Comentários no Evangelho de João

Comentários em João 7.37

"No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba." (Jo 7.37). Segundo a tradição este último dia da festa do Tabernáculo tinha uma cerimônia em que o sacerdote pegava da água do tanque de Siloé e a trazia para ser derramada no altar juntamente com vinho. Neste momento toda a congregação cantava o cântico de Halel, que são compostos pelos Salmos 113 a 118. Foi neste particular momento da festa que Jesus clamou dizendo acerca daquele que tinha sede, este devia vir beber água em Jesus. Como na cerimônia o sacerdote jogava água no altar, ao Jesus fazer menção de beber água do próprio Jesus, aqui ficou subentendido estar Jesus se comparando com a rocha que Moisés feriu para dela sair água com o propósito de matar a sede do povo. Este evento se deu em Refidim. Naquela oportunidade o povo veio reclamar com Moisés por não haver água para beber no acampamento (Ex 17.1). Naquele dia eles fizeram uma grave acusação contra Deus, dando a entender que o livramento do Egito tivera como único propósito matar o povo de sede no deserto (Ex 17.3). Para que houvesse água para saciar a sede do povo Moisés teve de ferir a rocha (Ex 17.6). Este dia foi chamado como sendo o dia da tentação porque o povo murmurava se Deus estava no meio deles ou não (Ex 17.7). É interessante observar todos os elementos associativos. Altar lembra o lugar onde o cordeiro era sacrificado, sendo Jesus o Cordeiro de Deus. A água sobre o altar faz referencia a palavra de Deus que tem o poder de purificar a consciência, trazendo salvação. O vinho é uma alusão ao Espírito Santo, que foi derramado sobre os discípulos 50 dias após a ressurreição de Jesus. Todo aquele que consegue reconhecer estes elementos tem sede de Deus, busca ansiosamente por salvação e comunhão com Deus. Para estes o altar de bronze é o lugar de reconciliação com Deus, onde se dá a justificação de sua alma por ser o sacrifício realizado de todo suficiente para aplacar a ira de Deus.

Consideremos alguns elementos importantes neste convite de Jesus. Primeiro de que sede Jesus fala? Entende-se por sede todo anseio da alma em busca de alguma coisa. Neste sentido toda pessoa acomodada, imersa em sua rotina, esta pessoa não tem sede. Este tipo de indivíduo entrou no piloto automático. Para alguém assim ter sede precisa ser desperto de seu sono. Por outro lado é possível ter sede e não buscar saciar sua necessidade em Deus. Este tipo de individuo aprender a saciar sua sede com os recursos que o mundo oferece. Precisa de dinheiro, faz um empréstimo no banco. Precisa ajustar sua psique, busca um psicólogo. Precisa aperfeiçoar-se como profissional, vai atrás de uma instituição de ensino. Quer espairecer, senta diante de uma TV e assiste um filme. Quer descansar, tira uns dias de férias. E assim este indivíduo vai encontrando recursos que mata momentaneamente sua sede. De tanto seguir esta trajetória poderá chegar a condição do acomodado, entrando também no piloto automático. Ao fazer o convite Jesus demonstrou que todo e qualquer anseio da alma só pode, na verdade, ser saciado pela água que Jesus oferece. Foi este o convite que Jesus fez a mulher samaritana. Ele disse que Ele tinha água viva e que se ela bebesse da água dada por Ele, jamais teria sede. Leia por você mesmo como Jesus falou a mulher samaritana: "aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna." (Jo 4.14). Note a distinção entre a perspectiva humana e divina. Nos exemplos citados quem matou sua sede com aquilo que o mundo ofereceu não ficou saciado porque a oferta deste mundo não traz consigo o conceito de vida eterna. Tudo neste mundo é efêmero, passageiro e ilusório. Quem dele alimenta no seu íntimo não consegue ter sua sede saciada.

