A volta de Jesus Cristo

Seja prudente para não experimentar a ira de Deus

“E ouvi, vinda do santuário, uma grande voz, que dizia aos sete anjos: Ide e derramai sobre a terra as sete taças, da ira de Deus.” (Ap 16:1)

Balaão ia em direção ao rei Baraque com o firme propósito de amaldiçoar Israel em troca de dinheiro. Um anjo se interpos em seu caminho com uma espada desembanhada e, se não fosse pela jumenta Balaão teria sido morto. Quando Balaão discerniu o que estava acontecendo, tendo seus olhos sido aberto pelo Senhor, o anjo lhe disse: “Eis que eu te saí como adversário, porquanto o teu caminho é perverso diante de mim” (Nm 22:32). Balaão esteve muito perto de experimentar a ira de Deus (Nm 23:22), isto porque para “com o puro te mostras puro, e para com o perverso te mostras contrário” (Sl 18:26),  visto que “o perverso é abominação para o Senhor” (Pv 3:32).  A ira de Deus se manifestará em sua plenitude na segunda metade da septuagéssima semana de Daniel, quando a perversidade na terra estará atingindo o auge, o ponto que exigirá a intervenção soberana e judiciosa da parte de Deus.

Para compreendermos a ira, precisamos nos reportar à soberania divina. Deus é o Senhor do Universo e a própria personificação do amor (I Jo 4:8). Seu amor é a expressão absoluta da bondade, portanto a completa exclusão da maldade. Sua bondade subsiste na santidade divina que não pode compactuar com a iniquidade. Portanto a ira de Deus é reflexo da indignação divina contra o pecado, ou seja, contra toda insubordinação à soberania divina. Esta manifestação da ira divina não é intempestiva, pois logo após o homem ter sido criado o Senhor Deus declarou que a desobediência seria punida com a morte, isto é, “se comer, morre” (Gn 2:17). O decreto só não foi sumariamente executado porque o Senhor deu a manifestar outro aspecto de Sua personalidade: a misericórdia, que é o tempo proporcionado por Deus para que Sua criatura se arrependa de sua rebelião, aceitando a justiça divina manifesta em Jesus Cristo. São as misericórdias de Deus a causa da humanidade não ter sido ainda consumida pela ira divina (Lm 3:22).

Quando Deus prometeu a Abraão a terra de Canaã, declarou ser necessário 400 anos antes do povo adentrar nela porque era o tempo para a medida da iniquidade dos povos da terra atingir seu ápice (Gn 15:16). Do mesmo modo a terra com um todo haverá de expandir sua medida do pecado até o ponto insuportável aos olhos divinos. Este ponto se dará quando um homem atingir a condição de personificar o próprio pecado, sendo este indivíduo conhecido nas escrituras como o anticristo. Acerca desta condição alcançada está escrito:

“Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição, aquele que se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, de sorte que se assenta no santuário de Deus, apresentando-se como Deus.” (II Ts 2:3,4)

O homem do pecado demonstrará em sua plenitude a completa e absoluta rebelião contra a soberania divina, conduzindo toda a humanidade de sua época contra Deus na chamada batalha de Armagon (Ap 16:16), momento em que “o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-Poderoso” estará pronto para ser pisado (Ap 19:15). O Senhor, ironizando a fúria das nações faz a seguinte convocação:

“Proclamai isto entre as nações: Preparai a guerra, suscitai os valentes. Cheguem-se todos os homens de guerra, subam eles todos. Forjai espadas das relhas dos vossos arados, e lanças das vossas podadeiras; diga o fraco: Eu sou forte. Apressai-vos, e vinde, todos os povos em redor, e ajuntai-vos; para ali, ó Senhor, faze descer os teus valentes. Suscitem-se as nações, e subam ao vale de Jeosafá; pois ali me assentarei, para julgar todas as nações em redor. Lançai a foice, porque já está madura a seara; vinde, descei, porque o lagar está cheio, os vasos dos lagares trasbordam, porquanto a sua malícia é grande. Multidões, multidões no vale da decisão! porque o dia do Senhor está perto, no vale da decisão.” (Jl 3:9-14)

