Comentários no Evangelho de João

Comentários em João 7.38,39

Jo 7.38

"Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. (Jo 7.38). Jesus primeiro falou sobre beber, agora em crer. A sede é uma manifestação tanto do corpo quanto da alma, o crer é produto do coração. Por que crer está ligado ao coração, não a alma? Leia: "Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo." (Rm 10.9). Note a instrução de Paulo: o indivíduo crê com o coração e confessa com a boca. Como entender esta instrução? Neste contexto Paulo trouxe outro elemento importante: a fé vem pelo ouvir a palavra de Cristo por meio da pregação (Rm 10.17). Lembra que os cinco sentidos são ferramentas da alma para, por meio deles, interagir com o mundo físico? Paulo está instruindo como a alma pode utilizar-se dos sentidos físicos para edificar o espírito. Colocando tudo em perspectiva: o homem é formado por corpo e alma. Enquanto o corpo é feito de matéria, a alma é uma substância imaterial. Ser imaterial não significa inexistir forma. Digamos que houvesse uma grande explosão da bomba H e todos os corpos da humanidade fosse desintegrados com todas as almas desconectadas dos corpos. Como uma alma veria a outra alma? Ela seria vista como uma película transparente com o mesmo formato do corpo humano que foi desintegrado. Digamos que duas almas estivessem andando uma em direção a outra. Por certo uma alma passaria por dentro da outra, mantendo sua integridade, pois este tipo de matéria não reconhece obstáculo. Por que estou fazendo este exercício de imagem mental? Para criarmos a distinção entre alma e corpo e entendermos os mecanismos de interação entre eles. O corpo é uma ferramenta da alma como o machado nas mãos do lenhador. Por este instrumento uma árvore é cortada e lançada ao solo. Assim a alma se utiliza do ouvido do corpo para captar o som do ambiente. Paulo diz que todo som captado tem um significado (I Co 14.10). Cumpre a alma discernir estes sons.

A alma tem como captar o som de uma pregação e alimentar seu espírito humano porque a palavra de Deus tem a mesma sintonia do espírito humano, criado por Deus para adora-lo. A Nicodemos Jesus disse que a condição para entrar no reino dos céus era nascer de novo. Para a mulher samaritana Jesus acrescentou dizendo que Deus está em busca de adoradores que O adorem em espírito e em verdade. Agora vamos ligar estas duas revelações de Jesus: Deus tem um reino com o desejo de trazer gente para dentro dele e Deus busca adoradores. Primeiro vamos nos perguntar quem Deus é. Jesus, ao instruir a mulher samaritana fez questão de enfatizar este ponto: Deus é Espírito. E o homem, quem ele é? Inicialmente o ser humano foi feito do pó da terra, portanto o homem é formado de carne e ossos. Se permanecesse nesta condição seria um animal irracional, contudo Deus proveu ao homem uma alma e um espírito, capacitando-o a interagir com o mundo visível e invisível. Contudo com a queda o homem perdeu esta ligação com o invisível, passando a estar espiritualmente morto em seus delitos e pecados. A cena que melhor descreve este estado é o primeiro casal expulso do jardim do Éden, com um anjo à porta deste jardim embraiando uma espada flamejante, impedindo qualquer contato entre o homem e Deus, que permaneceu no jardim do Éden. Como Deus é Trino, quem permaneceu no Éden foi Deus, o Pai. Paulo faz menção desta verdade ao declarar: "o único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver…" (I Tm 6.16). Então temos o seguinte quadro: Deus, o Pai, que é Espírito, habitando em um lugar inacessível, buscando moradores para estar junto com Ele para adorá-lo em espírito e em verdade. Tanto o Filho de Deus, quanto o Espírito Santo, ficaram na incumbência de realizar a vontade de Deus, o Pai. Para isso era necessário a execução de um plano eficaz.

