Cartas

Jogar baralho é Pecado?

A CONSULTA

Graça e Paz irmão em Cristo!

Querido gostaria que me fosse mostrado biblicamente se jogar truco é pecado, pois se for eu pequei este final de ano. Este final de ano joguei com minha família truco e fui parabenizado por minha atitude, pois me disseram:

Cara parabéns! Você é 10, não é crente xarope e brinca conosco.

Gostei de ouvir isso, fiquei muito feliz, porém não tenho certeza se é pecado ou não jogar truco. Se for gostaria de saber o por que, pois brinquei com eles e num vi pecado nenhum nisso.

A RESPOSTA

“Fará ele aliança contigo, ou o tomarás tu por servo para sempre? Brincarás com ele, como se fora um pássaro, ou o prenderás para tuas meninas?” (Jó 46:4,5)
 
 “E as ruas da cidade se encherão de meninos e meninas, que nelas brincarão.” (Zc 8:5)

A essência da vida cristã está em amar a Deus e ao próximo. Este amor nos remete a algo muito precioso, que é envolver-nos com àqueles que vivem conosco, nos relacionar com profundidade, conhecer um ao outro. Faço uma proposta para colocar isso em prática: reúna seus conhecidos, amigos ou mesmo parentes. Coloque-os todos sentados numa roda e, começando em Gênesis, vá ministrando a eles até chegar no Apocalipse. Como não são poucos os textos, você poderia perpetuar esta prática indefinidamente. Creio que seus convidados se sentiriam muito bem com este tipo de “sociabilidade”.

Obviamente a proposta é uma ironia, todavia se observamos como a moderna mentalidade cristã esta desenhando o comportamento das pessoas nas igrejas, ser cristão se resume neste tipo de atitude e nada mais. Tudo que não possui este esquadro é pecado. Não é por outro motivo que os não crentes estão tachando os cristãos de seres xaropes, chatos, inconvenientes, estraga prazeres, fanáticos e outros adjetivos similares.

Nós tínhamos que ser tão leves que qualquer brisa do vento nos moveria em direção ao nosso semelhante (Jo 3:8), seja para socorrê-lo à beira do caminho cheio de compaixão (Lc 10:33), seja para conversar com ele à beira de um poço de água (Jo 4:6) ou à beira do rio (At 16:13),  seja para brincar no passeio público (Zc 8:5). Em todos estes encontros uma coisa deveria caracterizar o cristão, como está escrito:

“Aquele que tem a noiva é o noivo; mas o amigo do noivo, que está presente e o ouve, regozija-se muito com a voz do noivo. Assim, pois, este meu gozo está completo.” (Jo 3:29)

Gozo, alegria, leveza de alma, encontros, desencontros, perdão, conforto, intimidade, compartilhamento – alegrando-se com os que se alegram, entristecendo-se com os que se entristecem (Rm 12:15). E o que tem isso tudo com o jogo senão um meio para estar junto e compartilhar momentos de alegria! Não resta dúvida que temos um foco o qual nunca podemos perder de vista: a salvação das almas (I Pd 1:9), contudo é preciso estratégia, tal como a de Paulo:

“Fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, como se estivesse eu debaixo da lei (embora debaixo da lei não esteja), para ganhar os que estão debaixo da lei; para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei. Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns. Ora, tudo faço por causa do evangelho, para dele tornar-me co-participante.” (I Co 9:20-23)

Nada é mais precioso que gastar tempo para estar com os que você ama, não é o que você está fazendo que vai definir se você é cristão ou não, pois o que contamina o homem não é o que entra pela boca, mas o que sai do coração (Mt 15:17,18), é sua postura nas palavras que usa, como está escrito:

“Andai em sabedoria para com os que estão de fora, usando bem cada oportunidade. A vossa palavra seja sempre com graça, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um.” (Cl 4:5,6)

Brinque com seus amigos sem medo de ser feliz, apenas de não se deixar levar pelo comportamento deles se este não estiver em conformidade com as escrituras (I Pd 4:3). E sua postura que conta, não o modo como se aproxima das pessoas.

Um abraço em Cristo.

Cezar

pensador

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“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

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