Generosidade: fundamento e regulador da prosperidade

48 A generosidade como dom indescritível

Graças a Deus, pois, pelo seu dom inefável. (II Co 9.15)

Paulo não tinha como finalizar estes dois grandes capítulos cuja tratativa é sobre a generosidade senão qualificando-a com dom inefável da parte de Deus. Inefável é aquilo que não se pode nomear ou descrever em razão de sua natureza, força, beleza; indizível, indescritível (Houaiss). Alguém pode se perguntar: como a generosidade posta em prática pode se assemelhar a um dom inefável? Entendamos uma coisa, Jesus Cristo é o dom de Deus dado aos homens (Jo 4.10). Ele não somente atuou na criação (Jo 1.3), na sustentação de todas as coisas criadas (Hb 1.3), como também no final de todas as coisas será a própria convergência delas (Ef 1.10), razão porque Jesus Cristo é o alfa e o Omega, o princípio e o fim (Ap 1.8). Nós, enquanto membros do corpo de Cristo (I Co 12.27), estamos sendo moldados para nos assemelharmos a Ele porquanto “quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos” (I Jo 3.2), como está escrito:

“Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou. (Rm 8.29,30)

Se nós haveremos de ser na exata imagem do Filho de Deus, todos nossos atos na terra são regulados por esta imagem e apontam para ela. Esta é a razão do Senhor Jesus ter dito: “Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes” (Mt 25.40). Assim, suprir a necessidade de qualquer santo que seja, equipara-se a servir ao próprio Senhor da glória. Pare e pense: você encontra um irmão em extrema necessidade, naquele instante você toma sua Bíblia, aperta um pequeno botão existente nela e ela se transforma em um magnífico óculos de ouro. Você coloca este óculos, voltando-se para o seu irmão ou irmã em Cristo Jesus. O que você está a ver agora? O próprio Espírito Santo carente de algo, (Ele sofre as dores que nós sofremos por compaixão a nós) esperando por você supri-Lo. Na verdade, ao atender a necessidade de seu irmão ou irmã, você está tendo a oportunidade de estender suas mãos ao próprio Deus com algo que o mesmo Senhor lhe deu antecipadamente para atender aquela necessidade, fazendo-o cooperador de Deus na administração de Sua bendita graça. O Senhor Jesus têm tanto interesse que assim seja que atos de generosidade foi um dos temas de Sua oração intercessória antes mesmo de subir para o Pai:

Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em mim; para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um. Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim e que tens amado a eles como me tens amado a mim. (Jo 17.20-23)

Como poderíamos chegar ao nível de unidade no corpo de Cristo exigido pelo ‘Senhor, nível este fundado no amor uns pelos outros, se nós endurecemos nosso coração para com as necessidades de nossos irmãos e irmãs em Cristo, quaisquer que sejam? Não foi este o impacto causado pela igreja primitiva quando lemos: “Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam suas propriedades e fazendas e repartiam com todos, segundo cada um tinha necessidade” (At 2.44,45) e, mais adiante: “E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns” (At 4.32)? Uma igreja que atingiu este nível de unidade não poderia ter outro testemunho do Senhor senão este: “louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar” (At 2.47).

Quando nós ofertamos voluntariamente (II Co 9.2) para atender a necessidade de nosso irmão/irmã em Cristo (II Co 8.4), nós manifestamos a graça de Deus (II Co 8.1), prestamos um serviço ao Senhor (II Co 9.12), damos testemunho concreto do evangelho que cremos (II Co 9.13), estamos assentados em firme fundamento de glória (II Co 9.4), estendemos as bênçãos recebidas da parte de Deus ao corpo de Cristo (II Co 9.5), estamos plantando sementes de generosidade para colhermos abundantes frutos (II Co 9.6) com o propósito de abençoar ainda mais, de forma a haver igualdade na igreja (II Co 8.14), fazendo prova sincera de nosso amor para com Deus e Seu povo, nossos irmãos e irmãs em Cristo Jesus (II Co 8.8). Esta oferta feita voluntariamente expressa a generosidade de nosso coração (II Co 8.2), porquanto o fazemos com zelo e dedicação mesmo em meio as mais duras provas (II Co 8.2), como fruto da manifestação da graça de Deus proveniente do íntimo do nosso ser (II Co 9.7), demonstrando nossa submissão ao evangelho de Cristo (II Co 9.13). Nossa alegria em ofertar se torna manifesta a todos (II Co 9.7), razão porque os que são beneficiados por nossos talentos, dons e recursos se colocam diante de Deus em oração, cheios de amor por nós (II Co 9.14), fazendo menção dos benefícios que lhe alcançamos (II Co 9.13), dando testemunho de nossa atitude generosa em compartilhar nossos bens (II Co 9.13). Em face a tão gracioso serviço ministerial (II Co 9.12), este ato de diligente generosidade que praticamos não podia ser outro senão atos de justiça que permanece para sempre visto termos suprido as necessidades dos mais pobres (II Co 9.9), razão do dom da generosidade ser chamado pelo apóstolo Paulo como exercício do dom inefável, inexprimível e indescritível. (II Co 9.15), pois o resultado não pode ser outro senão o de sermos semelhantes a Cristo (II Co 3.18).

Se você sentir em seu coração, após a leitura desta série de textos, a necessidade de colocar em prática a generosidade como estilo de vida, minha sugestão é que adquira o livro: Vida Generosa: Você Está Convidado Para Uma Jornada Espiritual de 40 Dias Rumo a Uma Vida Generosa de Brian Kluth, publicado pela Universidade da Família.

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“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

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