A sede a que Jesus se refere trata da sede da alma. É preciso fazer uma distinção entre a sede da alma e do ego. Desde a queda o homem ficou disfuncional. Inicialmente ele foi criado tendo um espírito que tem a capacidade de ter comunhão direta com Deus. Este espírito transmitia as revelações divinas a sua alma que interagia com o mundo físico por meio dos sentidos, fazendo realizar seu desejo por meio da instrumentalidade do corpo. Com a queda esta harmonia se perdeu. A alma perdeu a proeminência e o ego tomou seu lugar. O ego é conhecido nas escrituras como carne, assim denominado por exercer o princípio vital baseado no mundo visível, em rebelião contra os propósitos divinos. O ego só conhece o que é informado por seus sentidos humanos, portanto seus valores não são pautados por atributos eternos. O ego se contenta com o que este mundo oferece, cessando sua busca sempre que momentaneamente se satisfaz com suas conquistas. A alma, por outro lado, só encontra descanso em Deus, pois foi estruturalmente criada para compartilhar seu destino com o espírito humano em união com o Espírito de Deus. A alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Ocorre que este íntimo relacionamento com Deus só pode ser desenvolvido mediante a fé e, como por causa da queda a alma se habituou a responder as demandas do corpo, ela perdeu a capacidade natural de responder a fé. Jesus, ao fazer seu convite para vir matar a sede nele, demonstra que a alma precisa passar por certa disciplina, a primeira dela, direcionando sua vontade para o Senhor. Para fazer este direcionamento o crente precisa conhecer a estrutura de seu homem interior, precisa discernir os elementos internos de seu ser para se colocar na liderança do Espírito Santo, pois o propósito maior do Espírito de Deus é o de revelar Jesus no íntimo do homem.

Vamos fazer uma viagem para o âmago da alma. Primeiro de uma olhada em você mesmo usando do artifício do espelho. O que você vê? Sua imagem refletida, com a aparência de seu corpo. Esta aparência só existe pelo tempo que permanecer diante do espelho. Quando desviar seus olhos verá o que está diante dele. No entanto, apesar de não ver seu corpo, você está consciente dele. Agora olhe para dentro de si. O que você vê? Para descobrir é preciso ou abrir ele ou estuda-lo por analogia. Por similaridade, por meio de um livro de ciência, podemos ver seu corpo por dentro. Ele é formado por estrutura óssea, tendões, carne e cobertura de pele. Aqui está o limite da ciência, ela não consegue mostrar nada mais além destes elementos. Ela poderá detalhar seu corpo até o nível atômico, contudo a ciência só tem capacidade de mostrar aquilo que existe fisicamente, seu corpo. Para enxergarmos algo a mais precisamos usar de outras analogias. Vamos considerar dois elementos de seu corpo: a estrutura óssea e a pele. Sabemos que há alguns espaços vazios no corpo, preenchidos ocasionalmente por alguma coisa, por exemplo, o alimento no estômago, enquanto está processando. Depois de processado sai em forma de pasta, voltando este espaço a estar vazio. Com isso podemos ter certa similaridade entre seu corpo e uma barraca de acampamento. O esqueleto mantém sua estrutura de pé e sua pele serve de tenda do barraco. Agora a ciência não pode dissecar você para mostrar esta realidade, contudo ela pode deduzir este conhecimento. Seu corpo é uma barraca onde habita sua alma. Esta alma não pode ser dissecada, não pode ser fotografada, nem pode ser tocada, contudo ela está dentro de você. Logo encontramos dois elementos em você. Se você voltar ao espelho só vai ver o elemento exterior, o corpo, mas tem consciência que dentro deste corpo tem uma alma.

A sede é uma manifestação tanto do corpo quanto da alma. Volte ao espelho e faça um exercício simples. Veja a si mesmo no espelho de corpo inteiro. Talvez, ao se ver notou alguns quilos a mais. Você está se vendo. Agora faça isso. Saia de frente do espelho e troque uma peça qualquer de sua vestimenta. Então volte de novo ao espelho e se veja de corpo inteiro. Antes de continuar a leitura faça este exercício no espelho, então volte a este ponto e continue na leitura. Se você fez o exercício notou agora pelo menos duas coisas: a conformação do seu corpo e suas diferentes vestes. O que mudou? Foi o comportamento de sua alma. Você exerceu vontade sobre si em mudar sua veste. Logo tudo que você viu no espelho foi o reflexo do seu pensamento. Tanto os quilos a mais, quanto a veste diferente é produto do que você pensa. Este é o ensino de Provérbios: "Porque, como imagina em sua alma, assim ele é…" (Pv 23.7). Sua alma projeta em seu entorno a realidade que você cria em seu pensamento. Entenda: sua alma é a soma de seu estado mental, emocional, conformação orgânica, personalidade e caráter. Sua alma tem diversos instrumentos a sua disposição: os cinco sentidos, capacidade cognitiva, emocional, orgânica e fisiológica. Sua alma se conecta com o mundo físico e espiritual. Tudo que você capta do mundo físico alimenta sua alma, contudo de modo transitório. A mulher samaritana só concebia água para matar sua sede. Jesus veio e descortinou o mundo espiritual para ela. Ele disse ter água de natureza superior. Este é o convite de Jesus. Ele veio para elevar a alma ao seu estado original, para a presença de Deus, para se conectar com o Criador. Jesus veio para matar a sede de quem tem a sede do Deus vivo. Se a alma fizer está conexão, tudo o mais no seu entorno será reconfigurado. Quando ela voltar ao espelho, sua visão de si mesmo terá mudado radicalmente.

