A volta de Jesus Cristo

Deus responde ao clamor do Seu povo

“Quando abriu o sétimo selo, fez-se silêncio no céu, quase por meia hora. E vi os sete anjos que estavam em pé diante de Deus, e lhes foram dadas sete trombetas. Veio outro anjo, e pôs-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para que o oferecesse com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que está diante do trono. E da mão do anjo subiu diante de Deus a fumaça do incenso com as orações dos santos.” (Ap 8:1-4)

A abertura do sétimo selo marca o início de uma nova etapa de juízos sobre a terra. O primeiro selo fora aberto logo após o arrebatamento. Já se passou três anos e meios, tempo em que a mulher outrora vestida de glória (Ap 12:1), fora duramente perseguida pelo grande dragão (Ap 12:7). O sexto selo dera inicio ao período conhecido como a septuagésima semana de Daniel (Dn 9:27), com o sétimo fora desencadeado uma série de juízos atingindo toda a terra demarcado pelo toque das trombetas feito por sete anjos que estavam de pé diante de Deus (Ap 8:2).

Geralmente se tem a noção tão somente que Deus é amor, excluindo completamente a possibilidade do Senhor agir em juízo contra o homem. Esta noção está fundamentada no senso de justiça própria, percepção que parte da premissa que todos somos pecadores, portanto Deus jamais condenaria a humanidade à morte. Assim, o indivíduo pode salvar a si mesmo desde que sua cota de boas obras suplante o mal que tenha cometido. Com isso o homem julga que pode impor a sua vontade à Deus, impossibilitando o Senhor de agir em juízo contra este mesmo indivíduo. O que o mundo não percebe é que todos já estão sentenciados por Deus, porquanto todos morrem, sendo este o salário do pecado (Rm 6:23). Em certos momentos Deus pode julgar conveniente antecipar este juízo, como foi o caso de Belsazar e Herodes.

O rei Belsazar promoveu uma grande festa em seu palácio, convidando todas as autoridades de seu reino. No meio da festa ordenou que fossem trazidos os vazos de ouro e prata que Nabudonossor trouxera do templo de Jerusalém, usando-os para beberem vinho em louvor aos seus deuses. Foi quando, subitamente, apareceu uns dedos de homens escrevendo na parede uma mensagem enigmática: “MENE, MENE, TEQUEL, UFARSlM”. “Nisto ficou o rei Belsazar muito perturbado, e se lhe mudou o semblante; e os seus grandes estavam perplexos” (Dn 7:9). Daniel foi introduzido no palácio, revelou o significado daquelas palavras e, por conta do juízo divino, naquela mesma noite Belsazar foi morto (Dn 7:30). Algo similar aconteceu com Herodes. No dia em que recebera os reis de Tiro e Sidom, tendo vestido suas vestes reais e sentado no trono para dirigir-lhes a palavra, o povo, ao ouvir o rei, exclamou: “É a voz de um deus, e não de um homem” (At 12:22). Naquela mesma hora “o anjo do Senhor o feriu, porque não deu glória a Deus; e, comido de vermes, expirou” (At 12:23). Assim o Senhor pode entrar em juízo diretamente com o homem sempre que Sua glória estiver sendo desafiada, como o Senhor fizera com Faraó, conforme está escrito:

“Portanto dize aos filhos de Israel: Eu sou Jeová; eu vos tirarei de debaixo das cargas dos egípcios, livrar-vos-ei da sua servidão, e vos resgatarei com braço estendido e com grandes juízos. Eu vos tomarei por meu povo e serei vosso Deus; e vós sabereis que eu sou Jeová vosso Deus, que vos tiro de debaixo das cargas dos egípcios. Eu vos introduzirei na terra que jurei dar a Abraão, a Isaque e a Jacó; e vo-la darei por herança. Eu sou Jeová.” (Ex 6:6-8)