Esta convocação, devidamente contextualizada, mostra a insensatez da moderna mentalidade cristã. Muitos pregadores se utilizam do texto que conclama o fraco a ser forte e ao povo estar no vale da decisão como uma convocação feita ao povo de Deus. Só se for o povo apóstota, porque esta convocação é para as nações se apresentarem para a batalha de Armagedon, que se dará no vale de Jeosafá. Liderado pelo homem do pecado, pelo filho da perdição, pelo anticristo, pela besta vinda da terra – enfim, pelo homem que há de receber sua autoridade do próprio dragão (Ap 13:2), todo este exercito será ferido pelo próprio Rei dos reis e Senhor dos senhores, Jesus Cristo, juntamente com Seus santos, conforme está escrito:

“E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava montado nele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga a peleja com justiça. Os seus olhos eram como chama de fogo; sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito, que ninguém sabia senão ele mesmo. Estava vestido de um manto salpicado de sangue; e o nome pelo qual se chama é o Verbo de Deus. Seguiam-no os exércitos que estão no céu, em cavalos brancos, e vestidos de linho fino, branco e puro. Da sua boca saía uma espada afiada, para ferir com ela as nações; ele as regerá com vara de ferro; e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-Poderoso. No manto, sobre a sua coxa tem escrito o nome: Rei dos reis e Senhor dos senhores.” (Ap 19:11-16)

Antes deste dia glorioso o Senhor estará fustigando o trono da besta com uma série de sete taças que hão de ser derramadas. A primeira taça há de lançar uma terrível chaga ruim e maligna nos homens que tiverem a marca da besta (Ap 16:2); a segunda taça irá matar todo ser vivente que estiver no mar (Ap 16:3); a terceira taça irá converter em sangue todas as fontes de água em vinganca à morte dos santos e dos profetas (Ap 16:4-7); a quarta taça irá abrazar os homens pelo calor do sol ao ponto de os levar a blasfemar contra Deus em clara demonstração da absoluta falta de disposição ao arrependimento (Ap 16:8,9); a quinta taça tornará o trono da besta excessivamente tenebroso ao ponto dos homens morderem suas próprias línguas forjadas na mentira, fazendo-os blasfemarem ainda mais contra a soberania divina (Ap 16:10,11); a sexta taça irá liberar espíritos imundos para convocar a humanidade para a batalha de Armageno, na tentativa extrema de impedir a volta de Jesus Cristo com Seus santos (Ap 16:12-16) e a sétima taça há de produzir um gigantesco terremoto na terra qual nunca houve jamais, quando tudo feito pelo homem há de ruir por terra (Ap 16:17-21). Este terremoto se equivale as implosões feita em edifícios para colocar toda a estrutura abaixo para a edificação de um novo prédio. Assim Deus estará destruíndo tudo quanto fora feito pelo homem porque estará chegando o dia de se manifestar o novo céu e a nova terra (Ap 21:1). Com esta última taça ficou definitivamente selado a sorte dos homens, que hão de experimentar a plenitude da ira divina com a volta triunfal do Senhor Jesus Cristo juntamente com Seus santos. Para fugir deste dia o salmista conclamou os homens ao arrependimentos nos seguintes termos:

“Por que se amotinam as nações, e os povos tramam em vão? Os reis da terra se levantam, e os príncipes juntos conspiram contra o Senhor e contra o seu ungido, dizendo:

Rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas.

Aquele que está sentado nos céus se rirá; o Senhor zombará deles. Então lhes falará na sua ira, e no seu furor os confundirá, dizendo:

Eu tenho estabelecido o meu Rei sobre Sião, meu santo monte.

Falarei do decreto do Senhor; ele me disse:

Tu és meu Filho, hoje te gerei. Pede-me, e eu te darei as nações por herança, e as extremidades da terra por possessão. Tu os quebrarás com uma vara de ferro; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro.

Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos instruir, juízes da terra. Servi ao Senhor com temor, e regozijai-vos com tremor. Beijai o Filho, para que não se ire, e pereçais no caminho; porque em breve se inflamará a sua ira. Bem-aventurados todos aqueles que nele confiam.” (Sl 2:1-12)

pensador

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“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

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