Comentários no Evangelho de João

Comentários em João 2.13-22

Jo 2.13

"E estava próxima a páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém." (Jo 2.13). Este é o mais importante evento para o povo judeu. A páscoa é para o judeu como o grito da independência é para o Brasil, pois foi à partir deste evento que os judeus se constituíram uma nação livre e independente. Mas a páscoa é uma festividade singular, sem paralelo na história humana. Isto porque ela assinala a interveniência divina libertando Israel do jugo egípcio em função da promessa feita por Deus a Abraão 430 anos antes. Quando se observa a páscoa mais de perto, se encontra no âmago esta festividade o sacrifício do cordeiro e a aspersão do sangue na porta das casas, livrando aquele povo do anjo da morte que passara sobre o Egito, vindo a matar todo primogênito do reino de Faraó. Portanto a páscoa é um evento que, ao mesmo tempo traz libertação, mas também carrega consigo juízo Quando lemos que Jesus subiu a Jerusalém por causa da páscoa e quando trazemos a mente que Jesus é o Cordeiro de Deus, então esta cena é ainda mais dramática. Vamos por um momento nos colocar no lugar do sumo sacerdote. Ele precisa tomar para si um cordeiro e imolar no dia da páscoa. Quando ele vai em busca deste cordeiro se depara com um homem com uma placa sobre a testa onde está escrito: "Este é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo". Claro que esta placa nao existiu, mas é certo que João Batista fizera enfaticamente esta declaração. Então, por todo lugar por onde Jesus passava, quem quer que tivesse gravado em seu coração o testemunho de João, saberia que estava diante do Cordeiro de Deus. Como deveria agir este sumo sacerdote se estivesse cônscio do mover de Deus em seus dias? Deveria ignorar solenemente Jesus e tomar para si um animal sem defeito ou iria degolar o próprio Filho de Deus? Ou humildemente pediria orientação como deveria proceder para fazer a substituição do cordeiro do curral pelo Cordeiro descido do céu? Esta é a natureza do drama que vai se desenrolar por todo o evangelho de João. Do mesmo modo temos que fazer a nossa escolha se vamos continuar crendo em Deus do nosso jeito ou vamos abrir nossos ouvidos para aprender qual é de fato o plano divino para nossa redenção.

Jo 2.14

"E achou no templo os que vendiam bois, e ovelhas, e pombos e os cambiadores assentados." (Jo 2.14). Este texto retrata o cotidiano do templo, o que nos leva buscar compreender a razão de existir esse tipo de mercado naquele lugar. Deus libertou Israel do Egito e deu-lhe ordem para adorar a Deus em cidade que seria previamente escolhida. Mais tarde os judeus tomaram conhecimento que a cidade escolhida fora Jerusalém. Deus instruíra o povo no livro de Êxodo acerca de todos os detalhes de como o templo tinha de ser construído. Depois, no livro de Levítico, Deus detalhara como realizar o culto sacerdotal. Neste detalhamento havia provisão para os pecados dos governantes, dos sacerdotes, do povo em geral e, até, para os pecados de ignorância, isto é, desconhecimento dos propósitos divinos. De acordo com o tipo de pecado e de quem era o pecador havia provisão distinta entre gado, novilho, carneiro, cabrito, aves e flor de farinha com azeite. As aves eram para os mais pobres dentre o povo, que não podiam arcar com a aquisição de uma ovelha, por exemplo. Depois que Israel foi espalhado entre as nações, quando do reinado de Nabucodonosor, da Babilônia, os judeus vinham de todos os países para cultuar a Deus em Jerusalém, dai a necessidade de cambiadores de moedas, disponibilizando recursos para que estes judeus pudessem comprar os animais ou aves em conformidade com os sacrifícios que iam oferecer a Deus.

Na época de Jesus podia afluir para Jerusalém até um milhão de pessoas, vindo de todas as nações. Enquanto estes vinham com o objetivo de adorar a Deus, os residentes se ocupavam em dispor a cidade de infraestrutura necessária para receber este povo. Com o passar do tempo está recepção se tornou um negócio lucrativo. Certa feita Jesus fez a seguinte advertência: "E o que foi semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo, e a sedução das riquezas, sufocam a palavra, e fica infrutífera" (Mt 13.22). Está advertência retrata o cenário que Jesus encontrou no templo porquanto houvera completo desvio de finalidade quanto a recepção do povo isto porque a compaixão deu lugar a avareza e a generosidade  perdeu espaço para a usura, pois os juros logo se tornaram exorbitantes. Se é certo que a infraestrutura para os adoradores era necessária, por outro lado todos os que estão envolvidos nesta infraestrutura estão sendo posto a prova tanto quanto os que se dirigiram ao templo apenas para ofertar seu sacrifício. Hoje não é diferente, pois no entorno do lugar de adoração temos as mais diferentes atividades, desde dos que cuidam do estacionamento, dos quiosques que vendem comida, da livraria especializada em produtos gospel, até de pastores e levitas que criam suas próprias marcas comerciais destinadas aos crentes. Há muito o meio evangélico se tornou um segmento mercadológico e, por este quadro relatado no evangelho de João, todos igualmente estão sendo julgados pelo modo como se aproxima do povo de Deus com intenções comerciais.

