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Como experimentar o poder de Deus

Ora, pois, trazei-me um tangedor. Quando o tangedor tocava, veio o poder de Deus sobre Eliseu. Este disse: Assim diz o SENHOR: Fazei, neste vale, covas e covas. Porque assim diz o SENHOR: Não sentireis vento, nem vereis chuva; todavia, este vale se encherá de tanta água, que bebereis vós, e o vosso gado, e os vossos animais. Isto é ainda pouco aos olhos do SENHOR; de maneira que também entregará Moabe nas vossas mãos. (II Rs 3.15-18)

Caro amigo! Dileta amiga! O tema de nossa conversa hoje é o poder de Deus. Como pano de fundo para tratarmos do assunto vamos  conhecer um pouco da história deste extraordinário homem de Deus chamado Eliseu. Este profeta foi sucessor de Elias, tendo sido confirmado seu ministério após ter presenciado o arrebatamento de seu mestre. Imagine você andando com um homem quando, de repente, este é elevado aos céus. Esta é uma história tão impressionante que devemos ler com muita atenção:

Indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho. (II Rs 2.11)

Uma das coisas notáveis da leitura das escrituras é sua contemporaneidade. Somente dois homens foram arrebatados aos céus, sem passar pela experiência da morte: Enoque e Elias. Ocorre que estes eventos são prenúncio do arrebatamento que há de levar todo nascido de novo para a presença de Deus em um abrir e fechar de olhos. Está é uma promessa que precisa ser lida e gravada no coração, expectativa que deve ser de todo cristão, pois esta é uma geração que pode ser a protagonista de seu cumprimento:

num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. (I Co 15.52)

O arrebatamento da igreja acontecerá em um só instante, alcançando homens e mulheres de todas as raças, línguas, povos e nações, marcando o início da grande tribulação e do dia do Senhor. Eliseu presenciou este extraordinário evento acontecendo com Elias, ficando profundamente impactado com o poder de Deus. Tanto é que, por ter visto e crido, recebeu porção dobrada do Espírito de Deus (II Rs 2.9).

Neste ponto podemos desenvolver o princípio para operarmos com base no poder de Deus. Agir com base no poder de Deus exige que o indivíduo tenha uma mente saturada da visão celestial e seja cheio do Espírito Santo. Mas o que é o poder de Deus? Paulo, o apóstolo, o define de forma bastante concisa: “pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus” (I Co 1.24).

Conforme observa o apóstolo, o poder de Deus é uma pessoa. Entenda, não é uma força, nem uma energia, nem uma forma de invocação, antes o poder de Deus reside na bendita pessoa de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, como está escrito:

E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai. (Jo 1.14)

Agora vamos fazer um comparativo entre nós e Eliseu, para identificarmos os pontos comuns, a fim de compreendermos como podemos desenvolver nossa fé neste poder de Deus que reside na pessoa de Jesus Cristo. Eliseu estava andando com Elias quando este foi arrebatado para o trono de Deus. Mais de quinhentos discípulos testemunharam da visão de Jesus Cristo ressurreto. Todavia Jesus disse a Tomé que seria mais bem aventurado aquele que, não presenciando esta cena, vieste a crer que Jesus Cristo morreu e, ao terceiro dia ressuscitou (Jo 20.29). Mais adiante os apóstolos e alguns discípulos do Senhor testemunharam a ascensão de Jesus Cristo aos céus. Assim, quando nós desenvolvemos a firme convicção que Jesus ressuscitou e está assentado à direita de Deus, o Pai, estamos na mesma condição de Eliseu, apto a sermos cheios do Espírito Santo com porção dobrada, pois temos a visão celestial. Esta visão deve ser traduzida nestes termos:

Ele [Jesus Cristo], que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas, (Hb 1.3)

A luz desta revelação precisamos entender o seguinte: quando estamos comodamente sentados, meditando na palavra de Deus, temos a impressão que cremos nesta verdade com toda a convicção de nosso ser. Muitos fazem deste tema objeto de sua conversação, procurando convencer os incrédulos desta verdade mediante argumentos exaustivos. Todavia não é este um ambiente favorável para que a fé no Cristo ressurreto verdadeiramente seja provada. Pode ocorrer que falar de Cristo nestas condições não seja mais do que um substitutivo a outra conversa qualquer. A pessoa poderia falar com a mesma veemência sobre um jogo de futebol, uma análise política ou, mesmo, acerca da ressurreição de Jesus e, ainda assim, nem de perto estar exercendo o poder de Deus.

