A volta de Jesus Cristo

Quando o destino dos homens são os dos anjos caídos

“Depois destas coisas vi descer do céu outro anjo que tinha grande autoridade, e a terra foi iluminada com a sua glória. E ele clamou com voz forte, dizendo:

Caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios, e guarida de todo espírito imundo, e guarida de toda ave imunda e detestável.” (Ap 18:1,2)

Se tem um lugar cuja existência é altamente contestada, este é o inferno. Mesmo os ateus concebem o céu, basta olhar para cima, contudo nunca homem algum viu o inferno, até apontar a direção de sua existência é contraditório. Pela lógica, se o céu é para cima, o inferno necessariamente seria para baixo, é o que a palavra de Deus nos faz entender:

“Para o sábio o caminho da vida é para cima, a fim de que ele se desvie do Seol que é em baixo” (Pv 15:24)

“Ainda que cavem até o Seol, dali os tirará a minha mão; ainda que subam ao céu, dali os farei descer.” (Am 9:2)

Há, inclusive, um fato no ministério de Moisés que corrobora ser o inferno, também conhecido como Seol – o lugar dos mortos, no interior da terra. Moisés teve sua autoridade contestada por Corá. Então fez uma prova para com os rebeldes diante do povo de Israel. Que todo aquele grupo se reunisse num único lugar e, se Deus estivesse com Moisés, que estes homens morressem de modo completamente distinto de todos os homens, que fossem tragados pelo Seol (Nm 16:30). Vamos ler o que se passou então:

“E aconteceu que, acabando ele de falar todas estas palavras, a terra que estava debaixo deles se fendeu; e a terra abriu a boca e os tragou com as suas famílias, como também a todos os homens que pertenciam a Corá, e a toda a sua fazenda. Assim eles e tudo o que era seu desceram vivos ao Seol; e a terra os cobriu, e pereceram do meio da congregação, E todo o Israel, que estava ao seu redor, fugiu ao clamor deles, dizendo: não suceda que a terra nos trague também a nós.” (Nm 16:31-34)

O Seol aponta para o núcleo da terra, uma camada interior formada por uma parte sólida (núcleo interno) envolvida por uma líquida (núcleo externo). Segundo a Wikipédia “Esta camada líquida dá origem ao campo magnético terrestre devido aos movimentos de convecção do seu material, que é electricamente condutor”. A composição do núcleo externo é formada por ferro metálico, enxofre, silício, oxigénio, potássio e hidrogénio e o interno “composto de ferro e níquel, e é sólido porque, apesar das imensas temperaturas, está sujeito a pressões tão elevadas (cerca de 3,5 milhões de atmosferas) que os átomos ficam compactados” (Wikipédia). A Bíblia faz referência a esta constituição do núcelo interno nos seguintes termos:

“Pois para eles a profunda escuridão é a sua manhã; porque são amigos das trevas espessas” (Jó 24:17).

“Cordas de morte me cercaram, e torrentes de perdição me amedrontaram… Ele abaixou os céus e desceu; trevas espessas havia debaixo de seus pés.” (Sl 18:4,9)

Estas trevas espesas são produzidas pela forças de repulsão entre os átomos, que são vencidas pela pressão externa, e a substância acaba se tornando sólida. “A temperatura entre o núcleo e o manto é de cerca de 3.700°C, atingindo de 4.000 a 4.500°C no núcleo interno” (Wikipédia). Esta parte interna tem aproximadamente 3.400 km de raio. A parte externa do núcleo é formada por material líquido, incluindo o enxofre, cuja descrição se assemelha ao destino final do diabo e seus anjos, designado por “fogo eterno” (Mt 25:41), “lago de fogo” (Ap 20:15), mais precisamente “lago de fogo que arde com enxofre” (Ap 19:20), razão porque está escrito:

“também o tal beberá do vinho da ira de Deus, que se acha preparado sem mistura, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro. A fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso nem de dia nem de noite os que adoram a besta e a sua imagem, nem aquele que recebe o sinal do seu nome.” (Ap 14:10,11)

O lago de fogo e enxofre é o destino final dos anjos malignos e de todos os homens que forem reputados como “cabritos” (Mt 25:33), àqueles que em sua existência se recusaram terminantemente estender suas mãos ao próximo, não os alimentando, não saciando a sede deles, não os dando abrigo, não os vestindo, não os socorrendo em suas enfermidades, não dando-lhes dignidade nas prisões (Mt 25:42,43). A estes o Senhor declarou enfaticamente:

“Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos” (Mt 24:41)

E a junção dos juízos sobre os homens e os anjos caídos explica porque o juízo será tão duro para com a Babilônia. Esta cidade, como também sistema espiritual espúrio, fará pactos com as forças das trevas ao ponto de se tornar “morada de demônios, e guarida de todo espírito imundo, e guarida de toda ave imunda e detestável” (Ap 18:1,2) por se entregar completamente às abominações expressamente proibidas por Deus conforme está escrito:

“Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos. Não se achará no meio de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti.” (Dt 18:9-12)

A Babilônia foi fundada por Ninrode, conhecido como poderoso caçador diante do Senhor (Gn 10:9), expressão designativa para aqueles que negociam almas humanas, que era um dos produtos negociados pela Babilônia dos tempos finais (Ap 18:13). Este sistema religioso receberá duro juízo quando de sua queda por induzir a humanidade a compactuar com suas prostituições (Ap 18:3), razão porque o Senhor conclama, dizendo:

“Ouvi outra voz do céu dizer: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas. Porque os seus pecados se acumularam até o céu, e Deus se lembrou das iniqüidades dela.” (Ap 18:4,5)

pensador

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“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

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