A volta de Jesus Cristo

Deus sela seu povo, nada poderá lhe tocar

“E vi outro anjo subir do lado do sol nascente, tendo o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, quem fora dado que danificassem a terra e o mar, dizendo: Não danifiques a terra, nem o mar, nem as árvores, até que selemos na sua fronte os servos do nosso Deus. E ouvi o número dos que foram assinalados com o selo, cento e quarenta e quatro mil de todas as tribos dos filhos de Israel” (Ap 7:2-4)

Deus dissera a Faraó, no Egito, que ele deveria permitir o povo de Deus sair do Egito. Faraó recusou-se. Uma série de 10 pragas abateu sobre o Egito. Moisés feriu as águas, tornando-as sangue, matando todos os peixes, sinal este replicado pelos magos (Ex 7:20-22);  rãs subiram do rio, feito imitado pelos magos (Ex 8:6,7); piolhos infestaram o Egito, feito que os magos não conseguiram reproduzir (Ex 8:17,18); enxame de moscas assolaram o Egito, fazendo Deus distinção, protegendo Seu povo (Ex 8:23,24); todo o gado do Egito foi morto, menos o de Israel (Ex 9:6); tumores e ulceras acometeu todo o egípcio (Ex 9:11); saraiva, misturada com fogo se derramou sobre o Egito, menos nas terras dos judeus (Ex 9:23-26); gafanhotos cobriram os céus do Egito, comendo toda erva do campo (Ex 10:13-15); todo o Egito foi coberto por trevas espessas que impossibilitavam um ver ao outro (Ex 10:21); por fim todo primogênito egípcio foi morto, inclusive o filho de Faraó, permanecendo vivos apenas os de Israel por causa do sangue nos umbrais das portas (Ex 12:28-30).

É interessante observar que até as duas primeiras pragas atingiram indistintamente os dois povos: Israel e Egito. Desde a terceira praga em diante Israel recebeu uma proteção especial do Senhor. Deus assim procedeu para que o Egito soubesse que o Senhor é Deus (Ex 8:22). O mesmo acontece na seqüência selos, trombetas e taças. Quando da abertura dos selos Israel não teve nenhuma proteção especial. Este período coincidiu com a grande tribulação (Ap 3:10), tempo que a mulher outrora vestida em glória (Ap 12:1) agora estava em fuga, escondendo-se do grande dragão, período este que durou três anos e meio (Ap 12:6). Na abertura do quinto selo soubemos que os mártires continuaram morrendo até completar seu número (Ap 6:11). Então entre a abertura do sexto e sétimo selo vemos estes mesmos mártires agora na glória, adorando a Deus trajados de compridas vestes brancas (Ap 7:13). Concomitantemente são selados 144.000 judeus (Ap 7:4). Por este ato Deus estava preparando seu povo de Israel para o tempo mais terrível da história humana, conhecido como “o dia do Senhor” – a septuagésima semana de Daniel (Dn 9:27), período este que perdurará por sete anos.

Durante todo o período da septuagésima semana de Daniel o selo de Deus (Ap 7:2) contrastará com a marca da besta (Ap 13:16). Os juízos de Deus são necessários e justos, contudo a misericórdia divina é imensurável, por isso não podemos perder de vista que a soberania divina perpassa em todos os seus juízos. Para marcar os 144.000 judeus, Deus ordenara aos anjos que retivessem “os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem contra árvore alguma” (Ap 7:1). Outro anjo recebeu ordem para impedir que a terra e o mar fossem danificados até todos serem selados (Ap 7:2). Foram selados 12.000 judeus de cada uma das tribos de Israel: da tribo de Judá, de Rúben, de Gade, de Aser, de Naftali, de Manassés, de Simeão, de Levi, de Issacar, de Zabulom, de José e de Benjamim. É interessante notar que nesta lista foi acrescido um filho de José, neto de Jacó: Manassés e foi retirado um filho de Jacó: Dã. Se pergunta porque Dã foi excluído desta lista. Uma das explicações estaria na profecia feita por Jacó, pouco antes de sua morte:

“Dã julgará o seu povo, como uma das tribos de Israel. Dã será serpente junto ao caminho, uma víbora junto à vereda, que morde os calcanhares do cavalo, de modo que caia o seu cavaleiro para trás. A tua salvação tenho esperado, ó Senhor!” (Gn 49:16-18)

Sabemos que o filho da perdição, o homem do pecado (II Ts 2:3) receberá o trono e a autoridade do grande dragão (Ap 13:2), sendo este “a antiga serpente, que se chama o Diabo e Satanás, que engana todo o mundo” (Ap 12:9). É provável que o filho da perdição seja da tribo de Dã, razão porque Jacó ter feito a menção de ser ele a serpente junto ao caminho e, em seguida, clamado pela salvação do Senhor. É fato que o filho do pecado, o anticristo, firmará um pacto com Israel (Dn 9:27). Para que este pacto seja aceito por Israel, o anticristo terá que ter descendência judaica, pois neste caso seria recebido como sendo um messias. Jesus fizera menção deste fato ao declarar:

“Eu vim em nome de meu Pai, e não me recebeis; se outro vier em seu próprio nome, a esse recebereis.” (Jo 5:43)

O anticristo virá “segundo a eficácia de Satanás com todo o poder e sinais e prodígios de mentira” (II Ts 2:9). Antes de mostrar sua verdadeira natureza será revestido como ministro da justiça, porquanto o próprio Satanás se disfarça em anjo de luz (II Co 11:14,15). Deste tempo o Senhor Jesus declarou:

“Se, pois, alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! ou: Ei-lo aí! não acrediteis; porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Eis que de antemão vo-lo tenho dito.” (Mt 24:23-25)

Em que pese a grande operação de erro enredada por Satanás através do homem do pecado, o povo de Deus não será enganado, antes o próprio Senhor há de selar com selo de Deus os 144.000 judeus:

“Estes são os que não se contaminaram com mulheres; porque são virgens. Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá. Estes foram comprados dentre os homens para serem as primícias para Deus e para o Cordeiro. E na sua boca não se achou engano; porque são irrepreensíveis.” (Ap 14:4,5)

Será incomensurável a fúria do diabo contra os escolhidos de Deus, contudo estes estarão protegidos pelo Senhor, circundados com o favor e os cuidados do Senhor (Sl 5:12). Com segurança Israel poderá louvar ao Senhor como fizera o rei Davi dizendo:

“O Senhor é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador; o meu Deus, o meu rochedo, em quem me refúgio; o meu escudo, a força da minha salvação, e o meu alto refúgio.” (Sl 18:2)

pensador

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“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

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