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Tenhamos compaixão pelas autoridades e intercedamos

Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terra. (Ap 11.18)

Caro amigo! Dileta amiga! Vivemos em tempos estranhos. Esta é uma frase recorrente de um dos ministros do Supremo Tribunal Federal. De fato é possível concordar com ele se olharmos profeticamente para este tempo. Estou fazendo esta consideração me lembrando de um texto bíblico muito específico. Leia por você mesmo: “Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis” (II Tm 3.1).

Quando leio este texto específico, me faço uma pergunta: – de que dias Paulo faz referência? Pedro, em seu discurso explicando acerca do derramamento do Espírito Santo no cenáculo, em Atos dos Apóstolos, capítulo 2, cita a profecia de Joel em que menciona a ocorrência deste evento como acontecendo nos “últimos dias” (At 2.17).

O autor aos Hebreus, por exemplo, anunciando o modo como Deus se comunica com o homem, dividiu a história em dois tempos: antes de Cristo e depois de Cristo. Neste sentido ele diz que o período que se inicia com o nascimento de Jesus e perdura até hoje é chamado de “últimos dias” (Hb 1.1).

O apóstolo Pedro também usa desta expressão para nos instruir que  nos “últimos dias” haverá escarnecedores dizendo que Jesus não voltará e que, desde a criação do mundo, tudo permanece como era, não havendo nenhum indício que o retorno de Jesus Cristo acontecerá (II Pd 3.3,4).

Por conclusão nós podemos dizer que vivemos os últimos dias da história desde a ressurreição de Jesus até Seu retorno eminente. Se você colocar esta revelação na linha do tempo, poderá argumentar comigo: – Cezar, já se passaram 2000 anos de história, não acha que é tempo demais? Realmente, se considerarmos esta linha do tempo, Jesus parece que está demorando, e muito. Ocorre que não existe nenhum ser humano que viveu por 2000 anos, sem vir a morrer. Aliás, a própria palavra de Deus declara qual é a longevidade esperada de um indivíduo. Leia por você mesmo:

Os dias da nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente, e nós voamos. (Sl 90.10)

Se você discordar de mim, dizendo que houve época da história que a longevidade não passava de 50 anos, até menos, então tudo que está me dizendo é que poucos passam dos 80 anos, como disse Moisés neste salmo. Com isso quero dizer que, apesar de termos 2000 anos de história, todos viveram mais ou menos a mesma faixa etária.

E por que é importante ter consciência desta verdade? Por que Jesus está voltando e, quando isso acontecer, uma trombeta soará, os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro, nós, os que estivermos vivos, seremos arrebatados para nos encontrar com Cristo nos ares. Então entenda isso, se Jesus voltar depois que eu ou você viermos a morrer, ainda assim virá para nós nos ressuscitando. Portanto, a vinda de Jesus impacta em todas as pessoas, de todas as épocas, desde a ressurreição de Jesus até os dias de hoje, igualmente. Todos têm de estarmos atento para a volta do Senhor.

Ademais, faço ainda uma observação levantando uma questão. Qual a diferença temporal para os que vão ressuscitar entre os que morreram a 2000 anos e quem morreu ontem? Nenhuma, pois quem morre perde a noção temporal, quando ressuscita para ele foi como abrir e fechar de olhos. A passagem do tempo não lhe afeta. Isso se tão somente considerarmos que os salvos em Cristo apenas dormem, aguardando o chamado daquela hora.

Uma vez compreendido que, na mediana, toda a humanidade possui do mesmo tempo de vida, das mesmas vinte e quatro horas diária, então podemos dizer que todos, indistintamente, vivemos em tempos trabalhosos. Seja por conta das guerras, das epidemias, dos cataclismos naturais, das secas, dos conflitos entre povos, raças, línguas e nações, o mundo não é um lugar tranquilo, ainda que muitos possam cruzar sua existência sem experimentar nenhuma destas vicissitudes.

Assim, tendo em vista que nosso tempo é curto, “Pois todos os nossos dias se passam na tua ira; acabam-se os nossos anos como um breve pensamento” (Sl 90.9), temos de considerar seriamente como os eventos escatológicos, aqueles que marcam os fins dos tempos, afetam nossas vidas. Vamos então refletir sobre o texto em pauta do livro do Apocalipse.