A sede é uma manifestação tanto do corpo quanto da alma. Volte ao espelho e faça um exercício simples. Veja a si mesmo no espelho de corpo inteiro. Talvez, ao se ver notou alguns quilos a mais. Você está se vendo. Agora faça isso. Saia de frente do espelho e troque uma peça qualquer de seu vestimenta. Então volte de novo ao espelho e se veja de corpo inteiro. Antes de continuar a leitura faça este exercício no espelho, então volte a este ponto e continue na leitura. Se você fez o exercício notou agora pelo menos duas coisas: a conformação do seu corpo e suas diferentes vestes. O que mudou? Foi o comportamento de sua alma. Você exerceu vontade sobre si em mudar sua veste. Logo tudo que você viu no espelho foi o reflexo do seu pensamento. Tanto os quilos a mais, quanto a veste diferente é produto do que você pensa. Este é o ensino de Provérbios: "Porque, como imagina em sua alma, assim ele é…" (Pv 23.7). Sua alma projeta em seu entorno a realidade que você cria em seu pensamento. Entenda: sua alma é a soma de seu estado mental, emocional, conformação orgânica, personalidade e caráter. Sua alma tem diversos instrumentos a sua disposição: os cinco sentidos, capacidade cognitiva, emocional, orgânica e fisiológico. Sua alma se conecta com o mundo físico e espiritual. Tudo que você capta do mundo físico alimenta sua alma, contudo de modo transitório. A mulher samaritana só concebia água para matar sua sede. Jesus veio e descortinou o mundo espiritual para ela. Ele disse ter água de natureza superior. Este é o convite de Jesus. Ele veio para elevar a alma ao seu estado original, para a presença de Deus, para se conectar com o Criador. Jesus veio para matar a sede de quem tem a sede do Deus vivo. Se a alma fizer está conexão, tudo o mais no seu entorno será reconfigurado. Quando ela voltar ao espelho, sua visão de si mesmo terá mudado radicalmente.

Você está consciente que tem corpo e alma. Aqui uma declaração forte: quem vai para o céu é sua alma, seu corpo vai para o pó, vai se tornar carne podre. Por que é preciso dizer isso? Porque mesmo com a ressurreição e o arrebatamento nós vamos subir para a presença de Deus com nossa alma e um corpo novo, transformado, glorificado. A única semelhança entre os corpo diz respeito a forma e conteúdo. Tanto na eternidade como agora vamos continuar nos alimentando. Meu maior sonho é saborear a melancia quando eu entrar na eternidade futura. Agora não é porque o corpo vai ao pó que devemos ignorar o corpo neste tempo. Pelo contrário, nosso corpo, enquanto estiver ativo, carrega dentro de si algo extremamente precioso, nossa alma. A única razão de fazer a distinção entre o corpo e a alma diz respeito a necessidade que temos de conhecer nossa alma tão bem quanto nosso corpo. Por exemplo: diariamente você cuida do seu corpo. Some o tempo que gasta para este propósito. DIgamos 20 minutos para as três refeições, 30 minutos para o banho. 2 minutos para lambiscar e matar a sede 10 vezes por dia. Quanto deu? 1:50 h. Some isso a mais 8 h de sono, são 9:50 de cuidado diário com o corpo. Provável é mais que isso. E quanto tempo você teve de cuidado com a alma? Quanto de leitura você dedicou para arejar a alma? E para meditar sobre sua existência de forma resolutiva, sem murmuração? E para trazer paz e alegria, dissipando a ansiedade e a chateação? Muitos só investem este tempo ocasionalmente, por isso em situação de tribulação e crise sentem uma sede sem encontrar fonte de água que possa saciá-la. Nestas horas se lembra de Deus, mas não sabem ao certo como Ele pode ajudar. Por isso é tão importante distinguir a alma do corpo, para dar, ao menos, tratamento equivalente a estes dois vitais componentes da estrutura de nosso ser.

