Reflexões

Aprendendo com os outros

As mulheres se alegravam e, cantando alternadamente, diziam: Saul feriu os seus milhares, porém Davi, os seus dez milhares. Então, Saul se indignou muito, pois estas palavras lhe desagradaram em extremo; e disse: Dez milhares deram elas a Davi, e a mim somente milhares; na verdade, que lhe falta, senão o reino? (I Sm 18.7,8)

Entretanto, pelejou Joabe contra Rabá, dos filhos de Amom, e tomou a cidade real. Então, mandou Joabe mensageiros a Davi e disse: Pelejei contra Rabá e tomei a cidade das águas. Ajunta, pois, agora o resto do povo, e cerca a cidade, e toma-a, para não suceder que, tomando-a eu, se aclame sobre ela o meu nome. (II Sm 12.26-28)

Sábio é aprender, tolice é perpetuar os erros. É importante ressaltar estas verdades porque nós, seres humanos, temos por costume engrenar o piloto automático de nossos hábitos e agir em conformidade com eles, sem ao menos fazer profunda reflexão se eles estão ajustados às necessidades atuais. Isto acontece porque cada um de nós tem dentro de si o veneno injetado pela serpente de nos considerarmos, em muitas áreas de nossa vida, como deuses, sabedores e possuidores de todo conhecimento necessário para exercermos nossa função. O próprio meio em que vivemos reforça esta mensagem porque, depois de termos cometido um ou outro erro, ouvimos a fulminante repreensão dizendo: – Será que você não sabe como fazer esta tarefa? Esta repreensão parte do princípio que já recebemos toda capacitação, portanto errar que é uma prática humana, se torna inconcebível, principalmente no mercado de trabalho, quando muitas vezes é facilmente mensurável financeiramente o valor de nosso erro.

Seja nós, que engrenamos o piloto automático dos hábitos, sejam aqueles que nos repreendem, por achar que somos obrigados em todo tempo fazer o certo, mesmo sem termos tido o devido treinamento, todos erramos por não sermos ensináveis e dispostos a aprender. Não foi o caso do general Joabe. Davi, agora rei, a quem Joabe devia prestar obediência, também fora General. Nos seus dias, afamado em Israel por vencer o gigante Golias, engatou seu piloto automático vencedor, sagrando-se vencedor em todas as batalhas. Em nenhum momento Davi preocupou-se em compartilhar com o rei Saul, a quem era subordinado, os louros da vitória. Suas vitórias foram tão notórias que as mulheres cantavam em canção a supremacia de Davi sobre a liderança do rei Saul. É curiosa esta situação, pois sendo Davi subordinado a Saul, todas as vitórias obtidas por ele eram também conferidas a Saul, primeiro porque a função do rei não era liderar no campo de batalha, para isso constituíra Davi, segundo porque esta era a função de Davi, vencer seus inimigos nas guerras travadas por Israel. O fato é que, por Davi não agir diplomaticamente, concedendo os louros da vitória a Saul, o rei, enciumado e furioso, voltou-se contra Davi, destituído do cargo e o perseguindo por mês a fio com o propósito de mata-lo.

Joabe, conhecedor desta história, não cometeu o mesmo erro. Quando percebeu ter abatido as defesas inimigas, próximo de conquistar a vitória final, chamou Davi para que este liderasse a última batalha. Joabe tinha por propósito transferir todos os louros da vitória para Davi, cortando na raiz qualquer tentativa de ser endeusado pelo povo. Esta atitude de Joabe mostra, em primeiro lugar, seu altruísmo. Joabe agiu claramente para beneficiar Davi em detrimento a si mesmo. Depois sua diplomacia no trato com Davi. Joabe tinha consciência do seu cargo e de sua autoridade, ele sabia poder comandar o campo de batalha como bem lhe aprouver, mas não podia ignorar a história. Se ele fizesse a escolha dele próprio tomar a cidade de Rabá, teria obtido a vitória, mas a que custo? A lição observada na vida de Davi, quando este fora perseguido por Saul mostrava a Joabe qual poderia ser o final daquela história se não tomasse as devidas atitudes.

Nós também precisamos estar atentos ao nosso entorno em relação as funções que ocupamos. Precisamos considerar e reconsiderar nossos hábitos para verificar se nossas atitudes não estão trazendo prejuízo à reputação de nossos superiores. Agir com diplomacia é uma característica de uma pessoa que exerce sua função com excelência, pois demonstra que ele tudo faz de caso pensado, objetivo o melhor para a equipe em que está inserido.

pensador

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“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

 

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