Para sabermos se de fato cremos que Jesus morreu, ressuscitou e está assentado à direita da Majestade, nas altura, precisamos estar em condições ideias para que este poder se apresente. Jorão, filho de Acabe reinava em Samaria e Josafá era rei de Judá. Por esta época a nação de Israel estava dividida em dois grupos. Samaria adorava a Deus mediado por um bezerro de ouro. Judá estava na presença do Senhor segundo os preceitos do tabernáculo. Moabe, uma nação hostil, declarara guerra a Israel, exigindo deste um pacto com o rei de Judá para dar vigor aos seus exércitos e vencer a guerra. Assim ambos os reis marcharam juntos para a fronte de guerra.

 Enquanto avançavam pela região desértica de Edom, a situação foi se tornado cada vez mais complicada. Conforme os registros, “após sete dias de marcha, não havia água para o exército e para o gado que os seguiam” (II Rs 3.9). Eles, por certo, começaram a se desesperar, sem nenhuma perspectiva de reverter aquela situação. Se queremos experimentar o poder de Deus, este é o ponto de contato necessário para este poder se manifestar.

Considere o seguinte: o poder de Deus reside na pessoa de Jesus Cristo, contudo, ainda que Ele, em si mesmo, tenha este poder o tempo todo, porquanto é Deus, visto ser Ele próprio o Filho de Deus, ainda assim, Jesus abriu mão deste poder para se encarnar entre os homens. Enquanto Jesus viveu entre nós, o que lhe permitia realizar milagres e prodígios decorria do fato dele próprio ter superabundância do Espírito Santo. Leia por você mesmo: “Pois o enviado de Deus fala as palavras dele, porque Deus não dá o Espírito por medida” (Jo 3.34). Por que é tão importante tomar conhecimento deste fato?

Porque assim como Eliseu recebeu do Espírito em porção dobrada, nós também temos o Espírito de Deus, somos templo do Senhor e somos exortados a sermos cheios do Espírito. Se Jesus tinha o Espírito de forma permanente e superabundante, ainda assim tudo quanto fazia, todos seus milagres e prodígios, era realizado nesta dependência do Espírito do Senhor. O que difere de nós é que nos enchemos, manifestamos este poder e, depois temos a necessidade de voltar a ser cheios de novo. Contudo podemos agir na mesma dimensão do Senhor, tanto é que Ele próprio disse:

Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai. (Jo 14.12)

 Mas, voltando ao Senhor. Como o poder de Deus se manifestou em Jesus Cristo, tendo Ele sido esvaziado de sua própria divindade e vivido entre nós como servo? Leia por você mesmo, pois a descoberta desta verdade mudará toda nossa perspectiva como vemos qualquer tribulação que se abata sobre nós.

e foi designado Filho de Deus com poder, segundo o espírito de santidade pela ressurreição dos mortos, a saber, Jesus Cristo, nosso Senhor, (Rm 1.4)

Absorva cada palavra deste texto com plena atenção. O poder de Deus se manifestou em Jesus Cristo tão somente depois dele próprio experimentar a morte. O poder de Deus é poder do espírito de santidade que se manifesta depois da morte cumprir seu desígnio, por isso é evidenciado que o poder foi exercido em Jesus Cristo pela sua ressurreição dos mortos.

A aplicação para nossa realidade é clara, lúcida e transparente. Se queremos experimentar o poder de Deus, precisamos necessariamente estarmos passando por uma experiência de morte. É quando chega a noite mais negra, quando todas as opções deixaram de existir, quando se está no centro do vale de sombra de morte, quando o desespero bate a porta, quando tudo que se vê é um deserto sem águas, é nesta hora que o poder de Deus encontra lugar para se manifestar. Assim, quem de fato quer experimentar o poder de Deus em sua vida tem necessariamente de estar pronto para passar pelo vau da morte. O poder de Deus não se manifesta em uma conversa de salão, mas nas experiências práticas da vida, com propósito específico de fazer manifestar a glória de Deus.

O que faz a diferença para este poder se manifestar é a atitude que temos diante da tribulação. Ali estava dois reis, um adorador de bezerro de ouro como intermediário entre ele e Deus, outro que buscava a Deus nos termos de Deus. Enquanto Jorão viu na tribulação o fim eminente, Josafá buscou o profeta do Senhor para consultar a Deus. Foi neste cenário que surge o profeta Eliseu, um homem que está de contínuo na presença de Deus (II Rs 3.14). O pofeta Eliseu, depois de adorar a Deus ao som dos louvores, profetizou abundância de água em meio ao deserto desde que covas fossem cavadas. Assim, crer na manifestação do poder de Deus significa, em meio a tribulação, clamar pela interveniência divina e, depois de feito, continuar fazendo o que está ao seu alcance enquanto observa o manifestar do poder de Deus em meio as circunstâncias.

Convido você a compartilhar esta mensagem com seus amigos e amigas para que todos possam não só saber do poder de Deus, mas conhece-lo experimentalmente. Até o próximo texto.