A Bíblia é a revelação de Deus

05 – A Bíblia revela a rebelião angelical e suas consequências

E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o diabo e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele. (Ap 12.9)

Deus criou os anjos perfeitos e santos, dotados de vontade própria, aptos, portanto, a amar e servir a Deus ou rebelar-se contra a Sua bendita vontade. O fato é que alguns anjos optaram por voltar-se contra Deus, tendo sido julgados e condenados à perdição eterna, pois Deus é santo e justo, sentenciando todo pecador à morte conforme escrito: “Vês aqui, hoje te tenho proposto a vida e o bem, a morte e o mal” (Dt 30.15). Lemos ainda em outro lugar:

Eis que hoje eu ponho diante de vós a bênção e a maldição: a bênção, quando ouvirdes os mandamentos do SENHOR, vosso Deus, que hoje vos mando; porém a maldição, se não ouvirdes os mandamentos do SENHOR, vosso Deus, e vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que não conhecestes. (Dt 11.26-28)

O mal é um dos grandes mistérios da vida e da Bíblia, pois está escrito: “Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta” (Tg 1.13). Se consideramos o princípio do mal como inerente a proposição da criatura rebelar-se contra o Criador por conta da faculdade que lhe foi dada de amar e servir a Deus voluntariamente, então, neste sentido, e tão somente neste sentido, entendemos a palavra de Deus, na qual está escrito: “Eu formo a luz e crio as trevas; eu faço a paz e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas essas coisas” (Is 45.7). Assim, Deus cria o mal no sentido em que aprouve permitir à Sua criatura ter a faculdade do livre arbítrio, isto é, de servir ou não a Deus, contudo, exatamente por dar-lhe esta possibilidade, o Senhor, em Sua excelsa e magnífica soberania, estabeleceu o fim último do mal, ou seja, do pecado, conforme está escrito: “Porque o salário do pecado é a morte…” (Rm 6:23). E surge-nos a pergunta: quem são os anjos que se rebelaram, porque o fizeram, como o fizeram e qual foi a consequência de sua rebelião?

Já tínhamos visto que Deus criara todos os anjos perfeitos e santos, dotados de vontade própria, aptos a amar e servir a Deus. Ao que parece, o primeiro anjo criado foi Lúcifer, cujo nome significa “Estrela da manhã”. Esta posição gloriosa é extraída do seguinte texto: “Tu és o aferidor da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura” (Ez 28.12). Por aferidor entende-se o primeiro ser angelical criado que serviu de peso, medida ou base de comparação para a criação de todos os outros. Esta é a razão para se dizer que nenhum outro anjo em todo o universo tem maior poder que Lúcifer, o que nos faz entender a seguinte passagem: “Mas o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te repreenda” (Jd 1.9). Somente Deus tem maior poder que Lúcifer, porquanto Ele próprio declarou de Si mesmo: “sou o Deus Todo-poderoso…” (Gn 17:1a). E em outro lugar continua dizendo: “Ao Todo-poderoso não podemos alcançar; grande é em poder; porém a ninguém oprime em juízo e grandeza de justiça” (Jó 37.23).

Lúcifer não só foi criado como aferidor de medida, como também era perfeito em todos os seus caminhos (Ez 28:15a), portanto criado santo, sem o menor traço de maldade, contudo ser livre em sua vontade, apto a escolher entre adorar e servir a Deus ou não. Não só foi o aferidor de medida, como também Deus o honrou em dar-lhe incumbência de ser o guardião do planeta terra, conforme está escrito:

Tu eras querubim ungido para proteger, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas. (Ez 28.14)

Se consideramos que já estava na mente do Eterno a criação do homem como a Sua imagem e Semelhança (Gn 1:26) e que o próprio Filho de Deus se faria homem, o Verbo feito carne (Jo 1:14), então podemos avaliar a grandiosidade da honra que foi dada a Lúcifer e o futuro glorioso que lhe fora permitido ter. O fato é que Lúcifer não soube ser fiel no mínimo, pois está escrito: “Quem é fiel no mínimo também é fiel no muito; quem é injusto no mínimo também é injusto no muito” (Lc 16.10) e em outro lugar: “Pois eu vos digo que a qualquer que tiver ser-lhe-á dado, mas ao que não tiver até o que tem lhe será tirado” (Lc 19.26).

