A volta de Jesus Cristo

O templo de Deus é medido, ficou de fora a terra

“Foi-me dada uma cana semelhante a uma vara; e foi-me dito: Levanta-te, mede o santuário de Deus, e o altar, e os que nele adoram. Mas deixa o átrio que está fora do santuário, e não o meças; porque foi dado aos gentios; e eles pisarão a cidade santa por quarenta e dois meses.” (Ap 11:1-3)

Uma das obras mais esperadas pelos judeus de todos os tempos é a reconstrução do templo de Jerusalém, principal centro de culto do povo de Israel. Este templo fora destruído pelos romanos sob o comando do general Tito no ano 70 d.C, restando tão somente o muro das lamentações. O muro se tornou um local sagrado para os judeus, onde clamam dioturnamente para que a glória de Israel seja restaurada e o templo reconstruído. O impedimento maior para a execução desta obra é a Cúpula da Rocha ou Domo da Rocha, nome atribuído aos alicerces onde está edificada a Mesquita de Omar, patrimônio histórico reconhecido pela UNESCO, um dos dos maiores centros de adoração dos mulçumanos. Isto porque segundo a tradição este local foi palco da ascensão de Maomé para o paraíso, sendo por esta razão mais venerada pelos mulçumanos que Medina ou Meca. O domo da Rocha foi construído em 691 d.C pelo califa de Damasco.

Se hoje há uma impossibilidade político, diplomática, religiosa e cultural para o templo de Jerusalém ser reconstruído, as profecias bíblicas indicam que haverá o tempo em que todo impedimento será removido e o templo reconstruído. A restauração de Israel foi profetizada por Ezequiel, tendo declarado que Israel seria tirado de sua sepultura (Ez 37:13), ou seja, tomado dentre as nações e reconduzido à sua terra (Ez 37:21), quando o santurário será reestabelecido (Ez 37:26), fazendo saber às nações que Deus se voltou para Israel em pacto eterno (Ez 37:28). Em relação a este cenário Ezequiel teve uma visão de Deus. Ele viu “um homem cuja aparência era como a do bronze, tendo na mão um cordel de linho e uma cana de medir; e ele estava em pé na porta” (Ez 40:3). Todos os espaços do templo foram medidos meticulosamente, o que proporcionou a glória do Senhor entrar no templo, enchendo-o completamente (Ez 43:4,5), ao que o Senhor declarou:

“E disse-me: Filho do homem, este é o lugar do meu trono, e o lugar das plantas dos meus pés, onde habitarei no meio dos filhos de Israel para sempre; e os da casa de Israel não contaminarão mais o meu nome santo, nem eles nem os seus reis, com as suas prostituições e com os cadáveres dos seus reis, nos seus altos” (Ez 43:7)

O Senhor acrescentou dizendo:

“Tu pois, ó filho do homem, mostra aos da casa de Israel o templo, para que se envergonhem das suas iniqüidades; e meçam o modelo. E se eles se envergonharem de tudo quanto têm feito, faze-lhes saber a forma desta casa, a sua figura, as suas saídas e as suas entradas, e todas as suas formas; todas as suas ordenanças e todas as suas leis; escreve isto à vista deles, para que guardem toda a sua forma, e todas as suas ordenanças e as cumpram. Esta é a lei do templo: Sobre o cume do monte todo o seu contorno em redor será santíssimo. Eis que essa é a lei do templo.” (Ez 43:10-12)

A palavra de Deus garante que o templo será reconstruído, contudo o caminho não será tão retilínio. Isto porque o templo de Israel será reedificado sob a proteção do anticristo. Quando o pacto for selado, estará incluso entre suas cláusulas esta obra (Dn 9:27), razão porque o Senhor manifestou seu juízo por meio do profeta Isaías:

“Ouvi, pois, a palavra do Senhor, homens escarnecedores, que dominais este povo que está em Jerusalém. Porquanto dizeis: Fizemos pacto com a morte, e com o Seol fizemos aliança; quando passar o flagelo trasbordante, não chegará a nós; porque fizemos da mentira o nosso refúgio, e debaixo da falsidade nos escondemos. Portanto assim diz o Senhor Deus: Eis que ponho em Sião como alicerce uma pedra, uma pedra provada, pedra preciosa de esquina, de firme fundamento; aquele que crer não se apressará. E farei o juízo a linha para medir, e a justiça o prumo; e a saraiva varrerá o refúgio da mentira, e as águas inundarão o esconderijo. E o vosso pacto com a morte será anulado; e a vossa aliança com o Seol não subsistirá; e, quando passar o flagelo trasbordante, sereis abatidos por ele.” (Is 28:14-18)

Para entender o contexto dos juízos divinos é preciso compreender que o templo na terra tem o mesmo modelo do céu. Deus dera ordem a Ezequiel de medir o modelo, portanto não se estava medindo o templo de Israel em Jerusalém, que é apenas uma “figura e sombra das coisas celestiais” (Hb 8:5, 9:23,24). Logo após ter sido arrebatado, João se viu diante de uma porta aberta no céu (Ap 4:1) e a primeira coisa que viu foi um trono e um assentado sobre o trono (Ap 4:2). Num outro momento se abriu o “santuário de Deus que está no céu” e foi vista a arca do pacto de Deus com Israel (Ap 11:19). Na seqüência dos eventos o “santuário do tabernáculo do testemunho no céu” (Ap 15:5) e do santuário de Deus sairam sete anjos com as sete pragas. Desde então lemos:

“E o santuário se encheu de fumaça pela glória de Deus e pelo seu poder; e ninguém podia entrar no santuário, enquanto não se consumassem as sete pragas dos sete anjos.” (Ap 15:8)

Agora podemos entender porque foi dada ao anjo para medir “o santuário de Deus, e o altar, e os que nele adoram” (Ap 11:1), deixando de fora da medida o “atrio que está fora do santuário” (Ap 11:2). É que o santuário é o céu. O diabo já fora expulso do céu e caira na terra (Ap 12:9). Em caindo na terra, o dragão deu sua autoridade à besta saida do mar (Ap 13:2), que é o homem do pecado, o filho da perdição (II Ts 2:3). Assim, se o mundo já jaz no Maligno (I Jo 5:19), por este tempo estará todo ele revestido de trevas, com os gentios plenamente autorizados a pisar em Jerusalém, por três anos e meio (Ap 11:3), tempo este demarcado pela abominação que o anticristo há de impor dentro do templo de Jerusalém (Mt 24:15), edificado quando do pacto de Israel com o anticristo (Dn 9:27). A abominação posta no interior do templo marca o início da marcha das nações contra Jerusalém na batalha de Armagedon (Ap 16:16, 19:19). A batalha de Armagedon marcará o fim do poder de Satanás e o início da purificação da terra. Então se cumprirá a palavra do Senhor, quando o céu se encontrará com a terra:

“E exultarei em Jerusalém, e folgarei no meu povo; e nunca mais se ouvirá nela voz de choro nem voz de clamor. Não haverá mais nela criança de poucos dias, nem velho que não tenha cumprido os seus dias; porque o menino morrerá de cem anos; mas o pecador de cem anos será amaldiçoado. E eles edificarão casas, e as habitarão; e plantarão vinhas, e comerão o fruto delas.” (Is 65:19-21)

pensador

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“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

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