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Pautando nossos relacionamentos pelos valores do reino de Deus

Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas. (Ef 2.10)

E, aproximando-se também o que recebera dois talentos, disse: Senhor, dois talentos me confiaste; aqui tens outros dois que ganhei.

Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. (Mt 25.22-23)

Cada um de nós nascemos com talentos, habilidades e potenciais dados por Deus. Não fomos criados para tão somente sobreviver neste mundo, mas com o propósito de refletirmos a imagem e semelhança de Deus. Mesmo com o pecado adentrando na história humana e deturpando o propósito divino, ainda assim aprouve a Deus resgatar um povo e restaurar sua sorte. Todos aqueles que crêem em Jesus foram restaurados nesta imagem divina, por identificar-se com a morte e ressurreição de Jesus Cristo no Calvário. Estes, por terem sido declarados justos diante de Deus em Cristo, agora não só tem o direito à vida eterna, como também podem usufruir ainda neste mundo de vida abundante, plena de realizações.

O que nós precisamos entender e nos ajustar é que esta obra salvítica gerou em nós uma nova natureza, completamente distinta daquela que antes guiava nossas escolhas e ações. O apóstolo Pedro, falando acerca destas realidades espirituais implantadas em nós, escreveu: “… pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude” (II Pd 1.3). Observe que, qualquer que sejam estas coisas que nos foram dadas, elas têm por objetivo nos conduzir aos valores do reino de Deus que se refletem em nossos relacionamentos com Deus e com nossos semelhantes. Paulo, fazendo ênfase a estes valores, os definiu nos seguintes termos: “… o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17).

Se analisarmos o modo como Paulo contrastou o reino de Deus, ao excluir a comida e bebida como característica do reino de Deus, enfatizou a justiça, a paz e a alegria como fruto do Espírito Santo que habita em nós. Como podemos entender estes valores à luz de nossos talentos, habilidades e potenciais? Consideremos o seguinte: ninguém pode viver sem comer, nem sem beber, isso é elementar. Contudo se o fizermos, o que de fato estamos conseguindo por nos alimentar adequadamente é dar continuidade à nossa vida nesta dimensão temporal. Por mais que nos apliquemos a nos alimentar com a melhor qualidade possível, haverá o dia que a vida terrena haverá de se exaurir, a morte tolherá sua continuidade. É assim com toda a humanidade, portanto, a alimentação, por si só, não nos levará a lugar algum, razão porque não é a qualidade do que comemos que define quem somos, mas o modo como interagimos enquanto nos alimentamos, por maios que seja os benefícios que esta alimentação nos traga.

O apóstolo Paulo fez menção sobre este contraste em outro lugar, escrevendo: “Não é a comida que nos recomendará a Deus, pois nada perderemos, se não comermos, e nada ganharemos, se comermos” (I Co 8.8). Ocorre que muitos de nós utilizam-se da alimentação para prevalecer sobre o outro, razão porque Paulo continuou argumentando: “E, por isso, se a comida serve de escândalo a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que não venha a escandalizá-lo” (I Co 8.13). O que podemos extrair deste contrate entre alimentação e reino de Deus é que há valores muito mais importantes, que devem balizar nosso relacionamento uns com os outros, que picuinhas que não nos levam a nada, antes se exaurem neste mundo. Quantos relacionamentos não foram quebrados por causa de política, futebol, relações comerciais e coisas desta natureza? A pergunta que devemos nos fazer para pautar nossos relacionamentos à luz do reino de Deus é esta: Se nós fizermos prevalecer nossa posição ao ponto de quebrar nossos relacionamentos, esta vitória nos dará frutos eternos? Se ao darmos prosseguimentos a este raciocínio percebermos o traço da morte ao final do caminho, então devemos reconsiderar. Nossos relacionamentos devem ser pautados por valores eternos, precisamos desenvolver em nós a consideração pelo outro, só assim haveremos de aplicar estes princípios em conformidade como a palavra de Deus nos ensina. 

pensador

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“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

 

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