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Coronavírus: Deus pode não ouvir a oração de livramento

O novo coronavírus é uma pandemia e, como tal pode ser equiparado as pestes de dimensões bíblicas. Nas escrituras a peste é nominada como espada vingadora da aliança divina conforme podemos ler:

Trarei sobre vós a espada vingadora da minha aliança; e, então, quando vos ajuntardes nas vossas cidades, enviarei a peste para o meio de vós, e sereis entregues na mão do inimigo. (Lv 26.25)

É preciso notar que uma peste pode ser tanto direcionada aos inimigos de Deus contra também o povo de Deus. No caso do livro de Levítico a praga está sendo direcionada contra Israel por sua desobediência as leis divinas (Lv 26.25), diferente foi no Egito quando a peste foi contra a nação que escravizava os israelitas. Naquela oportunidade uma peste gravíssima atingiu os animais (Ex 9.3).

Aqui temos um problema terrível, pois esta pandemia mundial pode atingir tão somente os incrédulos, mas também pode ser um juízo divino que atinge a igreja, ou os dois grupos indistintamente. O drama é que o povo de Deus sempre pensa como alguém que está naturalmente protegido por qualquer tipo de peste, portanto lhe é inconcebível que também possa estar entre os alvos de uma pandemia. Para quem acredita assim logo invoca o Salmo 90 porquanto no verso três promete: “Pois ele te livrará do laço do passarinheiro e da peste perniciosa”. Pinçando este texto de todos os outros da Bíblia parece ser evidente que o povo de Deus não precisa se preocupar com a pandemia.

Muitos pastores no Brasil defendem esta tese, que a pandemia pode ser combatida com armas espirituais tais como: jejum e proclamação da palavra, portanto não é preciso atender aos cuidados emitidos por autoridades de saúde. Observando a cronologia deste chamamento ao uso destas armas espirituais, esta nunca foi um tipo de arma colocada no topo das prioridades. É possível evidenciar este fato na conhecida marcha para Jesus. No Brasil, por muitos anos este evento foi ganhando maior dimensão, estando presente grande número de cidades brasileiras. A proclamação principal deste evento era: O Brasil é do Senhor Jesus!

Se possível fosse rever todos os gritos de guerras desta marcha por todo o país, talvez a única proclamação que nunca esteve presente entre os discursos foi a convocação para o jejum. Agora, desde que foi dado início a esta pandemia, alguns dos líderes religiosos nacionais conclamaram o povo para continuar cultuando a Deus no templo baseado na segurança que o Salmo 90.3 traz e, nestes termos, desafiando as autoridades de saúde. Estes poucos líderes, mas de expressão nacional, usavam de sua autoridade para afirmar que o isolamento social não é a medida mais acertada para este tempo, pois o Brasil é do Senhor Jesus, portanto não será afetado por esta pandemia, como acontece nos outros países.

Então surge a pergunta: Deus ouvirá a oração do seu povo se ele jejuar clamando pelo fim desta pandemia? Levando em conta que a oração de um justo pode muito em seus efeitos, difícil dizer como Deus poderia responder oração em tempos como este. Se não temos como apontar o futuro, precisamos consultar o passado para, no mínimo, aumentar nosso temor quanto a santidade divina.

Algumas observações sobre a oração por sua ordem:

  1. A única oração cuja certeza de resposta é em 100% é aquela feita em conformidade com a vontade de Deus (I Jo 5.14).
  2. Muito pode a oração de um justo por sua eficácia, mas este muito não é tudo, portanto quando o justo ora, pode ter certeza que Deus ouvirá, mas não tem como avaliar com precisão como será a resposta (Tg 5.16).
  3. Mesmo a oração do justo pode não ser ouvida por Deus como atesta o salmista: “Se eu no coração contemplara a vaidade, o Senhor não me teria ouvido” (Sl 66.18).

