A volta de Jesus Cristo

Os súditos do reino

“E olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o Monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que traziam na fronte escrito o nome dele e o nome de seu Pai.” (Ap 14:1)

Há um princípio na palavra de Deus que perspassa toda a revelação: ainda que o pecado abunde, superabunda a graça (Rm 5:20). Esta verdade é tanto mais significativa quando nos é apresentado à marca da besta – 666, pois imediatamente nos é mostrado o Cordeiro, Cristo Jesus, com os 144.000 judeus sobre o Monte Sião. Mesmo porque está escrito: “aqueles que confiam no Senhor são como o monte Sião, que não pode ser abalado, mas permanece para sempre” (Sl 126:1).  E, se há um povo que experimentou a proteção de Deus, este foi Israel. Quando sairam do Egito em deslocamento para Canaã, Israel tinha um contingente de 600.000 homens, sem contar as crianças (Ex 12:37). Pela natureza da viagem o povo prosseguia lentamente. Nada impediria o exército de Faraó destruí-lo, assim pensava o rei do Egito. Contudo quando empreenderam esta missão foram impedidos por Deus. Primeiro o Senhor abriu o mar Vermelho para Israel cruzar a pé enxuto (Ex 14:22), depois criou uma barreira de proteção entre Israel e o exército de Faraó por meio de uma coluna de fogo (Ex 14:19), então desparafusou as rodas dos carros do exército, causando grande reboliço entre eles, por certo porque à medida que alguns carros tombavam, outros passavam por cima, criando a maior confusão (Ex 14:25). Por fim o Senhor fez cair as águas do mar Vermelho sobre o exército matando todos os soldados de Faraó (Ex 14:27,28). Então Israel cantou, dizendo:

“O Senhor é a minha força, e o meu cântico; ele se tem tornado a minha salvação; é ele o meu Deus, portanto o louvarei; é o Deus de meu pai, por isso o exaltarei. O Senhor é homem de guerra; Jeová é o seu nome. Lançou no mar os carros de Faraó e o seu exército; os seus escolhidos capitães foram submersos no Mar Vermelho. Os abismos os cobriram; desceram às profundezas como pedra. A tua destra, ó Senhor, é gloriosa em poder; a tua destra, ó Senhor, destroça o inimigo.” (Ex 15:2-6)

Do mesmo modo os 144.000 judeus trarão consigo uma grande multidão que cantarão seu canto de vitória diante do trono, primeiro em adoração ao Cordeiro que os remiu, depois porque permaneceram fieis até o fim, não se deixando contaminar pelo mundo. O segredo da vitória dos judeus selados foi o de se deixar guiar pelo Cordeiro em todo o tempo (Ap 14:4). Tal como Enoque esta multidão adou com Deus mesmo em meio ao período mais negro, corrupto e ímpio da história, são os que se converteram durante a septuagésima semana de Daniel pela pregação do evangelho eterno (Ap 14:6).

O evangelho eterno (Ap 14:6) é distinto do evangelho de Deus pregado pelo apóstolo Paulo (Rm 1:1), também conhecido como evangelho da graça de Deus (At 20:24) em razão de ser o evangelho da graça ter por foco os nascidos de novo, que são os cidadãos do reino de Deus (Jo 3:5), enquanto que o evangelho eterno se destina aos súditos do reino de Deus, caracterizados por aqueles que temem ao Senhor e lhe dão glória (Ap 14:7), vindos de toda nação, tribo, língua e povo (Ap 14:6). Este é um tema deveras controverso, contudo precisamos entender um aspecto importante concernente ao reino de Deus. Sabemos que a promessa aos vencedores será o de reger as nações com vara de ferro (Ap 2:26,27). A pergunta que quase ninguém faz é: quem serão estas nações? O Senhor nos responde apresentando-os por meio dos critérios de escolha de todos quantos farão parte deste contingente conforme está escrito:

“Quando, pois vier o Filho do homem na sua glória, e todos os anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; e diante dele serão reunidas todas as nações; e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos; e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos à esquerda.” (Mt 25:31-33)

O tempo em que o Senhor vier na Sua glória será no tempo da batalha de Armagedon, quando Satanás, o falso profeta e a besta (o anticristo) serão presos, sendo Satanás amarrado (Ap 20:2) e o falso profeta juntamente com a besta lançados no lado de fogo e enxofre (Ap 19:20). Depois todos os que restarem vivos em todas as nações serão reunidos diante do trono para ser-lhes declarado o destino deles. É quando serão separadas as ovelhas dos cabritos, ou seja, aqueles que cuidaram do seu próximo daqueles que endureceram complemamente seu coração em desprezo ao ser humano (Mt 25:31-46). Então se cumprirá a profecia feita por Zacarias:

“Então todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém, subirão de ano em ano para adorarem o Rei, o Senhor dos exércitos, e para celebrarem a festa dos tabernáculos. E se alguma das famílias da terra não subir a Jerusalém, para adorar o Rei, o Senhor dos exércitos, não cairá sobre ela a chuva. E, se a família do Egito não subir, nem vier, não virá sobre ela a chuva; virá a praga com que o Senhor ferirá as nações que não subirem a celebrar a festa dos tabernáculos. Esse será o castigo do Egito, e o castigo de todas as nações que não subirem a celebrar a festa dos tabernáculos.” (Zc 14:16-19)

