Editoriais 2008

Editorial: Intentou, faça

“agora, pois, levai a termo a obra, para que, assim como houve a prontidão no querer, haja também o cumprir segundo o que tendes.” (II Co 8:11)

No contexto da instrução do apóstolo Paulo, houve um momento que foi levantado uma oferta na igreja de Coríntios para saciar a fome do povo cristão em Jerusalém. Ná época houve uma grande crise alimentar (At 11:27-30). Muitos se dispusaram em ofertar. Agora Paulo os exortava dar cabo em suas intenções.

Quantas vezes nós também não dispomos a fazer alguma coisa e, por uma série de razões, deixamos cair no esquecimento. É o curso de ingles ou de música que ficaram inconclusos; propomos-nos consagrar ao Senhor no domingo para esquecermos do compromisso na segunda; muitos são chamados para a obra de Deus e protelam indefinidamente.

Assim procedeu a tribo de Rubens. Quando convocados por Débora para a guerra, conceberam muitas formas de lutar, todavia não foram à guerra, preferiram ficar cuidando de suas ovelhas (Jz 5:15,16). Neste aspecto o sábio Salomão adverte seriamente sobre votos não cumprindos, complementando que Deus não se agrada de tolos (Ec 5:4). Tolo é alguém desprovido de inteligência. Por que é tão importante cumprir o que se propôs? Qual a relação entre a tolice e a violação do voto?

É simples: a intenção é como uma semente, uma vez concebida prossegue até se concretizar no seu fruto. Quando intentamos fazer algo, nosso cérebro recebe uma ordem para empreender o que se propôs. Imperceptivelmente vamos nos estruturando para ter o que desejamos. Todavia se não formos até o fim, se desistirmos, nosso cérebro entra em colapso. Logo o cérebro deduz que nada é sério, agindo como uma terra árida. Assim, quem intenta e não realiza estereliza sua própria mente. Portanto ou faça ou desista de vez.

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