Mensagens

Somos vencedores nos termos de Deus

Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? (Rm 8.35)

O apóstolo Paulo faz uma afirmação esclarecedora – certas coisas não poderá nos separar do amor de Cristo. Em seguida ele cita sobre quais contextos está assegurando esta promessa: tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo ou espada. Estes contextos citados estão dentro de uma argumentação maior que se inicia no verso 31 e 31 deste capítulo 8 da carta aos Romanos. Para assegurar que Deus nos daria vitória sobre todas as coisas, Paulo fez questão de ressaltar a maior evidência comprovadora desta verdade, a de nosso Pai celestial ter entregue Seu próprio Filho por nós. Este ato de entrega não foi coisa de somenos importância, antes se constitui na maior demonstração de amor que Deus poderia dar ao ser humano. Isto porque ao fazer Seu amado Filho passar pela morte, sobre Ele recaiu o castigo que todos nós éramos merecedores. Com a morte de Cristo em nosso lugar, recebendo sobre si nossa condenação, nós, os que cremos nesta obra vicária, fomos declarados justificados perante Deus, nada mais podendo nos condenar. Neste excepcional ato de amor, Deus no deu a vida eterna por intermédio de Cristo Jesus, o Senhor.

Paulo, ao declarar que recebemos todas as coisas por causa da morte vicária de Cristo na cruz, enfatiza e aplica esta vitória de forma extremamente abrangente ao afirmar que ninguém poderá ser contra nós, pois Deus é a nosso favor, que graciosamente recebemos todas as coisas da parte de Deus por causa da obra de Cristo, que não podemos ser acusados nem condenados, pois somos justificados pelo próprio Senhor, que nada poderá nos separar do amor de Deus, razão porque somos mais do que vencedores por meio daquele que nos amou.

Para entendermos estas declarações de vitória, precisamos compreender o que é contraposto a ela. Nós habitamos em um mundo caído e maculado pelo pecado, que jaz no Maligno. Assim, tudo que há neste mundo, que traz consigo o propósito de perpetuar a vida nesta dimensão temporal, tem seu fim na sua própria natureza corrupta. Nada que possamos alcançar neste mundo que se traduza em bens, serviços, status, riqueza, dura ad eterno, ante se consome e dissipa com o tempo. Deus não poderia nos dar vitória sobre estas coisas porque elas são totalmente perecíveis por natureza. O apóstolo João traduziu esta verdade com as seguintes palavras:

Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência…” (I Jo 2.15-17)

Por este texto compreendemos que tudo quanto é passageiro não diz respeito ao que Deus têm nos dado, mesmo porque tem a marca do maligno nele, razão porque pertence a essa esfera de vida. Compreender esta verdade é um golpe mortal sobre nosso ego, porquanto nossa alma e corpo facilmente se identifica com estas coisas e as anelas como sendo essenciais para nossa sobrevivência. É por esta razão que Paulo cita quais são as circunstâncias que podem tirar de nossos olhos espirituais as vitórias que Deus tem nos dado. Se considerarmos cada uma delas: tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo ou espada, veremos que o elemento unificador de todas estas circunstâncias se constitui na morte terrena.

Há de se observar que temos a tendência de considerarmos o ganho nesta dimensão temporal como definidor de nossa existência: se somos prósperos, Deus é conosco, se nos falta qualquer destas coisas, temos de certificar se Deus continua a nosso favor, visto que em elas faltando, haveremos de morrer fisicamente. Se considerarmos atentamente o que acabamos de dizer, veremos que a afirmação que somos medidos pelo que temos e não pelo que somos, por nosso  sucesso nesta vida, não pelo que crescemos em Deus, traz consigo uma acusação e uma condenação. Somos acusados de não termos feito o suficiente e somos condenados como destituídos da graça de Deus. É contra este tipo de perspectiva que Paulo se arvora ao dizer que somos mais do que vencedores. Nada ganhamos se formos medidos pelo que este mundo chama de sucesso, nada perdemos se ele nos faltar, pois podemos confiar plenamente em Deus, visto que haveremos de ter vida eterna não pelo que somos ou temos, mas pelo que Cristo fez por nós.

pensador

    http://cezarazevedo.com.br/plano-de-salvacao-por-pergunta/

    http://cezarazevedo.com.br/estudo-para-novo-convertido-0110/

    http://cezarazevedo.com.br/estudo-para-batismo-0110/

    http://cezarazevedo.com.br/ministracao-para-libertacao-interior-e-perdao/

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

 

Leave a Comment