Com base nestas três opções é possível declarar que não basta proclamar um jejum para ser ouvido por Deus, porquanto o teor da oração pode não estar ajustada em conformidade com a vontade de Deus. Acerca do jejum também o ensino aponta para a necessidade de estar precavido quanto a resposta, porquanto ele também precisa estar ajustado a vontade de Deus. Deus trata da proclamação de jejum em Isaías 58.

  1. O início deste capítulo é uma conclamação da parte de Deus para Israel avaliar as condições de seu coração, pois o profeta exorta o povo a abandonar suas transgressões (Is 58.1);
  2. Uma das maiores evidências que a proclamação não atendia a vontade de Deus era porque no pano de fundo desta proclamação havia uma velada disputa de poder entre os lideres que fizeram a proclamação (Is 58.4);
  3. Deus evidencia seu desacordo com o jejum proclamado, ressaltando em que condições um jejum poderia ser aceito: somente se este jejum cumprir algumas condições (Is 58.6,7):

    1. Soltar as ligaduras da impiedade;
    2. Desfazer as ataduras da servidão;
    3. Deixar livre os oprimidos;
    4. Desfazer todo jugo;
    5. Repartir o pão com o faminto;
    6. Recolher em casa os pobres desabrigados;
    7. Cobrir o que está nu;

Considerando todas as instruções quanto a oração e quanto ao jejum, se evidencia que não basta tão somente orar, nem proclamar um jejum para ter certeza da resposta divina, antes tanto uma atitude quanto outra depende da pessoa ajustar sua vontade a vontade de Deus, expor seu coração ao Senhor e verdadeiramente ficar na expectativa de como o Senhor Deus vai pesar suas verdadeiras intenções. Se todos estes requisitos forem atendidos então poderia ser cumprida a promessa de Deus:

Então, romperá a tua luz como a alva, a tua cura brotará sem detença, a tua justiça irá adiante de ti, e a glória do SENHOR será a tua retaguarda; (Is 58.8)

Voltando a proclamação do Jejum em nível nacional. Poderia este jejum alcançar seu objetivo? Depende muito de como as orações chegarão ao trono de Deus, mas considerando novamente a palavra de Deus é preciso pesar o seguinte: este jejum está sendo proclamado na certeza de uma resposta favorável da parte de Deus ou seja, é esperado que, em se fazendo o jejum, depois de sua proclamação já é possível como decisão a priori que o povo pode voltar as atividades normais, pois o jejum foi atendido, o vírus foi removido e o povo está protegido. E porque esta certeza estaria presente já no ato de proclamação? Por que alguns renomados líderes cristãos estão pondo no peso de sua convocação a certeza que Deus vai ouvir. Qual então poderia ser o fim desta história?

Vamos considerar o que está acontecendo no Brasil. No dia 02.04.2020 o número de casos confirmados foi de 7.910 e de morte 299 pessoas. Na posição atual no mundo houve 54.137 mortos em um total de 1.030.628 casos confirmados, com o número crescendo exponencialmente. Mas a questão aqui não é apontar o número em si, mas fazer uma pergunta: Neste número se encontram também cristãos nascido de novo? Empiricamente é possível dizer que sim. Entre os que morreram também podem ser contado cristãos nascido de novo? A reposta empírica também é sim, há crentes entre eles. Isto apenas para evidenciar que não há uma proteção natural da parte de Deus a favor do seu povo. E nem precisaria este tipo de proteção especial pela simples razão: “Preciosa é aos olhos do SENHOR a morte dos seus santos” (Sl 116.15). A ressurreição de Jesus é uma proclamação de vitória contra a morte, portanto para os olhos divinos se uma pessoa estiver em Cristo ela já tem a vida eterna, pois “ainda que morra, viverá” (Jo 11.25).

Agora, mudemos um pouco o ângulo da análise. Alguém pode dizer assim: Se o povo de Deus também está morrendo na pandemia, então é preciso buscar armas espirituais para este enfrentamento porque tão somente em elas estando presentes a vitória é certa. Consideremos dois momentos da história de Israel para entender como Deus tratou seu povo.

