Generosidade: fundamento e regulador da prosperidade

45 A conexão da generosidade com a redenção

Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria. E Deus é poderoso para tornar abundante em vós toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda suficiência, superabundeis em toda boa obra, conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre. Ora, aquele que dá a semente ao que semeia e pão para comer também multiplicará a vossa sementeira e aumentará os frutos da vossa justiça; para que em tudo enriqueçais para toda a beneficência, a qual faz que por nós se dêem graças a Deus. (II Co 9.7-11)
porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que, pela sua pobreza, enriquecêsseis. (II Co 8.9)

Chegamos agora no santo dos santos da exposição do apóstolo Paulo. A oferta que tem por objetivo suprir as necessidades dos santos, principalmente os pobres dentre eles, é considera fruto de justiça que permanece para sempre. Façamos primeiro uma pergunta: o que é justiça para Deus? Deixemos Paulo responder: “Mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção” (I Co 1.30). Jesus Cristo é a justiça de Deus. Por “justiça”, no grego “dikaiosune”, entenda-se estado daquele que é como deve ser, integridade, pureza de vida. Do termo justiça é derivada da palavra “justo”, no grego: “dikaios”, que significa inocente, irrepreensível, sem culpa. No sentido absoluto do termo somente Deus é justo (II Cr 12.6), sendo esta qualidade a Ele atribuída em decorrência de Seu relacionamento com Suas criaturas, visto ser este relacionamento estar estabelecido em Seu governo moral, baseado em leis justas, que estabelece o castigo para a desobediência, sem obrigar Deus a recompensar Sua criatura por causa da obediência. Alguém pode sentir-se contrariado por esta afirmação, contudo, voltemos ao Éden, para entender este contexto. No jardim havia três tipos de árvores: àquela boa para se comer, a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn 2.9). Alimentar-se das árvores boas para se comer perpetuaria a vida física, da árvore da vida abençoaria o homem com a imortalidade, contudo em comendo da árvore do conhecimento este ato seria considerado rebelião contra Deus, punido com a morte (Gn 2.17). A diferença entre as duas primeiras árvores e a terceira é a mesma existente entre a graça e a lei. A graça é uma concessão da misericórdia de Deus, a lei a aplicação de Sua santidade. O homem por Ele criado teria por ato de graça, acesso a imortalidade, mas para manter-se servo do Seu Criador precisaria assumir a postura de absoluta obediência a Deus, rebelando-se, seria condenado, sentenciado e morto.

Desde a queda, toda a humanidade se tornou inútil a Deus, isto porque a rebelião de Adão à lei divina impôs-lhe a condenação da morte (Rm 3.23). Desde então “Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só. (Rm 3.10-12). Lembremo-nos que no Éden a árvore da vida estava no centro, ao seu lado a árvore do conhecimento do bem e do mal. Para que o homem, após sua queda, pudesse voltar a se alimentar da árvore da vida, a justiça de Deus que precisava ser plenamente satisfeita. Digamos que Deus executasse a sentença sumária da morte após a queda, neste caso Seu juízo teria sido executado, todavia a misericórdia divina jamais seria conhecida e Deus não pode negar a Si mesmo, antes Deus proveu uma solução por meio da crucificação de Jesus Cristo, evento este em que “A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram” (Sl 85.10). Para chegar a este evento toda uma preparação foi feita, porquanto ao ser batizado nas águas por João Batista, o Senhor Jesus declarou: “Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então, ele o permitiu” (Mt 3.15).

A justiça de Deus exigiu que o próprio Filho de Deus, o Verbo, se fizesse carne (Jo 1.14), vivesse sem pecado, ainda que tentado (Hb 4.15), fosse entregue aos gentios, torturado, condenado, crucificado, ressuscitado ao terceiro dia (Lc 18.32,33) e assunto ao céu (At 1.9). O momento culminante de todo este evento foi Seu brado na cruz: está consumado (Jo 19.30), porquanto Deus executara na cruz a propiciação, redenção, morte substitutiva e reconciliação do homem por meio do sangue do Cordeiro derramado (Jo 19.34). Na propiciação Deus satisfez Sua santidade e retidão fazendo sobrecair sobre Jesus Cristo toda Sua ira contra o pecador, Ele foi ferido de Deus e oprimido (Is 53.4). Na redenção Deus quitou completamente a dívida do pecado que a humanidade contraíra contra o próprio Deus por quebrar Sua lei porquanto Ele “ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados” (Is 53.5). Com a morte substitutiva de Jesus Cristo, fomos livres de toda penalidade do pecado, deixando de ser escravo de Satanás porquanto Ele “foi cortado da terra dos viventes e pela transgressão do meu povo foi ele atingido” (Is 53.8). E por Sua ressurreição provou-nos a inteira aceitação de Seu bendito sacrifício na cruz, nos justificando e nos reconciliando com Deus e nos dando uma nova vida (II Co 5.19), porquanto está escrito: "O trabalho da sua alma ele verá e ficará satisfeito; com o seu conhecimento, o meu servo, o justo, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si" (Is 53.11).

Na justiça de Deus em Jesus Cristo a lei foi plenamente expiada e a justiça da fé foi instituída mediante a justificação como princípio da retidão da nova vida. Por conta de Sua morte substitutiva, Jesus Cristo “morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (II Co 5.15). Nesta nova vida em Cristo nós precisamos ajustar nossa mente, nosso coração e nosso bolso, ou seja, nossas finanças e nosso patrimônio para que possamos “andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus” (Cl 1.10). Assim, quando o Senhor nos chama a lançar sementes no Seu reino para colhermos abundantemente, Ele, na verdade, está a nos dar a condição de assemelharmos ao Seu bendito Filho, porquanto é de Seu desejo que superabundemos em toda boa obra (II Co 9.8), dentre elas, a obra da justiça que provém de cuidarmos dos pobres (II Co 9.9) como Seu Filho amado o fez.

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“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

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