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Se a meta é perpetuar a vida, para que Deus?

[Ao mestre de canto. De Davi, servo do SENHOR] Há no coração do ímpio a voz da transgressão; não há temor de Deus diante de seus olhos. (Sl 36.1)

A tarefa mais difícil dada a um mortal é compreender o coração de um homem. Na verdade é impossível, porquanto as escrituras declaram: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr 17.9). Certa feita o Senhor enviou Samuel para escolher um rei para Israel da família de Jessé. Tão logo ele bateu os olhos no filho mais velho, vendo sua pujança física, entendeu estar diante do rei, ao que o Senhor imediatamente falou: “Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o SENHOR não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o SENHOR, o coração. (I Sm 16.7)”. Entendido que ninguém está habilitado a entender o que se passa no íntimo de uma pessoa, vamos procurar compreender o diagnóstico dado pela palavra de Deus sobre o que se passa neste aspecto tão delicado.

Nós vivemos em uma sociedade, por conta disso, desenvolvemos um sistema que nos permite perpetuar a vida na terra. Enquanto percorremos o tempo da existência, muitas coisas construímos, seja no âmbito da agricultura, pecuária, indústria, comércio, serviços, como também nas atividades lúdicas, esporte, lazer, cultura, dentre tantas outras. No bojo de todas estas atividades alcançamos as mais diversas formas de realização pessoal e coletiva. Se o objetivo único de nossa sociedade fosse continuar nesta trajetória, perpetuando a vida, por certo alguém poderia considerar ser Deus um personagem absolutamente desnecessário. Não é sem razão que as escrituras dizem que o ímpio não tem o temor de Deus em seu coração.

Esta é uma verdade tão evidente que praticamente toda forma de comunicação entre os homens se dá sob a perspectiva que nós somos capazes de desenhar nosso próprio futuro, Deus é totalmente prescindível, aliás, indesejável. Deixando o ser divino de ser referencial, a vida em sociedade nada mais é que um ajustamento entre iguais segundo as conveniências temporais. O que era válido para gerações anteriores, agora pode ser execrado. Alias, na avaliação daqueles que tem o poder de mudar as leis e os costumes, estes entendem que o maior impedimento para a plena realização social, econômica e política são formas tradicionais de conceber a vida. Nesta perspectiva se combate tudo aquilo que se presume traga os resquícios das primitivas crenças. Como o entendimento é que Deus não existe, nenhum temor lhe é devido, estas crenças nada mais eram que superstições, sem nenhum fundamento de razoabilidade e ciência.

Se você tem dúvida sobre esta perspectiva, leia o jornal fazendo a seguinte checagem: tente encontrar qualquer menção a Deus, por menor que seja. Se houver, as vezes é quase impossível deixar de fazer alguma referência, esta menção é feita sob a égide da superstição ou da mandiga, com certo senso de ironia. Toda esta perspectiva nada mais retrata senão a revelação recebida pelo salmista acerca da real condição do coração do ímpio. Como disse antes, não é difícil compreender este raciocínio, pois se a grande meta existencial é a perpetuação da humanidade, tudo que é necessário seria liberar a sexualidade, qualquer que ela seja.

Outro aspecto interessante desta perspectiva diz respeito ao fato que qualquer olhar ao passado, nada evidencia que a história humana seja diferente deste modo de se encarar a existência. Afinal, sempre houve guerras, rumores de guerras, problemas ambientais das mais diversas ordens, como também pudemos experimentar avanços nas mais diferentes áreas, como se evidencia no quesito conhecimento, tecnologia e globalização.

Onde está o problema todo deste raciocínio? Lembra que eu disse que a grande meta é a perpetuação da vida? De fato, para este propósito, tudo quanto a sociedade precisa é continuar existindo. Para este propósito todos os esforços são realizados pelo conjunto da sociedade. Os que morreram, se bem viveram, deixaram suas marcas de muitas maneiras, perpetuando sua glória e seu nome. O problema deste raciocínio está em que a vida não termina com a morte. Leiamos: “… aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo” (Hb 9.27). Este é o drama: Deus é Deus, de eternidade a eternidade, Deus é Deus (Sl 90.2). Entra geração, vai geração, Deus permanece assentado em Seu trono no alto dos céus como está escrito: “SENHOR permanece no seu trono eternamente, trono que erigiu para julgar” (Sl 9.7). Estabelecido Seu trono, Deus poderia ficar indefinidamente aguardando este ciclo de vida e morte, até que chegasse a hora de instaurar o juízo final. Acerca deste evento lemos:

Vi um grande trono branco e aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros. (Ap 20.11-12)

O trono de Deus está estabelecido. A hora do juízo há de chegar, inevitavelmente. Nesta existência o ímpio prefere ignorar completamente esta realidade, olhando para trás, ignora qualquer sinal que evidência que Deus executa Seus juízos quando necessário. Graças a Deus, os que têm em seu coração o temor devido a Deus, estes buscam uma resposta divina e a encontram na cruz. Jesus morreu pelo pecador para reconciliá-lo com Deus, quem nele crer, ainda que morra, haverá de viver (Jo 11.25). Você crê nisso?

pensador

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“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

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