Reflexões

É preciso escolher entre os céus e a terra

Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, (Ef 1.3)

Se há algo que desejamos intensamente é sermos bem sucedido em tudo quanto fazemos. Infelizmente a queda do homem, com a consequente introdução do pecado tornou o resultado do nosso empreendimento imprevisível. Podemos ou não alcançar êxito no que fazemos, a impressão que temos é que na média, perdemos mais do que ganhamos. E não é sem razão, pois a maldição lançada na queda do homem resultou em espinhos e abrolhos, que se traduzem em toda sorte de dificuldade, obstáculos, tribulações e problemas que se interpõem entre nós e o sucesso.

Por sucesso definimos como aquilo que intentamos conseguir, desde que empreendamos esforço para alcançar. A necessidade de termos meta começa pelas coisas mais básicas da vida, como alimentar-se, vestir-se e ter um canto para repousarmos. Podemos comer por meio de ticket alimentação, vestir-nos pagando à prestação e residirmos quitando o aluguem mensalmente. Dia após dia, entra e sai mês, vamos lutando pela sobrevivência, sendo assaltado por inúmeras preocupações, pois nunca sabemos como será o dia de amanhã. Como entender então toda sorte de benção espiritual que recebemos da parte de Deus?

Grande parte da humanidade tem estas bênçãos espirituais com tanto desprezo que este espectro de incredulidade envolve a própria igreja enquanto corpo de Cristo, razão da advertência do Senhor: “O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera” (Mt 13.22). Por esta declaração podemos entender que se focarmos na luta pela sobrevivência, buscarmos por comida na mesa, veste no corpo, travesseiro na cabeça, haveremos de perder de vista tudo que foi alcançado por nós em Cristo Jesus. Como impedir que isso aconteça?

Primeiro é preciso lançar o manto do medo para longe. Há um temor generalizado no ar que se não nos esforçamos por nossa sobrevivência, haveremos de padecer necessidade. Como não temos segurança que nossos esforços serão suficientes geramos um laço mental que se retroalimenta, buscando meios para garantir nossa existência. Preocupamo-nos desmedidamente com o futuro, afastando nossa mente da busca do reino de Deus em primeiro lugar. É como se pudéssemos criar realidades pela força do esforço mental que fazemos em responder às nossas necessidades. O resultado é um coração sobrecarregado, inerte para com as realidades divinas, como se elas não tivessem o poder de nos amparar em nossas necessidades. Ledo engano! O medo é péssimo conselheiro.

Depois precisamos compreender as reais implicações das bênçãos celestiais em nosso cotidiano. Quais bênçãos são referenciadas pelo apóstolo Paulo? Na sequencia do texto estas bênçãos celestiais são listadas: fomos escolhidos por Deus antes da fundação do mundo; fomos predestinados para sermos adotados como filhos de Deus; fomos redimidos pelo sangue de Jesus derramado na cruz; e haveremos de nos reunirmos com o Senhor para sempre adentrando na eternidade futura (Ef 1.4-10). A parte final, de nos encontrarmos com Cristo em um futuro próximo, poderia nos trazer certa insegurança, ao que Paulo complementa dizendo que fomos selados com o santo Espírito da promessa (Ef 1.13), razão porque nosso destino eterno é tão certo quando foi nossa escolha antes mesmo que destino houvesse.

Voltemos agora ao que haveremos de comer, vestir ou habitar. Todas estas coisas estão restritas a esta dispensação. Quer lutemos por nossa sobrevivência, sobrecarregando nosso coração com os cuidados desta vida, quer sejamos empreendedores prósperos, tendo fartura em nossa mesa, roupas de marca e verdadeiros palácios como moradia, nenhuma delas poderá acrescentar um único dia de vida em nossa existência, quando a morte vier, elas não hão de se opor e seremos tragados pelo véu do esquecimento. Quando despertarmos do sono da morte mediante a ressurreição, descobriremos tardiamente que salvos fomos porque esta benção foi alcançada pela graça, mediante a fé, não por obra para evitar trazer a nós qualquer tipo de glória (Ef 2.8,9), mas perdemos galardões preciosíssimos porque cruzamos nossa existência sem demonstrar nenhuma gratidão para com aquele que remiu nossa alma, perdoou nossos pecados e deu-nos uma nova vida por meio do Seu bendito Espírito Santo.

Paulo, convicto da importância das coisas do céu em detrimento aos tesouros da terra, proclama quão bendito é o que Deus tem nos reservado e nos conclama a colocar todo nosso esforço mental em compreender esta bendita verdade de termos sidos abençoados com toda sorte de bênçãos espirituais nos lugares celestiais. Quem se habilita em compreender estas verdades com profundidade, fazendo calar e sossegar sua alma, impedindo-a de ser consumida pelos cuidados desta vida ou pela sedução das riquezas?

pensador

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“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

 

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