Editoriais 2008

Editorial: Tendo cuidado com o que pensamos

“derribando raciocínios e todo baluarte que se ergue contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência a Cristo” (II Co 10:5)

Quem dera todos os pensamentos que pensamos fossem nossos pensamentos pensados. Todavia não temos a primazia de pensar por nós mesmo em tudo quanto pensamos. Sofremos interferências, apesar de quase nunca estarmos cientes delas. Uma das principais interferências são os dardos inflamados do maligno. Vamos ler atentamente esta referência bíblica:

“tomando, sobretudo, o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno.” (Ef 6:16)

Satanás, por meio de sua corja, tem a prerrogativa de incutir setas de pensamentos em nossa mente como faz o ventríloquo ao projetar voz num objeto inanimado. Geralmente estas setas de pensamento adentram em nossa mente na primeira pessoa, do tipo: “eu não gosto disto…”. É comum retrucarmos a este pensamento com outro ainda mais incisivo: “realmente eu não gosto disto, aliás, detesto”. Aparentemente estamos concordando conosco mesmo, todavia este pensamento é na verdade um pegar carona na seta que adentrara. Se o primeiro pensamento fosse realmente nosso não precisaríamos confirmar a assertiva.

Nós precisamos nos equipar com o escudo da fé porque muitos destes pensamentos são imediatistas, querendo nos fazer crer que as promessas de Deus em nossa vida não hão de se cumprir. Quando somos tentados a desistir, por exemplo, de nosso conjugue porque nos sentimos incomodados com o comportamento deles, devemos retrucar a estes pensamentos repreendendo a Satanás, dizendo: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa” (At 31:16).

Precisamos aprender a conduzir  nosso pensamento cativo a Cristo, repreendendo tudo aquilo que não se alinha com a palavra de Deus. Foi deste modo que Jesus agiu com Pedro quando percebeu que suas palavras não eram condizentes com a cruz (Mt 16:23).

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