Vimos que Deus é Espírito e deu ao nascido de novo um espírito humano para adorá-lo. O crente é formado por espírito, alma e corpo, logo se perguntarmos onde habita o Espírito de Deus, a resposta se torna evidente: no espírito humano. Por outro lado Jesus fala acerca do crer nele. E o ato de crer é uma atividade do coração, portanto Jesus está considerando o corpo agora em outra dimensão, não mais espírito, alma e corpo, mas mente e coração. Seria como se pegássemos a alma e a dividíssemos em duas partes, a superior seria a mente e a inferior o coração. Lembra que Jesus tinha falado da sede da alma? Esta sede se manifesta na mente, não no coração. É a mente que tem a capacidade de perceber que precisamos conhecer mais de Deus, que precisamos crescer em Deus, no entanto é o coração que absorve este aprendizado e o transforma em crença. A crença só nasce no coração se estivermos emocionalmente envolvidos com nossos pensamentos focados na palavra de Deus. Digamos que você foi ao culto e ouviu o pastor pregar dizendo que Deus é bom. Você tem duas atitudes agora; capturar em seus pensamentos a informação que Deus é bom ou ignorar. Se você capturar a mensagem, então vai sair do culto observando tudo em seu derredor para comprovar que Deus é bom. Enquanto está trabalhando discerne a bondade de Deus em poder sustentar sua casa com o trabalho. Você é envolvido por sentimento de gratidão e este sentimento move seu coração a crer que Deus é bom. Só neste momento você pode declarar sua crença que Deus é bom. Isto significa dizer que, no culto, quando ouviu o pastor dizer que Deus é bom, ele estava compartilhando a crença dele, contudo você capturou somente a ideia do que ele transitou. Somente se meditar a respeito com senso de gratidão é que a crença do pastor vai se tornar sua crença, caso contrário você tão somente conheceu uma virtude divina que não lhe diz respeito.

Somos formados por corpo e alma. A alma está divida em mente e coração. O coração também está dividido em consciência e espírito humano. Nosso espírito humano é o nosso homem interior (Ef 3.16). O Espírito de Deus habita em nosso espírito humano. Este é o mais extraordinário mistério do universo: o nosso espírito humano está unido ao Espírito de Deus como dois copos de água em um só. É simplesmente impossível separar uma água da outra como também o é com o Espírito de Deus com o espírito humano. Leia por você mesmo: "Mas aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele." (I Co 6.17). Isto significa que dentro do nosso coração, na parte mais profunda do nosso ser, habita o Espírito Santo junto com nosso espírito humano. Portanto nós temos dentro de nós a insondável Sabedoria dotada de Poder e Recursos infinitos. É por isso que Paulo nos instrui que temos a mente de Cristo, pois nosso homem interior está indissolutamente ligado ao Espírito de Deus de tal modo que a mente do homem interior é também a mente do Espírito de Deus (I Co 2.16). Agora note um detalhe importante: nós temos duas mentes, uma em nosso cérebro, outra em nosso coração. Quando nós pensamos, pensamos com nosso cérebro, não com a mente de Cristo. E como sabemos disso? Os pensamentos de Deus são mais elevados que os nossos pensamentos (Is 55.9). Portanto os pensamentos de Deus estão no nosso homem interior, já os nossos pensamentos estão em nosso cérebro. Por não conseguirmos discernir cada parte da nossa estrutura interior padecemos de grande confusão no trato desta extraordinária verdade que nos é revelada acerca de nós na palavra de Deus. Precisamos não só reconhecer cada parte desta estrutura interior, como também o modo como podemos fazer as conexões internas. Temos de descobrir, por exemplo, como nossos pensamentos podem se conectar com os pensamentos de Deus dentro de nós.

A fonte de água viva se localiza em nosso homem interior, que habita no cerne do nosso coração, em nossa alma, que está dentro do nosso corpo. Esta é a razão da importância de guardar nosso coração, pois dele procede as fontes da vida (Pv 4.23). Lembra que que temos duas mentes: uma no cérebro e a mente de Cristo em nosso homem interior? Lembra que o Espírito de Deus habita em nosso espírito humano, que é nosso homem interior? Lembra que dissemos que nossa consciência é quem nos habilita a discernir a nossa estrutura interna, dando acesso ao nosso homem interior? Qual é a conclusão de tudo quanto temos dito: o crente só consegue usufruir das riquezas que procedem das fontes da vida se estiver consciente dela, se não permitir que nenhum traço de poluição contamine as fontes da vida. Talvez você me pergunte: como é possível ser contaminada as fontes da vida? Imagine seu coração sendo o poço de Jacó. Você está na superfície como a mulher samaritana, tendo um balde em suas mãos para tirar água do poço. Jesus quer beber desta água e você tem consciência que o poço é fundo, sem balde é impossível tirar água. Por outro lado pode acontecer que você não queira que Jesus, nem ninguém beba desta água, então, de forma insensata, você joga terra na boca do poço. A água continua lá embaixo, pois no interior da terra é como se corresse um rio, sendo aquele lugar do poço o ponto onde a água aflorou na terra. Se você entulhou o poço a única coisa que fez foi cortar o seu fluxo com a água, não o fluxo da água com outras águas, por isso ela é água viva. Talvez você diga: eu jamais entulharia este poço, pois preciso de água para viver. Então pense um pouco: se esta fonte de água está na segunda mente, quem tem poder para entulhar o poço é a primeira mente, os pensamentos de nosso cérebro. A forma como alimentamos nossa mente define se vamos ou não extrair água do nosso coração.