Do mesmo modo Deus resgatará Israel do jugo de Satanás durante a septuagéssima semana de Daniel, em meio a duas séries de juízos: proveniente das trombetas tocadas e das taças derramadas, culminando com a batalha de Armagedon, quando o próprio Senhor Jesus Cristo descerá com Seus santos para prender Satanás, o falso profeta e a besta, dando inicío ao Seu governo milenar e eterno. O detalhe que passa despercebido é que o Senhor executará seus juízos em resposta às orações de Seu povo feita em todas as eras (Ap 8:3). Foi assim que aconteceu também no Egito. Israel, após quatrocentos anos de cativeiro, chegou um instante em que não suportou mais o jugo egícpio. Foi quando todo o povo clamou ao Senhor, tendo sido ouvido por Deus, conforme Moisés relatou:

“Então disse o Senhor: Com efeito tenho visto a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores, porque conheço os seus sofrimentos; e desci para o livrar da mão dos egípcios, e para o fazer subir daquela terra para uma terra boa e espaçosa, para uma terra que mana leite e mel; para o lugar do cananeu, do heteu, do amorreu, do perizeu, do heveu e do jebuseu. E agora, ei s que o clamor dos filhos de Israel é vindo a mim; e também tenho visto a opressão com que os egípcios os oprimem.” (Ex 3:7-9)

O clamor do povo de Deus resulta de três perspectivas distintas. Primeiro é fruto da promessa dada por Deus acerca do destino final proposta ao Seu povo. Desde o chamamento de Abraão o Senhor se comprometeu com o Seu povo de dar-lhe uma terra que mana leite e mel, a terra de Canaã (Gn 15:18-21). Do mesmo modo o Senhor prometeu à igreja, corpo de Cristo, ser herdeira em Cristo Jesus do reino de Deus (Rm 8:17), quando haverá de ter autoridade sobre as nações, regendo-as com vara de ferro (Ap 2:26,27). Assim, quem tem a perspectiva da promessa de Deus sabe ser peregrino na terra e clama para que venha o reino de Deus, conforme o Senhor nos ensinou a orar ao Pai (Mt 6:10). O clamor decorre também em razão da justiça divina, bem como de Sua santidade. Deus é santo e não pode compactuar com o pecador, razão porque o justo ora dizendo: “cesse a maldade dos ímpios, mas estabeleça-se o justo; pois tu, ó justo Deus, provas o coração e os rins” (Sl 7:9), pois “Deus é um juiz justo, um Deus que sente indignação todos os dias” (Sl 7:11). A oração continua dizendo:

“Se o homem não se arrepender, Deus afiará a sua espada; armado e teso está o seu arco; já preparou armas mortíferas, fazendo suas setas inflamadas. Eis que o mau está com dores de perversidade; concedeu a malvadez, e dará à luz a falsidade. Abre uma cova, aprofundando-a, e cai na cova que fez. A sua malvadez recairá sobre a sua cabeça, e a sua violência descerá sobre o seu crânio. Eu louvarei ao Senhor segundo a sua justiça, e cantarei louvores ao nome do Senhor, o Altíssimo.” (Sl 7:12-17)

O clamor, portanto, procede do profundo desejo do justo que prevaleça a justiça divina sobre toda impiedade. Por fim, o clamor decorre do sofrimento do justo por causa da opressão do ímpio. O Senhor conhece nossas dores, sabe de nossas fragilidades e fraquezas, sabe que somos carne (Is 53:4). O próprio Senhor se compadece de nós porquanto foi tentado em tudo sem jamais ter pecado (Hb 4:15), tendo Ele próprio “oferecido, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que podia livrar da morte, e tendo sido ouvido por causa da sua reverência” (Hb 5:7). Assim nosso clamor se unirá ao do Senhor, quando o Senhor nos vingará de toda opressão, conforme está escrito: “Minha é a vingança, eu retribuirei, diz o Senhor” (Rm 12:19b). 

pensador

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“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

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