Israel foi à guerra contra os filisteus. O resultado da batalha foi trágica, morreram cerca de 4.000 soldados (I Sm 4.2). O povo ficou tão impactado com a situação que formaram um concílio para decidir que atitude tomar. Chegaram a conclusão que a derrota se deu porque a batalha foi travada sem a presença da arca da aliança (I Sm 4.3). Trouxeram a arca, foram a batalha e o resultado foi ainda mais trágico, pois foram mortos 30.000 homens, dentre eles os filhos do sumo sacerdote de Israel e, pior, a arca de Deus foi levada pelos filisteus (I Sm 4.10,11). Para Deus isso não lhe causou nenhum problema, pois Ele próprio cuidou de trazer a arca de Deus de volta (I Sm 6.10-13).

Voltemos agora ao fato de alguns homens de Deus instruir o presidente do Brasil que o jejum é uma solução espiritual cabal, podendo ser feito planos para depois deste dia pois, conforme proclamado em todas as marchas para Jesus: O Brasil é do Senhor Jesus! Com isso trazemos um segundo momento da história de Israel.

Houve um prenúncio de guerra em Israel e ele convocou o rei de Judá para uma aliança contra o inimigo. Houve um concílio de profetas e a decisão deles foi unânime: “Sobe, porque Deus a entregará nas mãos do rei…” (II Cr 18.8). O rei de Judá desconfiou de tal unanimidade desta certeza de vitória, pediu que outro profeta fosse convocado. Este veio e parecia ter confirmado esta unanimidade: “… Sobe e triunfarás, porque eles serão entregues nas vossas mãos” (II Cr 18.14). Parece que o rei percebeu certa ironia na declaração, ao que exigiu a verdade do profeta Micaías. Então ele disse:

Então, saiu um espírito, e se apresentou diante do SENHOR, e disse: Eu o enganarei. Perguntou-lhe o SENHOR: Com quê? Respondeu ele: Sairei e serei espírito mentiroso na boca de todos os seus profetas. Disse o SENHOR: Tu o enganarás e ainda prevalecerás; sai e faze-o assim. Eis que o SENHOR pôs o espírito mentiroso na boca de todos estes teus profetas e o SENHOR falou o que é mau contra ti. (II Cr 18.20-22)

Resultado, Israel e Judá não deram ouvidos, preferindo a voz unânime dos quatrocentos profetas, a voz da maioria. Foram a guerra e naquela batalha o rei de Israel morreu, obrigando o rei de Judá voltar para sua casa (II Cr 18.34, 19.1). Depois uma vidente disse o seguinte ao rei que teve o livramento:

Devias tu ajudar ao perverso e amar aqueles que aborrecem o SENHOR? Por isso, caiu sobre ti a ira da parte do SENHOR. Boas coisas, contudo, se acharam em ti; porque tiraste os postes-ídolos da terra e dispuseste o coração para buscares a Deus. (II Cr 19.2,3)

O que se observa nestes dois relatos é que Deus pode sim, permitir que o número de morte no arraial dos santos seja bem maior que o número possível de ser evitado pela insensatez de certos homens de Deus. Portanto o Brasil corre sério risco de ter número de morte bem superior aquele experimentado hoje pelos americanos porque os conselheiros do presidente estão orientando-os a uma atitude que não procede do trono de Deus.

Voltando ao rei de Judá, aqui cabe uma consideração. O vidente o alertou da seriedade do juízo divino e que ele jamais deveria ter se incorrido em se alinhar com aqueles que não tinham o temor de Deus no coração. Deus teve misericórdia do rei de Judá porque seu coração era diferente do coração do rei de Israel, foi tão somente isso que fez a diferença e livrou sua vida. Por fim a exortação do vidente se aplica integralmente nos dias atuais: O que Deus requer de nós hoje? Que estejamos dispostos a buscar o Senhor e esperar que o Deus dos céus e da terra estenda sua misericórdia sobre nós. Se isso vai ou não acontecer depende da disposição de nosso coração e dos insondáveis desígnios divinos.

1 Comentários
  • Edgard Jose Carbonell Menezes
    abril 3, 2020Responder

    Considero seu texto leitura obrigatória.

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