que semeia em abundância em abundância também ceifará. (II Co 9.6)
mas para igualdade; neste tempo presente, a vossa abundância supra a falta dos outros, para que também a sua abundância supra a vossa falta, e haja igualdade, como está escrito: O que muito colheu não teve de mais; e o que pouco, não teve de menos. (II Co 8.14,15)

Temos demonstrado que a leitura da colheita abundante deve ser lida conjuntamente com o critério da igualdade provida por Deus no corpo de Cristo. Sabemos que Deus dá liberalmente o que lhe pedimos, pois está escrito: “Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera” (Ef 3.20). Nosso problema consiste que a resposta a esta oração pode se dar no conjunto do corpo de Cristo. Simplificando, digamos que alguém esteja sofrendo privações financeiras, este clama ao Senhor por socorro. Deus, em Sua economia, provê os recursos solicitados por este irmão na colheita abundante de um coração generoso. Por certo a resposta já foi concedida, resta tão somente os dois irmãos se encontrarem para que a abundância de um supra a falta do outro. Ocorre que no ensino da busca incessante das riquezas materiais não se ensina a responsabilidade daquele que colhe para com aquele que sofre privações, antes este ofertante entende que sua abundante colheita tem por objetivo seu próprio bem estar ou de sua família ou de seu negócio. A linha de provisão estabelecida por Deus é quebrada e alguém vai necessariamente sofrer privações, mesmo tendo Deus respondido a oração. O resultado desta prática é que o nome do Senhor é blasfemado de muitas maneiras: primeiro pelo que dizem do próprio ofertante que passa a ostentar acumulo de riqueza desproporcional às privações de seus irmãos na fé, depois porque aquele que está padecendo necessidade passa a ter o entendimento que Deus não responde suas orações, esfriando seu relacionamento com o Senhor. No conjunto da obra lemos: Tu, que te glorias na lei, desonras a Deus pela transgressão da lei? Porque, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por causa de vós. (Rm 2.23,24). Neste caso a lei desonrada é a própria lei do amor mutuo que devemos nutrir uns pelos outros.

Alguém pode se perguntar: por que Deus responde a oração de forma obliqua, não seguindo o menor caminho esperado: o pobre necessitado ora e recebe, não precisando que o ofertante com sua colheita abundante precise suprir este mesmo pobre que orou. Façamos outra pergunta: qual é o maior propósito de Deus para o corpo de Cristo? Deixemos que o próprio Senhor Jesus responda, colhendo a explicação no próprio teor de Sua oração sacerdotal:

E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um. Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim e que tens amado a eles como me tens amado a mim. (Jo 17.22,23)

Observe que o propósito maior do Senhor Jesus para o corpo de Cristo é que sejamos perfeitos em unidade, porquanto somente desta forma o mundo há de conhecer o quanto Deus nos tem amado e como nós respondemos a este amor. Se lermos este objetivo com o que Tiago expos, chegamos rapidamente a conclusão que a unidade do corpo de Cristo passa necessariamente por um suprir a necessidade do outro, principalmente em termos de recursos financeiros. Está escrito:

Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé e não tiver as obras? Porventura, a fé pode salvá-lo? E, se o irmão ou a irmã estiverem nus e tiverem falta de mantimento cotidiano, e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos; e lhes não derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí? Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma. (Tg 2.14-17)

E em outro lugar:

Se alguém entre vós cuida ser religioso e não refreia a sua língua, antes, engana o seu coração, a religião desse é vã. A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo. (Tg 1.26,27)

Não podemos fugir da responsabilidade que temos uns pelos outros em suas necessidades. Deus, em Seu governo moral, nos chamou para sermos cooperadores dele com nossos recursos financeiros. O desnivelamento social entre os cristãos tem o propósito de complementaridade, isto é, o que teve colheita abundante traduzir em igualdade por meio de sua generosidade no ato de repartir as bênçãos que Deus tem lhe dado. Alguém pode argumentar que é impossível uma igreja viver nesta dimensão, porquanto quem oferta não tem tempo para visitar os órfãos e as viúvas em suas tribulações, quiçá os que padecem dos mais variados tipos de necessidades. Precisamos entender que somos um corpo, nem todos precisam fazer tudo o tempo todo. Na verdade o diaconato foi constituído para ser os olhos e o coração da igreja, levantando todas as necessidades que precisam ser supridas. É o que lemos acerca deste importante negócio que deve ser conduzido por homens e mulheres experimentados por Deus:

Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano. E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas. Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este 

http://cezarazevedo.com.br/01-nao-podemos-desconsiderar-nossos-pressentimentos/

http://cezarazevedo.com.br/39-o-verdadeiro-principio-da-colheita-abundante/

http://cezarazevedo.com.br/41-amando-uns-aos-outros-generosamente/

pensador

    http://cezarazevedo.com.br/plano-de-salvacao-por-pergunta/

    http://cezarazevedo.com.br/estudo-para-novo-convertido-0110/

    http://cezarazevedo.com.br/estudo-para-batismo-0110/

    http://cezarazevedo.com.br/ministracao-para-libertacao-interior-e-perdao/

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

Leave a Comment