Jesus primeiro ofereceu água, depois falou do crer. Esta ordem é vital e explica a falta de fé. E por quê? Temos a extraordinária capacidade de pensar. No entanto você já ouviu a afirmação: – Eu digo o que penso. Quem crê deste modo entende que todos os pensamentos são seus pensamentos, pois todos os pensamentos que temos são feitos na tonalidade de nossa voz interior. Ademais os pensamentos surgem no cérebro, isto é, você está pensando em uma coisa, de repente surge outra, e outra, e outra. E você se sente incomodado com este tipo de inconstância. Se você concorda comigo neste ponto, então podemos dizer que os pensamentos afloram na mente assim como a planta vem da semente. Portanto podemos comparar nosso cérebro a um jardim. E de jardim sabemos alguma coisa, sendo a mais importante delas é que em todo jardim tem plantas e ervas daninhas. Então se você é daqueles que diz o que pensa, está afirmando que não importa a qualidade de seus pensamentos, irá por para fora, quer seja planta, quer seja erva daninha. Em outras palavras, quem fala o que pensa é igual motorista em velocidade acima do limite permitido, está assumindo o risco de provocar um acidente. É por isso que todo aquele que fala o que pensa tende a brigar com muita frequência. Este, contudo, não é o maior problema, e sim no aspecto em que todo aquele que fala o que pensa não quer assumir responsabilidade pelo peso de suas palavras. Esta pessoa prefere provocar terremotos a produzir ambiente pacífico. Esta crença demonstra que a pessoa não entendeu qual é o verdadeiro papel de seus pensamentos. Se ela ouve que Deus é bom, ela pensa que crê ser Deus bom, pois na lógica desta pessoa, se ela pensa, logo ela crê no que pensa, portanto está obrigada a falar tal como pensou. É por isso que existe tanta confusão entre as pessoas, pois a maior parte das conversas giram em torno de coisas inacabadas na cabeça.

Falar o que pensa é viver na superficialidade das coisas, é ser influenciável por toda e qualquer impressão externa. Considere um pouco esta questão: a maioria das pessoas possui um aparelho celular e com ele se conectam uns com os outros. Toda a mecânica de comunicação foi criada no sentido de incentivar as pessoas a manifestarem de bate pronto suas opiniões. Uma das grandes plataformas tem um campo onde você pode escrever qualquer coisa que queria. Neste campo você encontra uma indagação: – No que você está pensando? Por esta pergunta você é induzido a revelar seu pensamento. E o que você faz? Escreve a primeira coisa que vem em sua mente. Algum dia você já se perguntou porque é tão importante expor seus pensamentos tão logo ele surja? Porque é deste modo que você é doutrinado por este mundo. Entenda este ponto: se qualquer pessoa souber o que você pensa porque você abriu sua mente a ela, você está suscetível a ser doutrinada por ela. Isto porque ela vai mudar sua forma de pensar impedindo você crer na verdade. Se você disser o que você pensa, então qualquer um pode guiar seus pensamentos sutilmente, sem você perceber e, com isso, impor as crenças dele em você. Quando Jesus fez referência ao ato de crer, ele está dizendo que você ouviu a palavra de Deus, pensou a respeito dela, se envolveu emocionalmente com ela, escondeu ela no seu coração, então, só depois de executar este passo a passo você creu na palavra de Deus. Se você só leu a palavra de Deus, só ouviu esta palavra, então não aconteceu nada em você. Você nem percebeu que o Maligno roubou de você esta palavra dentro do seu pensamento porque ele deu outro pensamento no lugar deste. Com isso você não meditou, logo nem teve oportunidade de crer. Na verdade você está sendo enganada por seus pensamentos. Por isso que temos um cristianismo tão superficial, pois muitos acham que crêem, quando na verdade enganam a si.

