Depoimentos

Ministrações via MSN

Amiga: Fale-me um pouco como você desenvolve seu ministério de aconselhamento via MSN.

Cezar: Como tive oportunidade de trabalhar no notebook com o MNS aberto, eu conseguia atender pessoas sem prejuízo ao serviço que eu estava desenvolvendo. Como tenho facilidade para me concentrar à partir de onde posto meus olhos e como não perco o fio do raciocínio do que estou fazendo em diferentes tarefas, conversar no MSN enquanto trabalho acaba por se constituir em um descanso para a mente. Entenda, digamos que eu tenha que fazer um cálculo matemático em planilha Excel. Ao mesmo tempo que o faço, estou a conversar. Alterno de uma tela para outra sem prejuízo algum ao que estou fazendo, ou seja, em espaço mínimo de três minutos, posso desenvolver cálculo complexo no Excel e ainda assim responder a questões existenciais de alguém no MSN.

Cezar: É como se minha mente fosse suspensa ao deslocar-me para uma tela a outra e só voltasse a funcionar quando volto para aquela mesma tela. Geralmente enquanto a pessoa está escrevendo algo, é tempo mais do que suficiente para que eu possa fazer qualquer outra atividade no notebook. Não tenho que ficar pensando no que a pessoa vai escrever, apenas aguardo a escrita terminar, volto, leio e respondo o que é necessário, voltando a minha atividade anterior naturalmente. Agora, por exemplo, enquanto falo com você estou a ler um artigo. Geralmente a pessoa não percebe que estou a fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo.

Amiga: Eu não consigo isso, se tiver que fazer algo, preciso estar totalmente voltada para o que estou fazendo.

Cezar: Entendo, este é o normal das pessoas. Eu tive oportunidade de desenvolver intenso ministério de aconselhamento via MSN, quase todos eles centrado em uma única cidade no Nordeste do País. À medida que eu ajudava uma pessoa, ela me indicava a outra e assim, com o tempo, cheguei a atender mais de cinquenta pessoas nesta cidade em um período de três ou quatro anos.

Cezar: Foram atendimentos nas mais diferentes situações: pessoas foram libertas de maconha e cocaína, casais com gravidez precoce casaram-se, casais que estavam separados voltaram.

Amiga: Que benção!

Cezar: Eu desenvolvi uma habilidade que, para mim, um ponto no MSN já é, por si só um livro, pela amplitude de significações que ele traz. Por exemplo, dependendo do modo como a pessoa me diz “oi”, já consigo saber se ela está estressada ou não, percebo se este “oi” é ou não uma oportunidade para ministração.

Amiga: É prático isso.

Cezar: Sim, eu tenho o dom que chamaria: “peso da palavra do Senhor” onde cada palavra tem seu peso devido e o modo como ela é usada me faz perceber toda uma situação que a pessoa está vivendo. É por conta deste dom que consigo ajudar pessoas.

Amiga: É algo de Deus, mesmo.

Cezar: Como diz o apóstolo Pedro, não é nada pessoal, é que sobre mim repousa a glória de Deus. A gente pensa que se acha, quando vê é Deus por detrás da gente, então é melhor já de antemão não se achar nada. Mesmo porque está escrito:

SENHOR, tu nos darás a paz, porque tu és o que fizeste em nós todas as nossas obras. (Is 26.12)

Amiga: É verdade.

Cezar: Paulo escreveu a mesma coisa de outro modo:

não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus (II Co 3.5)

Amiga: Duro e chegar nesse nível de entendimento. Podemos passar por muitos problemas na vida, podemos não desistir fácil e continuar acreditando na vitória, todavia uma coisa é certa, realmente no fundo sabemos que nada conseguiríamos se não fosse por Jesus.

Cezar: Sim, verdade. Nós precisamos aprender a entender a tribulação em dois aspectos.