Jo 2.15

"tendo feito um azorrague de cordas, expulsou todos do templo, bem como as ovelhas e os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas" (Jo 2.15). Está é uma cena insólita, incomum, inusitada, pois vemos Jesus manifestar sua ira contra o procedimento daqueles que fizeram do templo um comércio. Estranhamos a cena porque temos fixação por um dos aspectos do caráter de Deus, a misericórdia, e não consideramos a justiça de Deus, bem como sua ira. Deus guarda perfeito equilíbrio em sua benevolência tanto quanto em sua ira, pois ambos manifestam a perfeita justiça divina. O apóstolo Paulo nos exorta que devemos pesar igualmente estes dois aspectos do caráter divino: "Considerai, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas, para contigo, a bondade de Deus, se nela permaneceres; doutra sorte, também tu serás cortado." (Em 11.22). Se por um lado as misericórdias divinas são a causa de não sermos consumidos, este prolongamento de tempo é um chamado a conversão.  Um dos aspectos curiosos é que os primeiros a serem tratados pelo Senhor com severidade são aqueles que estão em conexão com a obra de Deus na terra. Isto porque o tempo de juízo sobre os ímpios está ainda por vir, tempo este conhecido como Dia do Senhor. O apóstolo Pedro trata deste assunto: "Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada; ora, se primeiro vem por nós, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus?" (I PD 4.17). Quanto ao fim destes que não obedecem ao evangelho o apóstolo Paulo explica como serão tratados, juntamente com os ímpios no Dia do Senhor: "em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus. Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder" (I Ts 1.8,9). Assim devemos estar atentos em ambos os aspectos do caráter divino: sua bondade e sua ira.

Jo 2.16

"e disse aos que vendiam as pombas: Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai casa de negócio." (Jo 2.16). Há uma linha divisória entre o Antigo e o Novo Testamento. No Antigo o povo de Deus era Israel, no Novo a Igreja. No Antigo a casa de Deus era o templo de Israel, que se localizava em Jerusalém. No Novo Testamento a casa de Deus somos nós, os Filhos de Deus, que nascemos não segundo o sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. Jesus reconheceu tanto o templo de Israel como também a nós como sua casa, a casa do Pai. Com o interstício da dispensação da graça o templo de Israel foi destruído, mas chegará o tempo em que ele será restaurado, então as nações trarão a sua glória ano a ano em Jerusalém. Com isso queremos dizer que Deus tem um plano específico para a igreja, outro para Israel. Quando Jesus expulsou os vendilhões do templo estava sinalizando para este tempo de restauração, pois naquela época parece que a casa de Deus se viu livre deste tipo de gente tão somente naquele dia em que a ira do Senhor se manifestou. Mas é importante salientar o designativo que Jesus deu àquele lugar: casa de meu Pai. O Senhor, ao fazer esta declaração está a revelar o grande anseio divino, qual seja, ter uma habitação entre os homens. Cumpre a nós nos perguntarmos se queremos ter a presença de Deus de contínuo conosco, pois este anseio precisa ser recíproco para que aja comunhão um com o outro. Uma coisa é certa, se desejamos estar na casa de Deus devemos considerar nossa motivação, pois este é um lugar de graça, de descanso, de paz, jamais um segmento comercial.

