A volta de Jesus Cristo

O arrebatamento pode ser antes do que você pensa

“E ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; olhai não vos perturbeis; porque forçoso é que assim aconteça; mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino; e haverá fomes e terremotos em vários lugares. Mas todas essas coisas são o princípio das dores. Então sereis entregues à tortura, e vos matarão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo muitos hão de se escandalizar, e trair-se uns aos outros, e mutuamente se odiarão. Igualmente hão de surgir muitos falsos profetas, e enganarão a muitos; e, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo. E este evangelho do reino será pregado no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.” (Mt 24:6-14)

Se alguém se deslocar de uma região para outra por meio terrestre a primeira pergunta que lhe vem à mente é: qual a distância entre as duas cidades? Se a distância for de 1.000 km, o cálculo seguinte é: quanto tempo durará esta viagem? Tendo a distância e o período de tempo gasto, nenhuma análise se faz acerca do número de cidades existentes no percurso. Obviamente atravessar uma cidade se faz numa velocidade bem menor que o percurso na estrada, contudo, na média se calcula entre 15 a 17 h de viagem. Algo assim acontece na leitura da profecia feita pelo Senhor acerca dos últimos dias. Os discípulos haviam perguntado a Jesus Cristo como seriam a queda do templo de Jerusalém, os sinais da volta de Cristo e do fim do mundo (Mt 24:3).

No mínimo os discípulos estavam falando de um período de tempo superior a 2.000 anos, observados a partir de nossa contemporaneidade. A queda do templo se deu 40 anos depois do Senhor ter profetizado que não ficaria pedra sobre pedra (Mt 24:2). A leitura usual feita pelos expositores bíblicos do texto é retilínia, não leva em conta eventos distinto nem marcação de tempo detalhada. É como se os expositores considerassem os 1.000 km de estrada sem levar em conta as cidades intermediárias por não acharem que fará alguma diferença. Assim o tempo em que haverá guerras e rumores de guerra diz respeito ao mesmo tempo em que se levantará nação contra nação. Desde modo o texto é pregado como se os eventos mencionados pelo Senhor Jesus fosse um único evento. No entanto uma leitura minuciosa do texto nos permite observar três marcadores de tempo:

“… ainda não é o fim…” (Mt 24:6)
“… todas essas coisas são o princípio das dores…” (Mt 24:8)
“…então virá o fim.” (Mt 24:14)

A leitura isolada destes textos não nos permite compreender a que período da história se reporta cada um dos marcadores temporais, contudo associando a predição feita pelo Senhor Jesus com as profecias do Apocalipse nos permite compreender os interstícios de tempo. O primeiro período é caracterizado por “guerras e rumores de guerras” (Mt 24:6). Este período vai desde a morte e rerrurreição do Senhor até o arrebatamento da igreja. Dentre as guerras que tivemos neste período, citamos a primeira e segunda guerra mundial, ocasião que morreram mais de 50 milhões de pessoas. Ainda hoje convivemos com a possibilidade da terceira guerra mundial e de conflitos isolados entre nações. Um detalhe é que mesmo a primeira e segunda guerra mundial não se pode dizer que nação se levantou contra nação porquanto nem todas as nações da terra participaram diretamente da batalha. No livro do Apocalipse este período é coincidente com as “coisas que são”, retratadas nas cartas às sete igrejas da Ásia – a chamada dispensação da graça.

O segundo interstício de tempo diz respeito ao “princípio das dores”, período este em que se “levantará nação contra nação, e reino contra reino; e haverá fomes e terremotos em vários lugares” (Mt 24:7). Este período reporta-se às condições da terra após o arrebatamento da igreja, momento este em que a restrição será totalmente retirada para a manifestação do anticristo (II Ts 2:7). Então serão abertos os sete selos, tempo que perdurará por tres anos e meio, no qual a mulher outrora vestida de glória (Ap 12:1), isto é, a igreja antes de ser arrebatada, agora tem de enfrentar a ira do grande dragão (Ap 12:6). Será quando, dentre os selos, se abrirá o segundo selo, quando o cavalo vermelho há de tirar a paz da terra de modo que os homens matar-se-ão uns aos outros (Ap 6:4). Neste tempo haverá de morrer ¼ da humanidade (Ap 6:8) e os santos serao duramente perseguidos pelo dragão, tendo o diabo autoridade de Deus para torturar e matar os santos (Ap 13:7). Também será o tempo em que o evangelho do reino será pregado no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações para só então vir o fim, o outro interstício de tempo profetizado pelo Senhor (Mt 24:14). Os mártires deste período poderão ser vistos na abertura do quinto selo (Ap 6:9).

O terceiro intersítico de tempo referenciado como sendo: “então virá o fim” (Mt 24:12) é coincidente com a abertura do sexto selo, momento em haverá um grande terremoto, o sol se tornando negro, a lua vermelha e as estrelas caindo na terra, fazendo o céu se recolher como pergaminho (Ap 6:12,13). O medo tomará conta dos habitantes da terra ao ponto de exclamarem aterrorizados: “Caí sobre nós, e escondei-nos da face daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; porque é vindo o grande dia da ira deles; e quem poderá subsistir?” (Ap 6:16,17).  Este período durará 7 anos, conhecidos como a septuagéssima semana de Daniel (Dn 9:27), no meio do qual o anticristo irá profanar o templo de Jerusalém que na época haverá de estar reconstruído (Mt 24:15). Assim podemos dizer que os interstícios de tempos citados pelo Senhor Jesus correspondem aos seguintes períodos:

Desde a morte e ressurreição de Jesus Cristo até a ressurreição e arrebatamento da igreja: “… ainda não é o fim…” (Mt 24:6)

Desde o arrebatamento da igreja até a assinatura do acordo entre o anticristo e Israel, durando três anos e meio: “… todas essas coisas são o princípio das dores…” (Mt 24:8)

Desde o acordo entre o anticristo e Israel até a volta do Senhor Jesus Cristo, durando sete anos: “…então virá o fim.” (Mt 24:14)

Uma das consequencias imediatas desta percepção dos interstícios do tempo é que a maioria dos cristãos pensa que a volta de Jesus Cristo para arrebatar a igreja só se dará depois que o evangelho for pregado em todo o mundo (Mt 24:14). Assim olham nas estatisticas e dizem: não preciso me preparar para a volta de Cristo. Ledo engano. A igreja será arrebatada e só então o evangelho do reino será pregado a todas as nações, isto é, os povos serão evangelizados intensamente depois do arrebatamento da igreja. Portanto vigie e ore, o arrebatamento pode ser mais cedo do que você pensa.

pensador

    http://cezarazevedo.com.br/plano-de-salvacao-por-pergunta/

    http://cezarazevedo.com.br/estudo-para-novo-convertido-0110/

    http://cezarazevedo.com.br/estudo-para-batismo-0110/

    http://cezarazevedo.com.br/ministracao-para-libertacao-interior-e-perdao/

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

Leave a Comment