Como temos a noção sobre nossa estrutura interior podemos voltar ao convite condicional de Jesus. Considere que você trabalha em uma fábrica de alimentos, sendo o gerente de qualidade. Sua tarefa é verificar se o produto fabricado atende o padrão e descartar tudo que está desconforme. Para cumprir sua tarefa você tem um padrão e toda produção é medida por meio dele. Do mesmo modo a palavra de Deus tem um padrão de qualidade que valida o ato de crer. Você pode ler qualquer verdade da Bíblia e ter absoluta certeza que é verdade, mas se você não passar por este padrão de qualidade, você não creu nesta verdade. Por exemplo: você sabe que Deus criou os céus e a terra, contudo isto é uma informação, não necessariamente uma crença. Você só crê que Deus criou os céus e a terra se preencher os requisitos das escrituras para o ato de crer, caso contrario quando você diz que Deus criou os céus e a terra não terá nenhuma diferença com o que o papagaio diz, porquanto ele consegue falar por repetição, nunca por entendimento. Surpreso! Então volte a ler o verso acima. O que Jesus disse? Que se você crer conforme diz as escrituras algo acontece. Portanto crer sempre produz algo; crer faz você frutificar. Ouvir não é o mesmo que crer. Ler não é o mesmo que crer. Pensar não é o mesmo que crer. Meditar não é o mesmo que crer. Todas estas coisas ajudam e são necessárias para você crer na palavra de Deus, mas elas em si não são o mesmo que crer. Você é responsável por crer, mas você não pode crer só porque você quer crer. Engana a si mesmo todo aquele que lê um texto bíblico e diz de imediato: – Eu creio nesta palavra. Pergunte-se: – Em que condição a Bíblia valida o ato de crer? Como é crer nos termos das escrituras? Note isso: – é possível crer sem saber como creu, mas não é possível crer sem ser nos termos das escrituras. Muitos que crêem, sabem que creram, mas não explicam como creram.

Sobre este dito a primeira coisa que vimos foi que o crer é em conformidade com os termos das escrituras. Não podemos ler um texto bíblico e já declarar que cremos, é preciso todo um processo instaurado em nosso interior para crermos. Crer é obra do coração, não da mente. É por isso que Jesus destaca que é do interior que vai se manifestar o resultado da crença. Vamos fazer um paralelo entre nosso interior e o jardim do Éden. Naquele lugar havia um rio que se dividia em quatro braços, portanto nosso interior é como o Éden, nosso coração é como um jardim. Creio que você já foi a uma igreja e ouviu o pastor dizendo: – Plante nesta igreja, pois aqui é terra fértil. Isto significa que esta organização, em plantando, tudo frutifica. Neste caso sua expectativa é que, em ofertando naquele ministério o pastor saberá fazer bom uso do dinheiro. Você saberá se realmente aquela organização foi fértil observando o resultado do trabalho daquele pastor. Agora mude o foco para o seu coração. Se ele é o jardim, quem é que vai cuidar e guardar este jardim? Neste caso o jardineiro é sua mente, está centrada em seus pensamentos. É com seu pensamento que você lança semente em seu coração, é com ele que você arranca erva daninha do seu coração. Lembra do salmo 1 acerca do justo? "Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem-sucedido." (Sl 1.3). Você quer ser esta árvore? O que você está semeando em seu coração com seus pensamentos? A água que flui dita por Jesus vai fazer germinar a semente que você plantou e vai prosperar. E se você plantou murmuração? É isto que vai germinar. Como você sabe do resultado? Observe sua atual condição de vida, se tudo está indo mal é porque semeou murmuração. Ou seja: – Você é responsável pelo que planta em seu coração por meio dos seus pensamentos.

Jo 7.39

"Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado." (Jo 7.39). O apóstolo João explicita agora o grande mistério do fluir da água viva, que é a presença do Espírito Santo no interior do regenerado. Crer em Jesus é a chave para entrar no reino de Deus, quando se é justificado e regenerado. Neste instante ele nasce de novo com novo coração e novo espírito. Concomitante o Espírito Santo faz morada no crente. Ele torna habitação de Deus em espírito. Considere o seguinte: uma bomba atômica é extremamente poderosa, capaz de destruir uma cidade inteira, como aconteceu com Hiroshima e Nagasaki. Agora, volte seus olhos para Gênesis 1.2. O Espírito Santo cobria toda a face da água que estava sobre os abismos da terra. E, por meio dele todo o universo foi criado. Portanto o que está em nosso interior é infinitamente mais poderoso do que qualquer força deste universo. O Espírito Santo em nosso interior tem a sua disposição infinitos recursos, pois todo o universo lhe pertence. O Espírito Santo em nosso interior é insondavelmente sábio em tudo que faz. O Espírito Santo em nosso interior é uma Pessoa, a terceira Pessoa da trindade. Por conclusão, quando Jesus disse que o crer nele faria jorrar água viva do interior do crente, estava dizendo que todo crente se tornou um bendito canal da manifestação do Espírito Santo neste planeta. Note o seguinte, quando nada existia, havia tão somente Deus. Nesta eternidade passada o amor do Pai jorrava em direção ao Filho que retornava em retribuição ao Pai em movimento incessante pelo mover do Espírito Santo que procedia do Pai, ia até o Filho e voltava ao Pai. Paulo nos revela que é este mesmo Espírito de Deus que é derramado sobre nós incondicionalmente, initerruptamente. Este é o mesmo mover que flui do Pai para o Filho, agora chega até nós. Será que de nós volta para o Pai?

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