Uma das grandes distinções entre os súditos e os “nativos” do reino, entendendo por “nativos” os nascidos de novo, é que estes são um número determinado e finito porque não se casarão, portanto não haverá procriação entre eles, antes serão como os anjos no céu (Mt 22:30), enquanto que os súditos se multiplicarão conforme está escrito:

“O mais pequeno virá a ser mil, e o mínimo uma nação forte; eu, o Senhor, apressarei isso a seu tempo” (Is 60:22)

Se por um lado os súditos do reino hão de procriar, por outro continuarão sujeitos à morte, pois quem pecar será amaldiçoado (Is 65:20) porque toda rebeldia será imediatamente julgada pelo Senhor e por seus santos, que estarão regendo as nações com vara de ferro (Ap 2:27) conforme está escrito:

“E acontecerá que desde uma lua nova até a outra, e desde um sábado até o outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o Senhor. E sairão, e verão os cadáveres dos homens que transgrediram contra mim; porque o seu verme nunca morrerá, nem o seu fogo se apagará; e eles serão um horror para toda a carne.” (Is 66:23,24)

Para compreender a razão porque teremos no reino de Deus súditos e “nativos”, precisamos voltar no jardim do Éden. Deus criou o primeiro casal para viver para sempre em plena comunhão com Deus, se alimentando da árvore da vida e cumprindo a missão de dominar e sujeitar a terra. Com a queda eles foram sentenciados à morte. Todavia Deus colocou em curso o plano de redenção por meio do sangue de Cristo derramado. Todo aquele que crerem será salvo, isto é, sobre eles não mais haverá a possibilidade da segunda morte. Dentre estes estarão os amigos do noivo (todos os salvos do Antigo Testamento), a noiva (todos os que aplicaram sobre si a justificação e a santificação, tidos por vitoriosos nos termos das promessas dadas às sete igrejas do Apocalipse), os mártires (todos os que morreram em Cristo durante a grande tribulação) e os salvos (todos aqueles que aceitaram a Cristo como Salvador desde a cruz até o arrebatamento). Todos estes fazem parte do grupo pertencente à primeira ressurreição e serão reis e sacerdotes diante de Deus, não tendo poder sobre eles a segunda morte (Ap 20:6). Por outro lado todos aqueles que não pertencem a este grupo estarão, por consequencia, sujeitos à segunda morte, estes são os suditos do reino.

Na segunda morte serão julgados sumariamente todos aqueles que já incorreram na condição básica para a sentença final, isto é, passaram pela primeira morte. É por esta razão que o juízo final dará inicio logo após o final do milênio, quando o mar, a morte e o hades hão de entregar seus mortos para serem julgados (Ap 20:11-13). Todavia hão de estar vivo um grande contingente de pessoas após a batalha de Armagedon, que adentrarão no Milênio. Os tais permanecerão vivo desde que adorem a Deus e se alimentem da árvore da vida, sendo as folhas desta árvore cura para as suas feridas (Ap 22:2). Contudo se não andarem no temor do Senhor, antes pecarem contra Deus serão imediatamente julgados e mortos. Então suas obras serão avaliadas do mesmo modo que foram as obras daqueles que passaram pelo juízo final, sendo depois lançados no lago de fogo e enxofre (Is 66:24). De certo modo os súditos do reino serã uma resposta indireta à queda. A proposta do diabo era: vocês podem viver sem a comunhão com Deus. Dos que cairam haverá tres grupos: o primeiro responderá com um sonoro não, pois precisam da graça e serão alcançados por ela, vivendo para sempre com o Senhor; o segundo grupo dirá: “podemos, contudo se andarmos no temor do Senhor, não seremos consumidos”, estes são os súditos do reino; o terceiro grupo dirá: não podemos”, trazendo para si a condenação eterna. Então entenderemos a palavra do Senhor, que diz:

“E tu, ó homem, que julgas os que praticam tais coisas, cuidas que, fazendo-as tu, escaparás ao juízo de Deus? Ou desprezas tu as riquezas da sua benignidade, e paciência e longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te conduz ao arrependimento? Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus, que retribuirá a cada um segundo as suas obras; a saber: a vida eterna aos que, com perseverança em favor o bem, procuram glória, e honra e incorrupção; mas ira e indignação aos que são contenciosos, e desobedientes à iniqüidade; tribulação e angústia sobre a alma de todo homem que pratica o mal, primeiramente do judeu, e também do grego; glória, porém, e honra e paz a todo aquele que pratica o bem, primeiramente ao judeu, e também ao grego; pois para com Deus não há acepção de pessoas. Porque todos os que sem lei pecaram, sem lei também perecerão; e todos os que sob a lei pecaram, pela lei serão julgados.” (Rm 2:3-12)

pensador

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“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

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