Editoriais 2008

Editorial: Na crise financeira busque a Deus

“Não levantarão, pois, todos estes contra ele um provérbio e um dito zombador? E dirão: Ai daquele que acumula o que não é seu! (até quando?) e daquele que se carrega a si mesmo de penhores!” (Hc 2:6)

A teologia da prosperidade pode estar preste a receber seu golpe de misericórdia. Isto porque muito da riqueza adquirida pelos cristãos se deu no rastro do crédito fácil, como foi o caso das hipotecas nos EUA. Naquele país está chegando a hora de pagar a conta, pois os americanos estão diante de uma crise talvez maior que a de 1929.

O endividamento se tornou uma bola de neve. A dívida hipotecária nos EUA está por volta de US$ 12 trilhões. Já a dívida governamental mundial saltou de US$ 10 trilhões na década de 80 para US$ 167 trilhões em 2006. O Brasil não está isento desta situação, pois de 1999 para 2006 os empréstimos pessoais saltaram de R$ 40 bilhões para R$ 357 bilhões; os cartões de crédito de 2000 para 2008 pularam de R$ 119 milhões para R$ 466 milhões.

O fato é que nesta semana o quarto maior banco americano pediu concordata, depois de ter perdido este ano US$ 7 bilhões por conta dos créditos hipotecários. As consequencias são imprevisíveis, com efeito em cascata no mundo tudo. E os analistas financeiros dizem que a crise está apenas começando.

Sábio foi o conselho do apóstolo Paulo – não dever nada senão o amor (Rm 13:8). Todavia muitos entraram em rota de colisão por causa do endividamento. Resta agora clamar por miserícordia, seguindo o exemplo da viuva endividada que recorreu a Eliseu. Ele orientou a fazer um balanço do que tinha e colocar-se na presença de Deus (II Rs 4:4). Com isso ela amortizou a dívida e abriu seu próprio negócio.

 

Leave a Comment