Jo 2.17

"Lembraram-se os seus discípulos de que está escrito: O zelo da tua casa me consumirá." (Jo 2.17). Podemos expressar a expectativa deste verso com a expressão: estar atenado. Jesus expulsa os vendilhões do templo. Os discípulos a tudo observam e, em dado momento eles ligam aquele acontecimento com o Salmo 69.9, trocando o tempo verbal do passado para o futuro.  Assim devemos fazer com todo acontecimento que testemunhamos, buscar ligá-lo a algo que está escrito na palavra de Deus. Para que possamos fazer este tipo de comparação a palavra de Deus precisa estar gravada em nosso coração. Certa feita ouvi uma notícia que uma igreja nos EUA fora inaugurada com um bar na antessala da igreja. As pessoas saiam do culto e paravam ali para tomar cerveja. O repórter entrevistou o pastor e ele falou que não havia nenhum conflito. Então um membro da igreja disse: Vamos beber porque o dia de hoje é bom, o de amanha será ainda melhor. Naquele mesmo dia fui orar e abri o texto em Isaías 56:9-12. O texto retratou exatamente a cena que havia visto naquela entrevista na televisão: "Vós, todos os animais do campo, todas as feras dos bosques, vinde comer. Os seus atalaias são cegos, nada sabem; todos são cães mudos, não podem ladrar; sonhadores preguiçosos, gostam de dormir. Tais cães são gulosos, nunca se fartam; são pastores que nada compreendem, e todos se tornam para o seu caminho, cada um para a sua ganância, todos sem exceção. Vinde, dizem eles, trarei vinho, e nos encharcaremos de bebida forte; o dia de amanhã será como este e ainda maior e mais famoso.". Os discípulos, em todo tempo estavam atentados, fazendo este tipo de comparação, pois a palavra de Deus é um guia seguro para o caminhante.

Jo 2.18

"Perguntaram-lhe, pois, os judeus: Que sinal nos mostras, para fazeres estas coisas?" (Jo 2.18). A busca de sinal é distinto do exercício da fé porque busca uma prova, uma evidência física para crer. Quando Deus chamou Abraão tão somente lhe fez uma proposta deste sair de sua casa e família para uma terra desconhecida. Ele confiou em Deus, obedecendo, por isso Abraão é o pai da fé. Por outro lado para Deus libertar Israel do Egito teve de enviar 10 poderosos sinais para que Faraó se convencesse que o Deus dos céus estava interferindo na nação. Paulo escreve que é da natureza dos judeus buscar por sinais, assim como os gentios procuram por sabedoria, todavia nem sinais, nem sabedoria, mas foi por meio da cruz que Deus revelou seu amor ao homem. A pretensa fé que se fia em sinais para relacionar-se com Deus abre caminho para uma gama de artifícios que nada mais fazem senão afastar o homem de Deus. Certa feita Jesus disse que o único sinal que ele haveria de mostrar seria o do profeta Jonas, uma alusão aos três dias que Jesus passaria no ventre da terra, ressuscitando ao terceiro dia.  Seria esta a resposta que o Senhor haveria de dar aos judeus que buscam por sinal?

Jo 2.19

"Jesus lhes respondeu: Destruí este santuário, e em três dias o reconstruirei." (Jo 2.19). A resposta de Jesus ao sinal pedido pelos judeus foi demolidora, um petardo no queixo. Implicitamente Jesus diagnosticou a falência de todo o sistema religioso judaico, pior ainda, fez seus ouvintes saber que aquele povo haveria de rejeitar completamente o enviado de Deus ao ponto de o matar crucificado. Todavia o Senhor, nesta mesma revelação declarou a vitória da ressurreição sobre a morte. Na primeira parte de sua fala Jesus demonstrou que se resignaria por completo ao processo de destruição do qual seria vítima, não fazendo menção a qualquer nível de resistência, contudo, depois de ter sido destruído, haveria de se levantar do túmulo por seu próprio poder. Nesta resposta de Jesus o Senhor traçou um paralelo entre o templo de Israel e seu próprio corpo. Antes, quando expulsara os vendilhões, dissera que o templo de Israel era casa do Pai celestial, agora afirma peremptoriamente que seu próprio corpo é um templo. Esta afirmação muda radicalmente a concepção que cada um deve ter de seu próprio corpo, agora não mais tão somente como lugar de habitação de sua alma, mas também espaço que compartilha com o próprio Deus. Isto porque sendo Jesus o Verbo de Deus, Ele é primariamente Espírito e, se agora tem um corpo físico, este corpo se tornou habitação de Deus em Espírito. É por ter esta percepção e entendimento que Paulo escreve: “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado." (I Co 3.16,17).

Jo 2.20

"Replicaram os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este santuário, e tu, em três dias, o levantarás?" (Jo 2.20). O homem natural tem profunda dificuldade de compreender as realidades espirituais porque seu único referencial é o universo criado. É fato que o Deus invisível se revelou a Israel e deu detalhes acerca da construção do tabernáculo de Moisés, que depois se tornou no templo de Jerusalém, que depois foi destruído completamente, que depois foi reconstruído, que depois foi reformado, levando 46 anos para completar a obra, que depois foi novamente destruído, não existindo mais senão a mesquita de Omã, que está construída em seu lugar, que depois será reconstruído, para ser novamente destruído e, por fim, será reconstruído de novo, quando as nações trarão suas riquezas ao templo. Esta é a história do templo físico de Israel, mas dai a considerar que o corpo de Jesus poderia ser um santuário estava fora de cogitação. Se atentarmos para o segundo mandamento, a ordem divina era expressa que não deveria haver imagem alguma com o intuito de guiar a adoração a Deus, contudo o homem comete este erro porque é escravo de seus cinco sentidos. Assim, toda sua interpretação das palavras de Jesus tem como diretriz o universo criado, as coisas físicas.

