A Bíblia é a revelação de Deus

04 – A Bíblia revela a criação dos anjos

Assim, os céus, e a terra, e todo o seu exército foram acabados. (Gn 2.1)

A ciência registra a história da descoberta do átomo, considerado por muito tempo a menor partícula existente, invisível ao olho nu. Demócrito, por volta de 460 a.C. a 370 a.C, por meio da filosofia concebeu o átomo como sendo a partícula constitutiva de todas as matérias, diferindo um do outro em tamanho e massa. Outro grego, Epicuro, por volta de 270 a.C, aprofundou o entendimento os átomos seriam matérias com propriedades físico-química diferentes, indivisíveis, impenetráveis e invisíveis. Foi só em 1803 que John Dalton criou o modelo representativo dos átomos, mantendo o entendimento que eram partículas indivisíveis e indestrutíveis, publicando a primeira lista dos pesos dos elementos atômicos. (Wikipédia). Desde o início do século XX a ciência descobriu que os átomos não são nem as menores partículas, nem indivisíveis e impenetráveis como se supunha até então. Desde então foram identificados os prótons, elétrons, os quantas de energia, os planks, partículas ainda menores que o átomo.

Para se ter uma noção da dimensão do átomo, se a humanidade fosse toda constituída do seu tamanho, ela toda caberia na cabeça de um alfinete. Numa simples gota d'água, existem cerca de 6.000.000.000.000.000.000.000 de átomos (http://www.guia.heu.nom.br/atomos.htm). Como Deus criou todas as coisas, também estas partículas que não são visíveis aos olhos humanos foram criadas por Deus, mas não são destas partículas que o apóstolo Paulo faz menção à igreja de Colosso ao referir-se dos seres invisíveis:

porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. (Cl 1.16)

Por certo que o entendimento da ciência acerca das coisas invisíveis criadas por Deus seria consideradas como sendo as matérias que estão invisíveis aos olhos humanos. Contudo, em que pese o fato da matéria no nível atômico e abaixo dele ser invisíveis aos olhos humanos, o que Paulo chama de criação de seres invisíveis diz respeito aos anjos, criaturas constituídas de espíritos, estes sim, completamente invisíveis aos seres humanos. Em relação a estes seres lemos:

Bendizei ao SENHOR, anjos seus, magníficos em poder, que cumpris as suas ordens, obedecendo à voz da sua palavra. (Sl 103.20)

Os anjos são seres invisíveis, espirituais, criados por Deus. O seu número é incalculável, pois lemos:

E olhei e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos anciãos; e era o número deles milhões de milhões e milhares de milhares, (Ap 5.11)

Os anjos não foram criados iguais uns aos outros, antes assim como “uma estrela difere em glória de outra estrela” (I Co 15.41) também os anjos, sendo conhecidos por dominações, principados, potestades, poderes, estrelas da alva, espíritos, anjos, querubins, serafins, forças espirituais nas regiões celestes, filhos de Deus, milícia celestial, exército do céu, exército do Senhor, entre outros nomes. Assim, quando lemos a declaração que os céus e a terra foram criados, complementados com a menção que também foram criados todos os exércitos dos céus, a referência diz respeito aos seres espirituais invisíveis, os anjos.

Só a revelação da palavra de Deus pode nos desvendar o maravilhoso mundo dos seres invisíveis. A Bíblia revela que eles são seres muito inteligentes, mais sábios e mais fortes que os homens, com habilidades para fazerem coisas extraordinárias e maravilhosas. O profeta Isaías, tendo uma visão desta realidade espiritual, descreveu-os nos seguintes termos:

Os serafins estavam acima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobriam o rosto, e com duas cobriam os pés, e com duas voavam. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória. (Is 6.2,3)

Por este texto percebemos que os anjos, assim como toda criação, foram criados para adorar e servir a Deus, porquanto Deus é supremo e soberano no universo. A palavra anjo, inclusive, significa “mensageiro” ou “servo”, razão do salmista reforçar seu louvor declarando:

Bendizei ao SENHOR, todos os seus exércitos, vós, ministros seus, que executais o seu beneplácito. (Sl 103.21)

Assim, Deus criou os anjos com grande sabedoria e poder, com o propósito de amá-lo e servi-lo. Eles foram criados perfeitos e santos, dotados de vontade própria, aptos a escolherem permanecerem para sempre na presença de Deus, cumprindo a missão para o qual foram criados. O seu lugar de habitação original foi o céu, conforme lemos:

Tu só és SENHOR, tu fizeste o céu, o céu dos céus e todo o seu exército, a terra e tudo quanto nela há, os mares e tudo quanto neles há; e tu os guardas em vida a todos, e o exército dos céus te adora. (Ne 9.6)

Por meio desta adoração feita pelos levitas nos dias de Esdras e Neemias, o Senhor nos revela que os anjos, isto é Seu exército, foram criados quando Deus fez os céus, fato este que se deu desde o instante inicial, avançando até o segundo dia da criação, portanto, antes que a terra tivesse sido criada. Sabemos que a primeira coisa criada por Deus foram as trevas espessas no instante zero, depois, no primeiro dia, a luz foi criada, saindo das trevas, por fim lemos que todo os céus se completaram até o segundo dia: “E chamou Deus à expansão Céus; e foi a tarde e a manhã: o dia segundo” (Gn 1.8). Inferimos que  os anjos foram criados entre o instante zero e o segundo dia porque quando Deus criou a terra os anjos já se faziam presentes. Este fato foi revelado a Jó como podemos ler:

Onde estavas tu quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência. Quem lhe pôs as medidas, se tu o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel? Sobre que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina, quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam? (Jó 38.4-7)

Ao nos instruir acerca da criação dos anjos, a Bíblia reforça Deus como o criador de todas as coisas, inclusive os anjos, como podemos ler: “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). A soberania de Deus estende também sobre os anjos  razão porque nos céus, lugar da habitação dos anjos, Deus estabeleceu Seu trono conforme está escrito: “O SENHOR está no seu santo templo; o trono do SENHOR está nos céus…” (Sl 11:4a). Assim, Deus é Todo-poderoso, nada podendo igualar ao Seu poder. Deus é o único que pode estar em todos os lugares, os anjos, mesmo não tendo corpos físicos, só podem estar em um único lugar de cada vez. Somente Deus conhece todas as coisas, os anjos aprendem diariamente com Deus e assim permanecerão como eternos aprendizes. Ainda que os anjos possam realizar feitos extraordinários, somente Deus pode todas as coisas. Por terem sido criados, os anjos não são eternos como Deus o é, ainda que sejam espíritos como Deus é Espírito. Como tudo quanto Deus faz é perfeito, os anjos foram criados em perfeita santidade porque Deus é Santo, razão porque nenhum, absolutamente nenhum anjo criado, era em si mesmo mau ou vil. Aqueles que caíram de sua posição bendita, fizeram por sua própria escolha e deliberação, porquanto todos os anjos foram criados perfeitos e perfeitamente santos.

Fonte e base para os estudos: Mcllwain, Trevor. Everson, Nancy. Alicerces Firmes: da Criação até Cristo. Anápolis, Missão Novas Tribos do Brasil, 1997

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“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

 

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