A Bíblia é a revelação de Deus

06 – A Bíblia revela a criação dos céus e da terra (1)

No princípio, criou Deus os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. (Gn 1.1,2)

Gênesis principia com a história da criação dos céus e da terra. Por uma leitura preliminar tomamos conhecimento que Deus criou todas as coisas em seis dias, vindo a descansar no sétimo. No primeiro dia surgiu a luz; no segundo os céus; então fez surgir a terra, bem como a erva verde no terceiro dia; no quarto dia brilharam os luminares nos céus: o sol, a lua e as estrelas; no quinto dia vieram a existência os peixes e as aves; no sexto dia os animais e o homem, a coroa da criação divina, vindo Deus a descansar no sétimo dia. Talvez este seja um dos textos mais contestado das escrituras. Hoje se tem como fato a teoria da evolução, considerando ser impossível Deus ter criado do nada todas as coisas. Todavia o que podemos asseverar é que por toda a Bíblia encontramos os autores afirmando ser Deus o criador dos céus e da terra. Está escrito:

Pela palavra do SENHOR foram feitos os céus; e todo o exército deles, pelo espírito da sua boca. (Sl 33.6)

Assim diz o SENHOR, teu Redentor, e que te formou desde o ventre: Eu sou o SENHOR que faço todas as coisas, que estendo os céus e espraio a terra por mim mesmo; (Is 44.24)

Também a minha mão fundou a terra, e a minha destra mediu os céus a palmos; eu os chamarei, e aparecerão juntos. (Is 48.13)

Ele fez a terra pelo seu poder; ele estabeleceu o mundo por sua sabedoria e com a sua inteligência estendeu os céus. (Jr 10.12)

porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. (Cl 1.16)

De fato Deus criou todas as coisas, o que precisamos compreender foi como se processou esta criação, que demonstra o quão poderoso e sábio é Deus em tudo quanto faz. O autor aos Hebreus escreveu: “Pela fé, entendemos que os mundos, pela palavra de Deus, foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente” (Hb 11.3). Sem a revelação da palavra de Deus é impossível conhecer a interveniência divina na criação. Os cientistas, de modo geral, negam que haja um criador, procurando na própria matéria a explicação para a origem do universo e da vida. Todavia pela revelação compreendemos que Deus é o Autor e Criador dos céus, da terra e de tudo quanto nela há. Analisando o relato da criação mais de perto, há uma palavra no hebraico que exprime criação do nada. Esta palavra, “bara”, se encontra em dois textos:

No princípio, criou Deus os céus e a terra. (Gn 1.1)

E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou. (Gn 1.27)

Há uma distinção entre ambos os textos, ao se referir à criação dos céus e da terra, nada havia antes senão o próprio Deus, portanto os céus e a terra foram criados do nada, eles não existiam antes. Quanto ao homem, ainda que ele, enquanto imagem e semelhança de Deus foi criado do nada, a sua matéria orgânica foi formada do pó da terra (Gn 2:7), aludindo, portanto, à criação do espírito do homem. Sejam os céus e a terra ou o espírito do homem, ambos foram criados do nada. Há de se observar, no que diz respeito aos céus e a terra, se Deus criou-os do nada, tudo que foi formado do dia primeiro ao dia seis surgiram de coisas já criadas, como é o caso da erva verde advindo da terra (Gn 1:11) e o próprio homem do pó da terra (Gn 2:7).

Se observarmos que Deus criou a luz no primeiro dia, então a referência no primeiro verso da Bíblia diz respeito a matéria primordial, portanto, neste entendimento fica implícito nas escrituras que ao Senhor Deus, ao criar esta matéria primordial, embutiu nela o projeto do que viria ser a concepção de todo o universo, em especial o próprio planeta terra, onde nos encontramos. Como as escrituras é a palavra de Deus dirigida ao homem, faz sentido Deus fazer referência à criação do universo, contudo deixar explícito Sua intenção em relação à terra.