Jo 2.21

"Ele, porém, se referia ao santuário do seu corpo." (Jo 2.21). Uma das questões mais importantes que se apresentou acerca de Jesus era se de fato ele possuía corpo humano. Acerca deste fato escreveu o apóstolo João: "Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora. Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus" (I Jo 4.1,2). João faz conexão entre a prova da veracidade dos espíritos com os falsos profetas. Saber como fazer esta prova não é tarefa fácil, contudo o ponto central da veracidade deste espírito está na aceitação que Jesus de fato veio em carne, isto é, na forma humana. Tanto o apóstolo Paulo quanto João afirmaram a corporiedade de Jesus (Fl 2.7 e Jo 1.14). O autor aos Hebreus fez menção a este corpo como tendo sido preparado por Deus a Jesus (Hb 10.5). E por que foi tão importante esta referência ao corpo de Jesus? A referência ao seu corpo está diretamente ligado à revelação que Jesus é o Cordeiro de Deus. No Antigo Testamento, antes de um cordeiro ser oferecido ao sacrifício, depois de ter sido separado dos demais, tinha de permanecer três dias confinado para atestar sua excelência antes de ser levado ao sacrifíio. Assim também Jesus, depois de seu batismo nas águas, recebido o Espírito Santo, exerceu seu ministério por três anos e meio como quem sendo posto a prova para atestar sua idoneidade ao sacrifício. Assim, ao mesmo tempo que Jesus era o próprio sacrifício, era também o santuário onde se daria este sacrifício. Hoje muito têm grande dificuldade de conviver com seu próprio corpo, submetendo-o a todo tipo de intrusão visando torná-lo diferente de sua forma criada. Esta atitude decorre da perda da percepção que o corpo humano nada mais é que um santuário onde o divino pode coabitar juntamente com o espírito humano. Jesus podia ter dito o oposto, que haveria de esculpir seu corpo para o tornar ainda mais apreciado, contudo a ênfase que deu é que o seu corpo natural seria destruído pela ação dos homens, contudo reerguido depois. Com isso queremos dizer que nosso maior anseio não deve ser pela exaltação do corpo humano, dando a ele tão somente os cuidados necessários, mas pela busca do corpo glorificado, que haveremos e receber na ressureição ou no arrebatamento.

Jo 2.22

"Quando, pois, Jesus ressuscitou dentre os mortos, lembraram-se os seus discípulos de que ele dissera isto; e creram na Escritura e na palavra de Jesus." (Jo 2.22). Jesus falou sobre a destruição do santuário. Na mentalidade judaica o único santuário digno de atenção era o templo de Jerusalém, portanto o entendimento deles é que Jesus se referia a destruição deste templo. Por certo quem esteve presente no dia em que Jesus fez esta menção deve ter percebido que, ao referir-se a destruição do templo, fez um gesto com sua mão apontando para si como sendo este templo. Mesmo os discípulos que estiveram presentes naquele dia tiveram dificuldade de compreender a fala de Jesus, so tornando claro o entendimento após sua morte e ressurreição. Aqui temos a maior dificuldade de compreensão das escrituras porque muitos lêem o texto tão obcecado em seus pressupostos que se tornam incapaz de compreender a verdade, mesmo que ela salte diante de seus olhos. O procedimento correto para estudarmos a Bíblia é este: primeiro devemos congelar nossa situação existencial, seja ela qual for. Depois considerar um aspecto em particular das escrituras procurando entender como este tema escolhido se desenvolve a luz de toda a palavra de Deus. Só depois de termos convicção de como a Bíblia trata do assunto é que devemos considerar nosso drama existencial à luz daquele assunto. Se não agirmos deste modo corremos o risco de usarmos um texto para pretexto, isto é, reforçar nossa compreensão natural das coisas à partir de nossos próprios pressupostos, sem darmos espaço para aprendermos de Deus. Por fim devemos ter em mente que a cruz é uma grande chave interpretativa das escrituras porque todo o plano de Deus para a redenção do homem se desenvolveu em torno deste evento.

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