Editoriais 2008

Editorial: Orando alinhado com Deus

“Naquele dia nada me perguntareis. Em verdade, em verdade vos digo que tudo quanto pedirdes ao Pai, ele vo-lo concederá em meu nome. Até agora nada pedistes em meu nome; pedi, e recebereis, para que o vosso gozo seja completo.” (Jo 16:23,24)

Se há algo que empolga o cristão é fazer petições a Deus. Os pedidos são tanto quanto as necessidades, seja por causas na justiça, emprego, saúde, prosperidade, relacionamentos, vitórias. A lista é interminável. O curioso é que praticamente não há orações de agradecimentos, feito um pedido, logo surge outro e outro e outro. Também não há uma verificação pormenorizada se o Senhor está respondendo, pede-se agora, logo esquece que pediu e assim vai. Poucos examinam se sua oração está em conformidade com a vontade de Deus, se atende a si mesmo é o que basta.

O interessante é que os discípulos, logo após a ressurreição, fizeram uma pergunta ao Senhor: “Senhor, é nesse tempo que restauras o reino a Israel?” (At 1:6). Jesus Cristo ressurreto não respondeu a esta questão, antes declarou que não lhes competia saber das coisas que Deus reservara para si. Assim não é toda oração que o Senhor atende, somente aquelas que estão em conformidade com a vontade de Deus (I Jo 5:14).

Alguns interpretes apontam para três direções em relação a esta palavra do Senhor. Primeiro há uma referência explicita ao Espírito Santo, que nos ajudaria em nossas fraquezas, intercedendo por nós (Rm 6:26). Como o Senhor logo seria morto, ressurreto e elevado aos céus seriam impossível aos discípulos pedirem diretamente a Ele, teriam de fazê-lo ao Pai em nome de Jesus. A outra é que o privilégio da oração respondida é dada a todos quanto se apresentam como discípulos do Senhor, dispondo sua vontade para fazer a vontade de Deus (Ef 5:17).

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