Esta matéria primordial que se apresenta tanto no verso 1, quanto no verso 2 do primeiro capítulo de Gênesis, teria de ser, em contraposição à criação da luz no verso 3 e, levando em conta a expansão do universo depois disso, um ponto no espaço tempo, talvez do tamanho de um grão de mostarda, possuindo dentro de si energia altamente concentrada, totalmente escura, o que poderíamos declarar como sendo formado por trevas absoluta. Este ponto teria de ser tão concentrado que a energia não poderia sair de seu conteúdo, o que corresponderia a descrição dada no verso 2, como lemos: “E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo…” (Gn 1:2a). O que faria um ponto concentrado de energia expandir-se?  Por certo seria preciso a ação de uma força inversa e singular, que moveria a direção deste movimento da matéria primordial voltada totalmente para dentro de si. Segundo a palavra de Deus este fato se de por intervenção do próprio Espírito de Deus, como podemos ler “…e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas” (Gn 1.2). Por este entendimento o Espírito Santo atuou por uma minúscula fração de segundos fazendo com que o Universo se expandisse a uma velocidade muito maior que em qualquer outra ocasião. A ciência explica este momento nos seguintes termos:

O Universo tem se expandido gradualmente. Entretanto, sua expansão inicial foi extraordinariamente tão rápida quanto o seu crescimento desde as flutuações em escala quântica em um trilionésimo de um segundo. De fato, esse cenário cosmológico, denominado Inflação, tem sido esmiuçado, evidenciado e quantificado pela análise de 5 anos dos dados do observatório espacial WMAP. Os equipamentos do WMAP detectaram a radiação de microondas cósmica de fundo (Cosmic Microwave Background – CMB) – o brilho residual do Universo primordial. O extraordinário sucesso WMAP na exploração do primeiro trilionésimo de segundo, favorecendo os cenários da teoria inflacionária se apóia na sua habilidade de realizar medidas precisas e inéditas das propriedades da radiação de microondas de fundo. As sutis propriedades são destiladas das condições do Universo primordial relacionadas aos seus primeiros momentos de existência. O diagrama esquemático acima retrata os 13,7 bilhões de anos (além do trillionésimo de um segundo) da história do Universo desde a escala quântica inicial até a escala da formação das estrelas, galáxias e planetas. (O Universo Inflacionário – Crédito: WMAP Science Team, NASA)

É interessante observar que, de acordo com a ciência, entre o verso 1 e o 3, quando da criação da luz, se passaram apenas 3 minutos após esta explosão inflacionaria que, segundo as Escrituras, foi provocada pelo próprio Espírito de Deus, o que justificaria Sua divina presença naquele instante. Neste instante da criação a luz se tornou luminosa e as trevas tenebrosas, desde então a luz se torna luz e as trevas ausência de luz. Iniciava-se assim, o primeiro dia:

E disse Deus: Haja luz. E houve luz. E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas. E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã: o dia primeiro. (Gn 1.3-5)

Seja como se deu a evolução no processo criativo divino, com base no primeiro capítulo de Gênesis vemos que o próprio Deus supervisionou pessoalmente todo o sequenciamento da criação, portanto todo o processo do ordenamento da matéria primordial, direcionando os elementos embutidos ou desenvolvidos à partir dela para que produzissem exatamente àquilo para o qual estava ordenado, razão porque podemos afirmar que o mundo não é produto do processo evolutivo fortuito , mas das intervenções criativas da parte do Senhor Deus. O profeta Jeremias e o apóstolo Paulo declararam-se extasiados com estes atos criativos divinos como podemos ler:

Ah! Senhor JEOVÁ! Eis que tu fizeste os céus e a terra com o teu grande poder e com o teu braço estendido; não te é maravilhosa demais coisa alguma. (Jr 32.17)

Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Porque quem compreendeu o intento do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém! (Rm 11.33-36)

Fonte e base para os estudos: Mcllwain, Trevor. Everson, Nancy. Alicerces Firmes: da Criação até Cristo. Anápolis, Missão Novas Tribos do Brasil, 1997.

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“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

 

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