Reflexões

O papel da igreja diante do desgoverno

e disse: Este será o direito do rei que houver de reinar sobre vós: ele tomará os vossos filhos e os empregará no serviço dos seus carros e como seus cavaleiros, para que corram adiante deles; (I Sm 8.11)

Crise é o nome dado ao dia de hoje. Os temas se multiplicam: corrupção, inflação, elevação de juros, má aplicação e malversação dos recursos públicos, ineficiência dos serviços públicos, falta de investimento em infraestrutura, etc. etc. etc.. Recuando poucos dias atrás, se percebe que já havia cheiro de queimado no ar, pois esta última eleição presidencial foi das mais difíceis já enfrentada por candidatos a esta vaga.  Quem ganhou o fez por margem muito pequena, no mínimo deveria colocar à mão na consciência e reconhecer que sua reeleição já estava sendo colocada em dúvida, seus atos de governo deveriam ser revistos. O fato é que a crise se agrava cada dia, não há prenúncio de saída no horizonte.

Situações como esta, como toda e qualquer outra que se apresente aos cristãos, deveria nos fazer retornar as escrituras. A palavra de Deus é pródiga em exprimir a perspectiva divina em todas as situações existenciais, governos não poderiam ficar de fora. Israel era governado por juízes, homens escolhidos por Deus para estar à frente de seu povo, julgar suas causas, liderar suas guerras. O último destes juízes foi Samuel, que também era profeta. Ao fim de sua carreira o povo achou por bem escolher para si um rei tendo como parâmetro os governos das nações vizinhas. Este é o maior problema do ser humano, escolher seu referencial entre os homens, olhando para seu semelhante, nunca para Deus que o criou. Nós somos fortemente influenciados por nossos cinco sentidos, ocorre que Deus só pode ser conhecido, adorado e crido por meio da fé, um sentido não natural e dado pelo próprio Deus a cada um de nós.

Samuel falava de contínuo com Deus. O Senhor, criador dos céus e da terra não é indiferente aos nossos problemas, antes está sempre pronto a nos ouvir, desde que nos aproximemos dEle em Seus próprios termos. Em resposta ao pedido do povo Deus concedeu a Israel um rei, contudo avisou a todos que seu governo não traria os resultados esperados pelo simples fato dele estar mais interessado em salvaguardar seus próprios interesses que atender as necessidades do povo. Pior, o próprio Deus fez questão de salientar que haveria aumento vertiginoso da carga tributária, que o resultado do labor praticamente seria expropriado pelo rei, que a paz do lar seria traumaticamente afetada. O quadro pintado por Deus está hoje estampado em todos os jornais. Vemos uma nação refém dos desmandos do governo, que não reconhece seus erros e ainda transfere a conta para o contribuinte.

Quando comparamos uma realidade e outra descobrimos duas coisas importantes: primeiro temos responsabilidade nas escolhas que fizemos mediante o voto. Ainda que a imensa maioria não tenha votado no governo, pelo sistema político vigente ele foi democraticamente eleito. Outro aspecto a considerar é que, voltando para a história de Israel, depois de feito a escolha temos de arcar com as consequências de nossos atos, mesmo aqueles que não votaram a favor. O que fazer nestas circunstâncias? Muito já está sendo feito nas mais diversas instâncias: vemos setores do judiciário investigando crimes de corrupção, setores do congresso questionado atos de governo, setores expressivos da sociedade indo a rua manifestar sua indignação. Por outro lado a palavra de Deus nos instrui o que devemos fazer enquanto cristãos. Leiamos:

Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito. (I Tm 2.1,2)

O final da exortação feita pelo apóstolo Paulo acerca da atitude que devemos adotar diante do governo aponta para seu objetivo: podermos viver tranquila e mansamente. A condição exige que oremos ao Senhor nosso Deus do mesmo modo como Samuel soube levar, em seu tempo, todas as petições do povo ao Senhor. Nas ruas se multiplicam o clamor para o povo se mobilizar em indignação contra este governo, as igrejas devem conclamar o povo de Deus a buscar a face do Senhor para que tenha misericórdia de nossa terra. Somente o Senhor na causa poderemos alcançar o que de fato precisamos para viver neste mundo: um governo justo que busque o bem comum. Oremos, pois!

pensador

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“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

 

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