Lúcifer não soube valorizar tudo quanto recebera da parte de Deus, antes permitiu sua formosura e sua inteligência o corrompesse (Ez 28:17), deixou que sua ganância e ambição desmedida enchesse o seu interior de violência (Ez 28:15) e consentiu que a multidão de sua iniquidade e injustiça profanasse os seus santuários (Ez 28:18). Como se não bastasse, na arrogância de sua soberba e de seu orgulho intentou destronar o Deus dos céus, se fazendo semelhante ao Altíssimo (Is 14:11-15).

Deus de modo algum se viu surpreendido com a rebelião de Lúcifer, pois a tudo conhece, como está escrito: “E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes, todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar” (Hb 4.13). O Senhor Deus sabia dos pensamentos do coração de Lúcifer, pois está escrito:

E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, e, acima das estrelas de Deus, exaltarei o meu trono, e, no monte da congregação, me assentarei, da banda dos lados do Norte. Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo. (Is 14.13,14)

Deus poderia ter dissipado a rebelião de Lúcifer em um fiat de tempo, contudo se assim o fizesse, não conheceríamos por meio da revelação a posição de Deus como Juiz, pois está escrito: “Deus é um juiz justo, um Deus que se ira todos os dias” (Sl 7.11) e em outro lugar:  “… Não faria justiça o Juiz de toda a terra?” (Gn 18.25b).

Ao seu tempo Lúcifer será preso e toda rebelião extirpada, antes lhe foi permitido que continuasse semeando sua discórdia entre os anjos, arregimentando para si um exército poderoso e maligno, pois lemos em dado lugar: “…o diabo e seus anjos” (Mt 25:41b), razão porque nossa luta se tornou “contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Ef 6:12). Todavia, ainda assim Deus prendeu os mais malignos dos anjos, conforme está escrito: “e aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande Dia” (Jd 1.6). Se um destes anjos malignos viesse a ser libertos, a terra seria destruída em minutos, tal sua fúria assassina.

O fato é que Lúcifer, em que pese o fato de estar vivo e ativo no planeta terra, já foi sentenciado por Deus conforme está escrito: “eu, pois, fiz sair do meio de ti um fogo, que te consumiu a ti, e te tornei em cinza sobre a terra, aos olhos de todos os que te vêem” (Ez 28.18) e em outro lugar: “E, contudo, levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo” (Is 14.15). O seu lugar de tormento já está preparado pois está escrito: “… para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” (Mt 25:41b). Quando a sentença for executada, então se cumprirá a palavra onde se lê:

“E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre” (Ap 20.10)

Enquanto a sentença não é executada, Lúcifer, também conhecido como a “antiga serpente, chamada o diabo e Satanás” (Ap 12:9) prossegue em seu intento maligno de roubar, matar e destruir (Jo 10:10), pois acerca dele o Senhor Jesus declarou:

“ele foi homicida desde o princípio e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.” (Jo 8.44)

Assim, Satanás odeia Deus e Sua bendita vontade, o homem e tudo quanto Deus criou, aliás, Satanás significa “inimigo, adversário, oponente, acusador” se constituindo, portanto, no arqui-inimigo de Deus, o qual rodeando incessantemente a terra (Jó 1:7) “anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (I Pd 5:8). Desde o princípio de sua rebelião até o arrebatamento da igreja Satanás ainda tem acesso ao trono de Deus, porquanto mesmo em sua trajetória maligna, precisa de autorização para tocar em quem quer que seja (Jó 1:11). Após o arrebatamento será lançado na terra, então se cumprirá a palavra, na qual está escrita:

“Pelo que alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos que habitam na terra e no mar! Porque o diabo desceu a vós e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo. (Ap 12.12)

Então se cumprirá outra palavra profética, que exalta o poder soberano de Deus:

Eu continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e um ancião de dias se assentou; a sua veste era branca como a neve, e o cabelo da sua cabeça, como a limpa lã; o seu trono, chamas de fogo, e as rodas dele, fogo ardente. Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e milhões de milhões estavam diante dele; assentou-se o juízo, e abriram-se os livros. (Dn 7.9,10)

Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram chegar até ele. E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino, o único que não será destruído. (Dn 7.13,14)

Fonte e base para os estudos: Mcllwain, Trevor. Everson, Nancy. Alicerces Firmes: da Criação até Cristo. Anápolis, Missão Novas Tribos do Brasil, 1997

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“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

 

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