A volta de Jesus Cristo

A suprema glória do humanismo destituída de seu poder

“O quinto anjo tocou a sua trombeta, e vi uma estrela que do céu caíra sobre a terra; e foi-lhe dada a chave do poço do abismo. E abriu o poço do abismo, e subiu fumaça do poço, como fumaça de uma grande fornalha; e com a fumaça do poço escureceram-se o sol e o ar. Da fumaça saíram gafanhotos sobre a terra; e foi-lhes dado poder, como o que têm os escorpiões da terra.” (Ap 9:11)

A suprema glória do humanismo é o suicídio – a decisão do indivíduo em dar cabo na própria vida. Este não espera a hora, faz acontecer. A presunção é que o homem pode dispor de sua existência como bem apraz, sem se importar com a vontade de Deus. Neste rol se alistam os homicidas, àqueles que tiram a vida de seu próximo por ação dolosa ou qualificada. Tanto um quanto o outro supõe terem a prerrogativa de determinar o tempo de vida do ser humano. Ledo engano. Primeiro porque a morte é, em si mesmo, uma entidade com prerrogativas similares ao do ser humano, determinando a um grande contingente sua hora fatídica. A expressão: “a morte veio buscar” tem muito de verdade, isto porque o que estava montado no cavalo amarelo na abertura do quarto selo tem por nome “morte” (Ap 6:8), o último inimigo a ser vencido (I Co 15:26). É preciso ressaltar o aparente poder da morte em produzir seus efeitos porque com a soltura dos gafanhotos no toque da quinta trombeta, o mundo sofre um juízo inusitado.

Os gafanhotos serão soltos no toque da quinta trombeta, que se dará no final dos primeiros três anos e meio do dia do Senhor. Este será um tempo de “grande angústia sobre a terra, e ira contra este povo” (Lc 21:23). O próprio Senhor descreveu o cenário daqueles dias:

“E haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; e sobre a terra haverá angústia das nações em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas. Os homens desfalecerão de terror, e pela expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto os poderes do céu serão abalados.” Lc 21:25-26)

Por certo todos os meios de comunicação estarão noticiando a aproximação de um meteorito de grandes dimensões próximo a se chocar com o planeta terra. Provavelmente os chamados escudos antimísseis estarão voltando seu poder de fogo contra esta estrela, contudo sem sucesso algum. Não é sem razão que o presidente americano denominou estes escudos de “guerras nas estrelas”, porquanto, se não objetivamente, pelo menos intuitivamente os poderosos sabem que terão que enfrentar as potestades dos ares. O fato é que esta estrela ira chocar-se contra o planeta e, por meio deste impacto, é aberto “o poço do abismo”, de onde sairá os gafanhotos com poderes de escorpiões.

Estes gafanhotos têm o poder dos escorpiões, pois podem picar o indivíduo, infringindo-lhe dor atroz, contudo os que foram atormentados pela picada dos gafanhotos sofriam, todavia totalmente impossibilitados de impor sobre si mesmo a morte, ou seja, de suicidarem. Está profetizado que “naqueles dias os homens buscarão a morte, e de modo algum a acharão; e desejarão morrer, e a morte fugirá deles” (Ap 9:6). Este juízo será um tiro de morte no humanismo, porquanto os ímpios se sentirão completamente impotente diante do tormento que lhes é imposto pela picada dos gafanhotos. Por esta época somente os que tinham o selo de Deus em suas frontes, isto é, os 144.000 judeus (Ap 7:4), serão preservados deste terrível juízo (Ap 9:4).

Os gafanhotos com poder dos escorpiões serão chefiados pelo anjo do abismo, chamado Abadom em hebraico e Apoliom no grego (Ap 9:11). Eles terão poderes para atormentar os homens por 5 meses (Ap 9:5). Esta praga é considerara o primeiro “ai” da terra, tal seu furor e poder de estrago. Qual o sentido da permissão dada por Deus para este anjo maligno agir contra os homens? Primeiro por conta da própria natureza dos anjos caídos. Alguns deles têm poder destrutivo de tal grandeza que jamais serão soltos de suas prisões (Jd 6), outros serão liberados por curtíssimo prazo, o suficiente para demonstrar sua verdadeira natureza aos humanos que foram crédulos em crerem na mentira (II Ts 2:10,11). Depois porque o reino de Satanás é dividido em si mesmo (Mt 12:25) não tem nenhum objetivo em cooperar com o reino do anticristo senão no seu aspecto destrutivo, que reflete a verdadeira natureza de Satanás (Jo 10:10).

Quanto aos homens, cujo sofrimento atroz os fará desejar a morte sem possibilidade de alcançarem, há de se levar em conta que alguns servos de Deus também passaram por sofrimentos terríveis, “uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição; e outros experimentaram escárnios e açoites, e ainda cadeias e prisões. Foram apedrejados e tentados; foram serrados ao meio; morreram ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, aflitos e maltratados” (Hb 11:35b-37). Dentre estes se destaca Jó e Jesus Cristo. Quanto a Jó, Satanás lhe infligiu uma enfermidade terrível, ele “feriu Jó de úlceras malignas, desde a planta do pé até o alto da cabeça” (Jó 2:7b). Ao Senhor o açoitou, lhe coroou de espinhos, deram-lhe bofetadas (Jo 19:2,3) e crucificaram-no (Jo 19:18), o mais terrível instrumento de morte jamais forjado pelo homem. Agora, com as trombetas e as taças chegara a hora de manifestar o juízo divino por conta do sangue derramado de todos os servos do Senhor que habitaram na face da terra, desde Abel (Ap 6:10). Estes juízos são respostas as orações de todos os santos (Ap 8:3), tais como àquela feita pelo salmista:

“Por que diriam as nações: Onde está o seu Deus? Torne-se manifesta entre as nações, à nossa vista, a vingança do sangue derramado dos teus servos. Chegue à tua presença o gemido dos presos; segundo a grandeza do teu braço, preserva aqueles que estão condenados à morte. E aos nossos vizinhos, deita-lhes no regaço, setuplicadamente, a injúria com que te injuriaram, Senhor.” (Sl 79:10-12)

O Senhor avisou seu povo enfaticamente para trabalhar enquanto é dia, porque chegará a noite que ninguém poderá fazer nada (Jo 9:4). Após o arrebatamento, findo a grande tribulação, dar-se-á inicio ao mais terrível período da história da humanidade, conhecido como “o dia do Senhor”. Sofonias declarou que “aquele dia é dia de indignação, dia de tribulação e de angústia, dia de alvoroço e de assolação, dia de trevas e de escuridão, dia de nuvens e de densas trevas” (Sf 1:15). A profecia acerca de Apoliom nos dá um ligeiro vislumbre da dramaticidade deste dia. Cumpre a cada um de nós responder por meio da fé que sabemos onde está nosso Deus e qual a condição de nossa alma diante dEle. Se tivermos entregue nossas vidas a Jesus Cristo e permanecermos fieis a Ele nesta última hora, seremos livre deste tempo tenebroso (Ap 3:10). Cumpre-nos intensificar nossa oração, dizendo: Maranata, ora vem Senhor Jesus! (Ap 22:20).

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