiro capítulo do primeiro livro da Bíblia é compreendida por meio de revelações posteriores, uma verdade se evidencia explicitamente, verdade esta que percorre todas as escrituras: Deus é supremo e soberano. Se o princípio de todas as coisas se estabelece na criação, Deus, como Criador, não tem princípio nem fim, não é um ser criado, antes existe desde a eternidade passada e perpassa toda a eternidade futura, isto é, Deus é eterno. Como Deus criou todas as coisas, Ele não precisa de nada para Si, ou seja, Deus é auto-suficiente e onipotente. Como Deus criou tudo que existe, Ele sabe de todas as coisas e não precisa que ninguém lhe ensine, é onisciente. Como Deus criou os céus e a terra, é maior do que tudo quanto foi criado, portanto está em todos os lugares ao mesmo tempo, é onipresente. Assim, ao declarar-se Criador dos céus e da terra, Deus se declara como o soberano de todo o universo, eterno, onipotente, onisciente e onipresente. Não há deus semelhante a Ele. Como todas as coisas criadas se constituem de algum tipo de matéria, a exceção dos anjos, Deus prescinde de corpo, portanto Deus é Espírito. Está escrito:
E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós. (Ex 3.14)
Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o SENHOR, o Criador dos confins da terra, nem se cansa, nem se fatiga? Não há esquadrinhação do seu entendimento. (Is 40.28)
Grande é o nosso SENHOR e de grande poder; o seu entendimento é infinito. (Sl 147.5)
Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Porque quem compreendeu o intento do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? (Rm 11.33,34)
Deus é Espírito… (Jo 4.24a)
Ninguém há semelhante a ti, ó SENHOR; tu és grande, e grande é o teu nome em força. (Jr 10.6)
Assim, por meio da Bíblia, a palavra de Deus, o Senhor Deus se faz comunicar ao homem quem Ele é: o Eterno, Onipotente, Onisciente, Onipresente e Espírito, o único Deus que se constitui em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo porque Deus é amor, o perfeito Ser relacional. Portanto Deus é o supremo soberano de todo o universo, aquele que existe e vive para todo o sempre, que pode todas as coisas, que sabe de tudo, que está em todos os lugares, que passa pelo homem sem ser percebido por ele, o único Deus, o “EU SOU”, aquele que é auto-existente. Diante deste Deus único e verdadeiro ao homem só cabe exclamar:
Tu conheces o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento. Cercas o meu andar e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos. Sem que haja uma palavra na minha língua, eis que, ó SENHOR, tudo conheces. Tu me cercaste em volta e puseste sobre mim a tua mão. Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta, que não a posso atingir. Para onde me irei do teu Espírito ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, tu aí estás; se fizer no Seol a minha cama, eis que tu ali estás também; se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá. Se disser: decerto que as trevas me encobrirão; então, a noite será luz à roda de mim. Nem ainda as trevas me escondem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa. (Sl 139.2-12)
Por tudo aquilo que o Senhor Deus se revela de Si mesmo na Bíblia, por sua infinitude diante de nossas limitações, de sua auto-existência em confronto com nossa desvanecência, precisamos nos render à Sua soberania, porquanto Deus exerce o poder supremo, tendo sobre tudo quanto criou, inclusive toda a humanidade à autoridade, o saber e a presença absolutos e, em consequência, conduz, protege, rege, domina o destino e a vida de todo o universo (Houaiss), conforme está escrito: “Eu sou o SENHOR, e não há outro; fora de mim, não há deus… (Is 45.5a).

Fonte e base para os estudos: Mcllwain, Trevor. Everson, Nancy. Alicerces Firmes: da Criação até Cristo. Anápolis, Missão Novas Tribos do Brasil, 1997
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“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

 

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