Artigos

Deus habitando conosco

“Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles” (Ap 21.3)

Se pudéssemos viajar no tempo, adentrando na eternidade futura, depois de todas as coisas consumadas, poderíamos compreender o propósito último de Deus para com o homem redimido. Este propósito seria expresso nos seguintes termos: “Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles” (Ap 21.3). Eis o mais extraordinário desejo divino, habitar com os homens. A palavra “habitar”, no grego transliterado “skenoo”, segundo a concordância Strong tem o significado de residir em uma tenda, que é uma pequena habitação apropriada para pastores nômades. A ênfase deste habitar divino está na sua portabilidade, podendo mover-se, palmilhando junto todos os caminhos que percorremos e é a mesma palavra usada para dizer que Jesus habitou entre nós (Jo 1.14).

Agora, consideremos o significado deste habitar divino em nós. Sabemos que é promessa de Deus quanto ao Seu Santo Espírito (Jo 14.17). O termo transliterado no grego neste texto é “meno”, significando permanecer ou estar continuamente presente (Studylight). Geralmente associamos o ato de habitar com o de permanecer em algum lugar, contudo não refletimos sobre quais implicações nos traz compartilhar a habitação com algum outro.

Digamos que você convide Deus para morar em sua casa. Ele chega, você mostra a Ele qual é o quarto que ele vai ocupar, banheiro para suas necessidades, sala para seu conforto e cozinha para alimentar-se. Após Deus se acomodar em sua casa, você simplesmente se retira e só mantém contato ocasionais com Ele, via de regra, quando se cruza em algum pedaço da casa. Por certo Deus estaria habitando em sua casa, contudo o modo como o recepciona estaria demonstrando desagravo com a presença dEle. Com o tempo Deus se veria na obrigação de retirar-se por perceber como um intruso em sua moradia.

Jesus passou por este constrangimento quando visitou a casa de um fariseu. O Senhor fora convidado para sentar-se a mesa e participar de uma refeição (Lc 7.36). Em dado momento entrou uma mulher, vista por todos os presentes como uma pecadora. Esta prontamente se colocou aos pés de Jesus e os lavou com suas lágrimas, secando com seus cabelos. Aquela cena escandalizou os residentes ao ponto comentar veladamente: “se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, porque é pecadora” (Lc 7.39). Foi quando o Senhor trouxe a tona todo o incomodo que sentia por estar naquela casa. Logo de início disse: “Vês esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; esta, porém, regou os meus pés com lágrimas e os enxugou com os seus cabelos” (Lc 7.44).

O Senhor estava a demonstrar àquele fariseu que Sua estada naquela casa era apenas um ato diplomático, não havendo entre Ele e os fariseus maiores afinidades. Antes, Jesus estava sentado, compartilhando de uma refeição, contudo sentindo-se constrangido porquanto não fora dado a Ele o tratamento que é digno a um hóspede.

Esta história nos mostra que o Senhor quer sim, habitar entre nós, contudo não por imposição Sua, mas como sendo recebido alegremente e de boa vontade. Foi o que fez Zaqueu. Quando Jesus disse que ia permanecer na casa de Zaqueu, este o recebeu com grande alegria e, depois, mostrou elevado grau de arrependimento ao dispor repartir metade de seus bens com os pobres e ainda restituir quatro vezes mais a quem pudesse ter defraudado (Lc 19.5-8). O termo usando nas escrituras para “permanecer” é o mesmo presente na promessa da estada do Espírito Santo conosco (Jo 14.17).

Em uma reportagem feita por Érica Ferreira (2013), ela buscou entre os especialistas quais são eram as maiores dificuldades para um casal morar juntos. O inventário levantado por Érica deu origem ao artigo “Supere os nove maiores desafios de morar junto”. Fazendo uma analogia de cada um destes critérios à luz da perspectiva que estamos compartilhando nossa residência com o próprio Deus, portanto, adaptando as conclusões ali encontradas, temos:

  1. Precisamos ceder à vontade de Deus para a relação prosperar (Ef 5.17);
  2. Precisamos cultivar amizade intensa com Deus, conhecendo tudo quando o Pai tem para nós, para que o relacionamento não se torne uma rotina tediosa (Jo 15.15);
  3. Precisamos desenvolver a unidade em Espirito que temos com Deus (I Co 6.17);
  4. Precisamos compreender que o bem que Deus quer para nós é o nosso melhor querer para nós mesmos, pois Ele nos conhece profundamente (Jr 29.11);
  5. Precisamos mostrar disposição de servir, porquanto Deus já nos deu o exemplo, preparando o universo para atender nossas necessidades e deixando Seu Filho morrer na cruz para nos redimir (Mt 20.28);
  6. Precisamos abrir mão de tudo que não está alinhado com a santidade divina para preservar Sua presença diária (Hb 12.1,2);
  7. Precisamos permitir Deus governar nossas finanças, sabendo que se seguirmos Suas orientações haveremos de viver com sadia prosperidade (Is 55.1,2);
  8. Precisamos abrir nosso lar para a família de Deus, porquanto é impossível amar a Deus sem amarmos Sua família (I Jo 4.20)
  9. Precisamos permitindo-nos ser surpreendidos diariamente pelas diretrizes dadas pelo Espírito de Deus, andando em novidade de vida (Rm 6.4), pois Deus não nos dá um jugo pesado (Mt 11.29,30).
pensador

              http://cezarazevedo.com.br/plano-de-salvacao-por-pergunta/

              http://cezarazevedo.com.br/estudo-para-novo-convertido-0110/

              http://cezarazevedo.com.br/estudo-para-batismo-0110/

              http://cezarazevedo.com.br/ministracao-para-libertacao-interior-e-perdao/

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

Leave a Comment