Amiga: Lá vem você…

Cezar: O primeiro é entender a importância de passarmos por tribulações. Pedro e Tiago nos ensinam que a tribulação tem o poder de nos fazer crescer na fé. Agora, o segundo aspecto é este, quando um determinado tipo de tribulação acontece reinterada vezes, sempre no mesmo perfil, do mesmo modo, com os mesmos resultados previsíveis, então precisamos ponderar seriamente porque estamos passando pelas mesmas experiências, como se fosse ciclos existenciais.

Cezar: Digo isso porque Jesus disse a Pedro: – Satanás pediu para cirandar você, eu roguei ao Pai para você não perder a fé, quando converter confirma seus irmãos. (Lc 22.31,32). Assim, o segundo aspecto da tribulação que temos de estarmos atento diz respeito àquele que nós mesmos provocamos. Entenda uma coisa, no meio da tribulação perder a fé não nos traz mérito algum, porque esta fé é fruto da intercessão do Senhor – roguei ao Pai para você não perder a fé. Nosso problema, neste caso, não é a fé, mas nossa dificuldade em reconhecer os erros que praticamos determinantes para a manutenção da tribulação em nossa vida.

Amiga: No entanto existem situações que não temos direção sobre o que fazer senão orar e entregar tudo ao Senhor.

Cezar: Sim, por isso fiz referencia sobre como devemos considerar quando permanecemos no mesmo tipo de tribulação, como se ela fosse cíclica em nossa vida. Note uma coisa: Isaque orou 20 anos para sua esposa para ter filhos mas findo este tempo, ele passou a um novo patamar com Deus.

Amiga: Nós não permanecemos em tribulação porque queremos, tive a impressão com sua resposta que muitas vezes estamos em tribulação por escolha nossa. É isso mesmo?

Cezar: Sim, foi isso que eu disse. Vamos voltar a Pedro. Jesus declarou que ele haveria de ser cirandado, mas que só sairia desta condição em se convertendo, até lá sua fé seria sustentada. O mesmo se deu com Jó, ele só mudou sua condição, só virou seu cativeiro depois de compreender o propósito divino e dizer: – arrependo-me do que falei. Assim muitas de nossas tribulações são perpetuadas por nós mesmo por não entendermos a vontade de Deus no contexto dela.

Cezar: Jesus disse aos discípulos: – atravessem o mar. E o Senhor seguiu junto com eles, dormindo no barco. O mar ficou revolto e os discípulos acordaram Jesus com medo. Então, na segunda vez, Jesus ficou na praia e deixou eles irem sozinho. E novamente o mar ficou revolto. Em Lucas é dito que eles não pararam de remar em direção ao destino final. Nesta segunda vez os discípulos ficaram com medo não por causa das ondas, mas por causa da presença de Jesus que fora inesperada, visto estar Ele andando sobre as águas. Antes eles ficaram com medo do mar e não de Jesus, agora ficaram com medo de Jesus, não do mar. Ou seja, tinham aprendido a lição na segunda tribulação.

Cezar: Tem gente que passa a mesma lição uma infinidade de vez e nem percebe que é uma lição, então são obrigados a vivenciar existencialmente a mesma experiência até aprender.

Amiga: Isto se aprender.

Cezar: Exato, se aprender, por isso Paulo disse para não sermos insensatos, antes devemos entender qual se a vontade de Deus.

Amiga: Rsrs.

Cezar: Rsrs. É sempre uma possibilidade não aprender e ficar passando pelo mesmo problema indefinidamente. Se você não buscar a sabedoria de Deus para enfrentar suas tribulações, talvez nem saiba que existe uma saída para a tribulação que você experimenta.

pensador

              http://cezarazevedo.com.br/plano-de-salvacao-por-pergunta/

              http://cezarazevedo.com.br/estudo-para-novo-convertido-0110/

              http://cezarazevedo.com.br/estudo-para-batismo-0110/

              http://cezarazevedo.com.br/ministracao-para-libertacao-interior-e-perdao/

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

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