Tendo consciência tanto do alma quanto do corpo, vamos dar uma forma a alma. Se sua alma saísse de seu corpo, provável ela teria a conformação do seu corpo. Por que teria esta conformação? Por que seu corpo é expressão de sua mente, assim como você pensa, assim o é. Neste ponto precisamos fazer uma distinção. A carcaça do seu corpo foi dado por Deus por meios naturais. Isto é, você recebeu DNA de seus pais e, por este material primaveral, Deus deu forma a você. Leia: "Pois tu formaste o meu interior, tu me teceste no seio de minha mãe (Sl 139.13). Atente a um detalhe: sua impressão digital é única, exclusiva; é a marca registrada desta obra divina que é você. Note um caso extremo e desagradável: lembra do tanque de Betesda? Do homem enfermo e paralítico havia trinta e oito anos" (Jo 5.5). Ele encontrou-se com Jesus e foi curado maravilhosamente. Com isso temos de distinguir a criação divina e o reflexo da queda por causa do pecado original. O ex-paralítico, curado, não mudou sua conformação geral, continuou com a mesma impressão digital, no entanto as condições físicas de seu corpo mudaram radicalmente com a cura promovida por Jesus. É esta parte que cabe o conceito sobre o modo como você pensa produzir o corpo que você tem porque tem muita coisa no corpo que é produto psicossomático. Por isso Jesus perguntou ao paralítico se ele queria ser curado (Jo 5.6). Alguém pode achar esta pergunta um absurdo, contudo muita gente cultiva o negativismo porque se orgulha da criação do seu ambiente. Ela diz: – Tá vendo como este mundo está perdido? Só tem gente maldizendo gente. (Intimamente esta pessoa provocou este maldizer e se orgulha de ver as consequências). A sede desta pessoa é direcionada para a murmuração. Por isso é tão importante conhecermos o padrão divino da alma para não matarmos nossa sede no padrão do mundo caído.

Agora que temos plena consciência do corpo e da alma, vamos nos deter na alma. Esta parte do ser se comunica tanto com o mundo natural quanto o espiritual. Seu contato com o mundo espiritual se dá por meio do espírito humano. Este espírito foi criado por Deus quando se processou o novo nascimento. Lembra que Jesus falou com Nicodemos ser nascido da água e do espírito a condição para entrar no reino de Deus? Este novo nascimento ocorreu quando recebemos a Cristo como nosso Senhor e Salvador. Podemos ver a alma e o espírito humano como uma moeda que tem cara e coroa. A parte voltada para o mundo natural é a coroa, a para o mundo espiritual a cara. E como se dá a comunicação entre a alma e o espírito? A alma tem como instrumentalidade os cinco sentidos: audição, visão, tato, olfato e paladar. O espírito humano não tem estes mesmos mecanismos. A melhor forma de expressar a relação entre a alma e o espírito é usando da analogia do computador. Este equipamento é formado por dois componentes principais: A HD, onde são gravados todos os registros e o programa de computador, que processam os registros. O computador tem um software que faz a comunicação de todos os outros software com o HD, chamado de sistema operacional. Seu objetivo é transformar a linguagem do programa em linguagem de máquina por um mecanismo binário. Todo comando do programa de computador é transformado em 1 e Zero. Portanto o HD só consegue entender o que chega a ele em formato de 1 e Zero. Assim também o espírito humano só entende a linguagem binária, tudo chega a ele em forma de Sim ou Não. Jesus tratou deste assunto quando disse: "Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno." (Mt 5.37). Portanto o espírito humano só entende ou pensamentos afirmativos ou negativos. Aquilo que for prevalecente é o que vai dominar a conduta do espírito humano.

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