O livro do Apocalipse trata da revelação feita pelo próprio Senhor Jesus Cristo para a Sua igreja acerca dos tempos que vão desde sua ressurreição até o início da eternidade futura. Este tempo é dividido em três partes. Jesus colocou estes tempos nestes termos: “Escreve, pois, as coisas que viste, e as que são, e as que hão de acontecer depois destas” (Ap 1.19).

As coisas que João estava vendo diz respeito não só as revelações em si, como aos fatos pertinentes a seu tempo de vida, que está basicamente retratado no capítulo 1 deste livro. O capítulo 2 e 3 descrevem as condições da igreja desde o pentecostes, conforme relatado em Atos dos Apóstolos, capítulo 2, até a última igreja estiver na terra quando Jesus voltar. O capítulo 4 e 5 descrevem o que acontecerá no céu logo após a ressurreição e o arrebatamento da igreja, marcando o início da grande tribulação e do dia do Senhor. Do capítulo 6 em diante, a exceção do 12 e do 13, retratam os juízos que açoitarão a terra até a volta bendita e visível de nosso Senhor e Salvador, juntamente com Sua igreja, para a batalha de Armagedon.

Feito este esboço do livro o Apocalipse de João, podemos centrar no entendimento da passagem constante no capítulo 11 deste livro. Os eventos estão sob a égide do toque da sétima trombeta. Estamos perto do final da septuagésima semana de Daniel, logo em seguida virá à batalha de Armagedon.

Por esta época as nações, que deram seu poder a besta, o anticristo, estarão furiosa por conta de todos os juízos que hão de recair sobre a terra. Todavia, nenhum intento humano impedirá fazer cumprir os propósitos divinos, dentre eles, os que são citados neste texto: 1) o tempo determinado dos mortos serem julgados; 2) o tempo de dar galardão aos servos de Deus,  qualificados como profetas, santos, bem como aqueles que temem a Deus; e 3) tempo para destruir os que destroem a terra.

Por que chamo sua atenção acerca destes eventos? Para demonstrar o quão atual é esta mensagem para os dias de hoje, quando ouvimos falar de corrupção em todos os níveis de governo em nosso país. E, trago aqui a memoria o salmo 2, que é um salmo profético. Veja o que está escrito ao final do Salmo:

Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos advertir, juízes da terra. Servi ao SENHOR com temor e alegrai-vos nele com tremor. Beijai o Filho para que se não irrite, e não pereçais no caminho; porque dentro em pouco se lhe inflamará a ira. Bem-aventurados todos os que nele se refugiam. (Sl 2.10-12)

Este salmo faz menção das autoridades do executivo e judiciário. Diz que estes precisam se converter ao Senhor, caso contrário virá a ira de Deus, acima retratado, que dizimará todos eles. Creio que você me pergunte: – mas o que estas autoridades estão fazendo capaz de trazer a ira de Deus sobre eles? Deixemos que o profeta nos responda:

Até quando, SENHOR, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás? Por que me mostras a iniquidade e me fazes ver a opressão? Pois a destruição e a violência estão diante de mim; há contendas, e o litígio se suscita. Por esta causa, a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta, porque o perverso cerca o justo, a justiça é torcida. (Ha 1.2-4)

Leia atentamente o texto. Observe como o profeta faz menção do aumento da iniquidade e da opressão, note como se multiplicam a contenda e o litígio. Quantos já não ouviram que um simples acidente de carro pode levar alguém dar um tiro fulminante no outro. Mas chamo atenção em especial a última parte do texto: – a justiça é torcida. Veja se este texto não resume as manchetes de jornais que a muito temos lido e ouvido.

De fato estamos vivendo os últimos dias. Lembre-se, isto não é novidade, tem sido assim desde há 2000 anos atrás. Ocorre que, como nosso tempo de vida tem a mesma duração como de todos que viveram antes de nós e já dormem, aguardando ao Senhor, cabe a nós, os vivos, clamar pela misericórdia de Deus para que os juízos profetizados no livro do Apocalipse não seja apressado pela insensibilidade dos que exercem cargos no executivo, judiciário e, porque não dizer também, no legislativo brasileiro. Que este texto possa despertar nossa compaixão pelas autoridades e possamos interceder por elas.

Que você possa compartilhar este texto com seus amigos e amigas para que um exército de intercessores sejam levantado entre nós. Comente também. Até o próximo texto.